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segunda-feira, 7 de março de 2011

Brand X - Unorthodox Behaviour (1976)

Esse é o primeiro álbum dessa genial banda britânica dos anos 70, que notabilizou-se pela sua inovadora e originalíssima sonoridade, orientada basicamente pelo Jazz Rock. Formada inicialmente por John Goodsall na guitarra, Percy Jones no baixo, Robin Lumley nos teclados e Phil Collins na bateria, a banda chegou a lançar uma discografia relativamente sólida composta pelos álbuns: Unorthodox Behaviour (76), Moroccan Roll (77), Livestock (77), Masques (78), Product (79), Do They Hurt (80), Is There Anything About? (82).

A título de informação, o nome "Brand X" está intimamente relacionado a área de marketing e em decorrência a área jurídica, pois sua existência, manutenção e proteção (contra o seu uso indevido) dependem exclusivamente dessa última. "Brand" significa "Marca" e essa, por sua natureza intangível e sua complexidade constitutiva (palavras, símbolos, logotipos, cores ...) não é um conceito de fácil definição. Mas o que realmente quero evidenciar é a "possibilidade do consumidor ter sensações, experiências e percepções absolutamente diferentes sobre a mesma marca em relação a outro consumidor". É nessa questão, claramente subjetiva, que pretendo basear o comentário que se segue.

Para quem ainda não conhece 'Brand X', sua sonoridade pode não agradar numa primeira, segunda ou terceira audição. E conheço muita gente, que mesmo após diversas audições, nunca chegou a apreciar sua exótica sonoridade. Pessoalmente aprecio o trabalho dessa banda, no entanto, sempre que me disponho a ouvir 'Brand X', (coisa que não faço com habitualidade), tenho a impressão que se trata de  música voltada especificamente para o músico profissional ou amador.

Depois de inúmeros debates (alguns acalorados e infrutíferos) com outros apreciadores de Jazz Rock, elaborei a uma teoria muito pessoal, da qual, os visitantes leitores poderão ou não concordar. Creio que em algumas de suas composições, 'Brand X' torna-se exageradamente complexo e repleto de tecnicidade. Assim, sob o ponto de vista do "simples mortal" (que não é músico, como eu) fica uma estranha sensação que está sobrando técnica e virtuosismo, mas ao mesmo tempo, fica faltando alguma "coisa". Essa "coisa", no meu entender, (por analogia) utilizando-me da arte de degustar, apreciar e catalogar uma boa bebida se chama 'Alma'. 'Brand X' possui um requintado buquê, é deliciosamente encorpado, mas em algumas composições falta-lhe o essencial, a 'Alma'.

Não tenho dúvida que a presença de Phil Collins, certamente favoreceu e até propiciou "atracar" a banda num 'cais mais seguro', garantindo a banda, alguma projeção comercial. Não quero dizer com isso, que o Brand X dependeu exclusivamente de Collins, para notabilizar-se. Muito pelo contrário. Os músicos que integram a banda são excepcionais e de notória e inegável competência. Seria leviano e estúpido negar os merecidos créditos ao "monstruoso" Percy Jones, com seu inconfundível estilo borbulhante no fretless, John Goodsall exímio, rápido e feroz guitarrista com um estilo muito próximo ao de Mclaughlin, Robin Lumley um dos grandes tecladistas do Jazz Rock (arquiteto e executor dos melhores momentos da banda, juntamente com Goodsall), mas possivelmente, se entre os créditos não estivesse consignado o nome, ou seja, (a marca) Phil Collins, possivelmente a discografia fosse bem menos robusta e sua projeção comercial não representasse mais que um "traço" estatístico.

No final de tudo, minha teoria não passa do inútil exercício do que seria, se não fosse. Mas mesmo assim, acho-a bem convincente, plausível e razoável. Mas seja como for, o importante é que a banda possui alguns excelentes álbuns (Moroccan Roll, Livestock) que devem ser cuidadosamente degustados. Vou aproveitar para veementemente recomendar um outro excelente e brilhante trabalho, que embora não faça parte da discografia do 'Brand X', conta com a presença de todos os seus membros. Refiro-me ao brilhante "Peter and The Wolf" já divulgado aqui nesse Mukifu. IMPERDÍVEL!

Para facilitar a vida daqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre o 'Brand X', segue o link de um excelente Blog, onde estão divulgados os álbuns abaixo:

Unorthodox Behaviour (1976)

Músicas:
01.  Nuclear Burn
02.  Euthanasia Waltz
03.  Born Ugly
04.  Smacks of Euphoric Hysteria
05.  Unorthodox Behaviour
06.  Running of Three
07.  Touch Wood

Músicos:
John Goodsall: guitarra
Percy Jones: baixo
Robin Lumley: teclados;
Phil Collins: bateria
Jack Lancaster: Soprano Saxofone

[Obrigado = Thanks]

domingo, 4 de outubro de 2009

Peter and the Wolf (1976)


Esse trabalho foi baseado na obra Pedro e o Lobo de Sergei Prokofiev (1891 – 1953). Composta em 1936, foi originalmente concebida com intuito pedagógico de familiarizar as crianças aos sons dos instrumentos.

Como se trata de uma estória musical, cada música é dedicada a um personagem ou a uma determinada situação, que são introduzidas por um narrador. A narração na versão em inglês, ficou sob a responsabilidade de Viv Stanshall.

A título apenas de curiosidade, tem gente que confunde “as bolas” e acaba espalhando por aí, que existe uma versão em português narrada por Roberto Carlos, puro engano, nunca existiu uma versão em português desse trabalho. O que existe na verdade, é uma versão clássica, em português, narrada pelo “Rei” Roberto, gravada pela CBS no ano de 1970, executada pela New York Philharmonic e regida por Leonard Bernstein.

Jack Lancaster e Robin Lumley (idealizadores do presente projeto) convidaram um naipe de músicos de respeito e desenvolveram essa magistral adaptação para o Rock dessa magistral e eterna obra infantil.

Muito embora, todos os integrantes do Brand X participem desse trabalho, não existe qualquer semelhança com o som do Brand X. Em razão da diversidade de estilos e técnicas (dos músicos convidados) o resultado é uma fusão perfeita e irretocável entre rock, progressivo e clássico.

Peter and The Wolf - "Brand X" (1976)

Personagens e músicos:
- Narrador / Viv Stanshall
- Peter / Manfred Mann
- Bird / Gary Brooker
- Duck / Chris Spedding
- Duck / Gary Moore
- Cat / Stephane Grappelli
- Wolf / Brian Eno
- Pond / Keith Tippett
- Grandfather / Jack Lancaster
- Hunters / Jon Hiseman, Bill Bruford, Cozy Powell, Phil Collins

Musicos adicionais:
- John Goodsall, Pete Haywood, Alvin Lee / guitars
- Percy Jones, Andy Pyle, Dave Marquee / bass
- Robin Lumley / keyboards
- Cozy Powell & Phil Collins / drums
- Bernie Frost, Julie Tippetts, The English Chorale / vocals

Enfim, trata-se de uma verdadeira raridade do Rock Progressivo, que chegou a ser lançada no Brasil em LP em 1976, com um magnífico encarte, muito bem ilustrado por Mike Cosford. Infelizmente, (que eu saiba) até a presente data, não existe qualquer edição em CD, que tenha sido editada com o respectivo encarte.

No entanto, para felicidade geral dos admiradores dessa preciosidade, estamos disponibilizando em primeira mão no formato 12cm x 12cm, o encarte na íntegra, obtido de uma versão em vinil de origem inglesa. (Não tem texto em português). São doze imagens que podem com alguma habilidade (no Corel Draw) e paciência, serem montadas na forma de livreto.

Espero que apreciem.

[Obrigado 1 = Thanks 1]
[Obrigado 2 = Thanks 2]
Encarte: [Obrigado 3 = Thanks 3]

FLAC (Free Lossless Audio Codec).
Trata-se de um compressor de áudio, onde não há perda de informação, além de alcançar uma elevada taxa de compactação. Isso implica em dizer que toda a informação sonora contida na matriz (CD original) foi efetivamente aproveitada, resultando em arquivos do tipo “Wave”, de alta qualidade, prontos para serem transferidos para um CD de áudio. Para baixar o programa gratuito para descompactar ou compactar arquivos em FLAC, visite:
http://flac.sourceforge.net/