quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Johnny Winter - Saints & Sinners (1974)

Nesse álbum, lançado no mesmo ano do LP 'John Dawson Winter III', ocorreram algumas modificações na estrutura principal dos integrantes da banda. O baixo ficou sob a responsabilidade de Dan Hartman e Randy Jo Hobbs, bem como a bateria, que também acabou dividida entre Bobby Caldwell e Richard Hughes.

Como mencionei na postagem anterior, o álbum 'John Dawson Winter III', ainda é, na minha opinião, um dos melhores álbuns do J.W. No entanto, também posso mencionar que não existe álbum 'ruim', em se tratando de J.W., cada um de seus diversos álbuns sempre trazem algumas agradáveis surpresas.

É o caso por exemplo da brilhante faixa 'Dirty',que infelizmente não foi incluída na versão em LP, nela Winter "brinca" com a Steel Guitar enquanto é acompanhado por uma inebriante e magistral flauta, transformando o que seria absolutamente impensável, em concreta e genial realidade musical. Saints & Sinners é um álbum um pouco mais Rock and Roll e um pouco menos Blues, onde todas as faixas merecem destaque especial, mas como isso só alongaria desnecessariamente o texto, deixarei apenas minha veemente recomendação, pois trata-se de mais um excelente álbum do genial J.Winter. Só não posso deixar de mencionar o excelente teclado de Edgar Winter ao longo de todas as faixas, é absolutamente perfeito.

Esta postagem é para o Amigo Paul Barrett (generoso mestre em eletrônica e informática) que não se furtou em me orientar, auxiliar e incentivar, nos momentos de absoluto caos e crise com minhas velhas e arqueológicas MBs.

Caríssimo Paul Barrett, espero que vc. aproveite bem essa postagem e que ela lhe traga excelentes momentos e recordações.
Um Grande e Forte AbraçO!

Saints & Sinners (1974)

Músicas:
01. Stone county (Richard Supa)
02. Blinded by Love (Allen Toussaint)
03. Thirty Days (C.Berry)
04. Stray Cat Blues (M. Jagger - K. Richard)
05. Bad Luck Situation (J.Winter)
06. Rollin' Cross the Country (E. Winter - D. Hartman)
07. Riot in Cell Block #9 (J. Leiber - M. Stoller)
08. Hurtin So Bad (J.Winter)
09. Boney Moroney (L. Willians)
10. Feedback on Highway 101 (an unreleased Van Morrison song)
11. Dirty (bonus track)

Músicos:
Johnny Winter - Guitar, Vocals
Rick Derringer - Guitar
Dan Hartman - Bass
Edgar Winter - Keyboards, Sax
Bobby Caldwell - Drums
Richard Hughes - Drums
Randy Brecker - Trumpet
Alan Rubin - Trumpet
Jeremy Steig - Flute
Lew del Gatto - Trumpet
Jo Jo Gunne - handclaps

[Obrigado = Thanks]

sábado, 4 de dezembro de 2010

John Dawson Winter III - (1974)

Aos 23 de fevereiro de 1944, nascia em Beaumont, Texas, John Dawson Winter III, mais tarde, mundialmente conhecido como Johnny Winter. Pessoalmente somente lá pelos anos de 1977, é que tive o privilégio de conhecer esse verdadeiro mito do Rock and Blues. O primeiro álbum do Johnny Winter que comprei foi o "Captured Live" e a compra do LP ocorreu em razão da capa. A figura esguia, pálida (depois fui saber acerca da sua condição de albino) e o design inovador da sua guitarra (Gibson Firebird) me chamaram a atenção. Felizmente, a capa desse meu primeiro LP não me induziu a erro e desde então, passei a admirar o trabalho desse brilhante guitarrista de Rock e Blues, que como pouquíssimos "branquelos" (dentre eles o genial Roy Buchanan), sempre soube interpretar o bom Blues com brilhante competência, criatividade e originalidade.

O álbum da presente postagem deve ser o 11º álbum de uma longa discografia (algo em torno de  28 álbuns oficiais dentre trabalhos de estúdio e ao Vivo). Embora, infelizmente não os possua em sua totalidade, é até o presente momento, (dos sete álbuns que possuo), um dos meus álbuns preferidos, não apenas pela diversidade do material, mas principalmente pela refinada e exemplar qualidade musical dos solos e dos arranjos.

Não desejava fazer nenhuma recomendação em especial, mas não consigo me conter. Sugiro uma especial audição as seguintes faixas:  'Rock & Roll People', 'Self Destructive Blues', 'Raised On Rock', 'Stranger', 'Pick Up On My Mojo', 'Roll With Me', 'Sweet Papa John' e 'Lay Down Your Sorrows'.

As músicas anteriormente recomendadas e muitas outras de alguns outros álbuns anteriores, sempre estiveram presentes na minha micro discoteca destinada a ouvir no carro (só rock e blues). Antes sob a forma de fitas K7 agora em formato de CD, nunca deixei de escutar o bom e velho J.W., tanto nas ruas como nas estradas. Sempre achei que J.W. tem uma estreita relação com um bom motor de 6 cilindros ou V8, carburado e com escapamento dimensionado, clássicos como Opala, Maverick e Dodge Charger RT são excelentes candidatos e "funcionam" muito bem em parceria com as excelentes guitarras e os vocais do grande Johnny Winter é só deixar o som rolar e afundar o pé (enquanto esvazia os bolsos) rsrsrsrsrs.

John Dawson Winter III - (1974)

Músicas:
01. Rock & Roll People (John Lennon) - 2:43
02. Golden Olden Days Of Rock & Roll - 3:01
03. Self Destructive Blues - 3:28
04. Raised On Rock - 4:39
05. Stranger - 3:54
06. Mind Over Matter - 4:10
07. Roll With Me - 3:03
08. Love Song To Me - 2:06
09. Pick Up On My Mojo - 3:22
10. Lay Down Your Sorrows - 4:05
11. Sweet Papa John - 3:09

Músicos:
Johnny Winter - Guitar, Harmonica, Vocals
Edgar Winter - Piano, Solina Strings, Harpsichord, Organ, Horn Arrangement
Rick Derringer - Guitar
Randy Jo Hobbs - Bass
Richard Hughes - Drums
Kenny Ascher - Keyboards
Michael Brecker - Tenor Saxophone
Randy Brecker - Trumpet
Louis Del Gatto - Baritone Saxophone
Paul Prestopino - Percussion, Banjo, Dobro, Lap Steel
David Taylor - Trombone
Mark Kreider - Backing Vocals: Raised on Rock
Background Vocals: Johnny Winter, Tasha Thomas, Rick Derringer Carl Hall, Monica Burruss, Jackdaw, Dennis Ferrante

[Obrigado = Thanks]

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Grobschnitt - Solar Music Live (1978)

Sem qualquer receio, afirmo que tenho o prazer de divulgar um dos melhores álbuns ao Vivo já lançados e possivelmente um dos melhores e mais representativo álbum dessa genial banda alemã.

Na época do lançamento dessa verdadeira joia fonográfica, eu estava mais atento em aprofundar-me no Jazz-Rock e embora tenha até adquirido na Modern Sound essa obra em LP (versão alemã), não me despertou nenhum profundo interesse. Ficou guardado na prateleira por alguns anos, até receber uma proposta de permuta que na época julguei mais atraente e vantajosa.

Os anos se passaram e num certo dia, enquanto conversava com uns amigos, foi veemente mencionada a genialidade dessa obra. Foi então que percebi, que não conseguia me lembrar de nenhuma passagem musical dessa genial obra. Graças a generosidade de um de meus amigos, presente na conversa, consegui adquirir uma cópia em MP3 do Solar Music Live (versão em CD), que rapidamente aceitei de bom grado, na expectativa de apenas relembrar o material.

Não vou exagerar (aqueles que conhecem o álbum sabem), assim que o som começou foi uma "porrada" nos meus velhos e parcos neurônios restantes. Entrei num estado de absoluto e completo êxtase musical e enquanto apreciava a vasta miríade de sutilezas melódicas, a genialidade e o virtuosismo dos músicos, questionei-me (infrutiferamente) acerca da razão pela qual, em 1978, não me interessei por essa magnífica obra. A única conclusão que cheguei, foi que outra vez, por ignorância minha, deixei, durante anos, de apreciar mais um excelente trabalho.

Essa versão da genial "Solar Music", foi gravada em abril de 1978 em um concerto em Mülheim e possui cerca de 20 minutos mais que a versão originalmente contida do álbum "Ballerman".  Nesse novo arranjo, especialmente dedicado a um verdadeiro Show ao Vivo, repleto de pirotecnias e representações cênicas, tanto o instrumental, como os vocais são impecávelmente perfeitos. Não faltam excelentes duelos de impiedosas guitarras, amparadas por uma bateria e um baixo absolutamente impecáveis, além é claro, dos magistrais teclados que formam toda a estrutura necessária para o desenrolar dessa memorável e excelente apresentação ao Vivo.

Sinceramente, espero que essa postagem seja do agrado de todos aqueles que apreciam o Grobschnitt e as gravações ao Vivo. Particularmente acho esse álbum fantástico e indispensável para aqueles que curtem um som de qualidade.

Solar Music Live (1978)

Músicas:
01. Solar Music I     4:38
02. Food Sicore     3:55
03. Solar Music II     6:03
04. Mülheim Special     10:43
05. Otto Pankrock     6:26
06. Golden Mist     10:56
07. Solar Music III     12:26
08. The Missing 13 Minutes     12:26
09. Vanishing Towards the East     0:35

Músicos:
Joachim Ehrig (Eroc): Bateria
Gerd Kühn (Lupo): Guitarra
Stefan Danielak (Wildschwein): Guitarra, Vocal
Volker Kahrs (Mist): Teclados
Wolfgang Jäger (Popo):  Baixo

[Obrigado = Thanks]

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

HAWKWIND - Doremi Fasol Latido (1972)

Esse é o terceiro álbum dessa genial banda britânica, que funde psicodelia, hard rock e space rock com excepcional genialidade e muita competência. Particularmente, na minha insignificante opinião, esse álbum representa um importante marco na musicalidade dessa banda. Embora ainda com uma musicalidade incipiente, algumas composições deixam transparecer com absoluta clareza, qual seria a orientação musical que predominaria a partir desse trabalho.
 Esse período de definição da personalidade musical do Hawkwind compreende os álbuns: "In Search Of Space" (1971), "Doremi Fasol Latido" (1972) e o álbum ao vivo "Space Ritual" (1973). É importante observar que os três álbuns foram profundamente influenciados pelo artista gráfico Barney Bubbles (1942- 1983) e são de certa forma,  uma continuação, quase uma trilogia, baseados nos temas propostos por B.Bubbles.

A Saga de Doremi Fasol Latido é uma coleção de cânticos espaço ritual, hinos e cânticos de batalha estelar de louvor, usado pelo clã familiar de Hawkwind na sua jornada para a terra lendária de Thorasin. O encarte traz uma explanação bem mais aprofundada da saga, mas infelizmente meu parco inglês não permite aventurar-me à traduzi-la.

O título desse álbum como é evidente, se refere à atribuição de sílabas a passos de uma escala diatônica (Do-Re-Mi-Fa-Sol-La-Si), porém, em alguns países o "Si" é vocalizado como "Ti". Partindo da escala diatônica, B.Bubbles, cria uma divagação teórica (muito louca) relacionando as notas musicais com alguns planetas do nosso sistema solar (Marte, Sol, Mercúrio, Saturno, Júpiter, Vênus e Lua) respectivamente. Segundo Bubbles, cada uma dessas esferas emiti um certo tom causado pelo seu deslocamento contínuo do éter. Estes intervalos e harmonias são chamados de "The Sound Of The Spheres". A teoria proposta por Bubbles é muito complexa e como não domino a língua inglesa, não consegui entender nada além do que aqui deixo consignado.

Achei muito interessante a similaridade fonética da terra de Thorasin com a substância comercializada nos EUA sob o nome de Thorazine (Clorpromazina), que nada mais é que um é um antipsicótico típico. Trata-se de uma droga desenvolvida pela primeira vez em 1950 e utilizada para tratar a psicose (em particular, esquizofrenia ). Ao que parece, em prevalecendo a tese da voluntária intenção em fazer referência a droga, estamos diante de uma genial "brincadeira", na qual o Hawkwind crítica com brilhante sutileza e humor nossa insana e pretensiosa sociedade, sugerindo-nos que o equilíbrio e a paz, tão desejado por tantos, talvez somente sejam atingidos através da Thorazine.

Seja como for, esse álbum é fundamental para quem deseja conhecer um pouco da origem musical dessa genial banda. Para os visitantes que conheceram a saudosa rádio Eldo Pop, tem pelo menos duas excepcionais músicas, para relembrar os bons e velhos tempos.

Doremi Fasol Latido (1972)

Músicas:
01. Brainstorm     (11:32)
02. Space Is Deep (6:20)
03. One Change (0:50)
04. Lord Of Light (6:59)
05. Down Through The Night (3:04)
06. Time We Left This World Today (8:43)
07. The Watcher (4:10)
08. Urban Guerilla (Bonus) (3:41)
09. Brainbox Pollution  (Bonus) (5:42)
10. Lord Of Light  (Single Version Edit) (3:59)
11. Ejection (Previously Unreleased Version) (3:47)

Músicos:
Dave Brock: Vocal, Guitarra, Violão de 6 e 12 cordas
Nik Turner: Vocal, Saxofone, Flauta
Lemmy Kilmister: Vocal, Baixo, Violão
Dik Mik: Sintetizadores
Del Dettmar: Sintetizadores
Simon King: Bateria
Músicos adicionais:
Robert Calvert: Vocal em "Urban Guerilla" e "Ejection"
Paul Rudolph: Guitarra on "Ejection"

[Obrigado = Thanks]

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Shadowfax - Watercourse Way (1985) [Windham Hill]

A banda estadunidense Shadowfax, nome esse, possivelmente atribuído a banda em homenagem a J.R.R.Tolkien, autor da saga "Lord Of The Rings" ("Shadowfax" é o nome do cavalo de "Gangalf"), começou em 1972 com Greenberg, Maggini e Stinson que naquela época já compunham suas músicas mas sem maiores pretensões profissionais. Mais tarde, já com algumas obras concluídas, convidaram a participar da banda o tecladista Maluchnik que apresentou-lhes o baterista Nevitt. Estava criada a primeira formação do Shadowfax, que permaneceu na ativa, com algumas alterações em sua formação, até o ano de 1995, quando do falecimento de Chuck Greenberg.

Ao longo desses anos de atividade, Shadowfax produziu uma significativa discografia, mas nenhum desses trabalhos, guarda qualquer semelhança com o material contido no primeiro álbum da banda objeto da presente postagem.

Muitos dos atuais apreciadores da banda, rotulam o trabalho do Shadowfax como New Age. Pessoalmente, para ser sincero, não pretendo perder meu tempo em levantar qualquer debate infrutífero sobre a natureza do New Age ou se a sonoridade desse álbum é ou não é progressiva. Para mim trata-se de música de altíssima qualidade e por não desejar me divorciar do bom senso, recuso-me a levantar questão ou debater sobre o "sexo dos anjos".

O álbum inaugural "Watercourse Way" tem uma história muito peculiar e inédita. O  álbum foi originalmente lançado em 1976 pela Passport Records (produzido por Marty Scott and Larry Fast), tendo sido reeditado em 1985 pela Windham Hill. Até aí, nada de mais, não fossem os relatos de alguns admiradores dessa obra informarem que "muitas das composições sofreram alterações em sua estrutura", com direito a "mutilação" de solos dentre outras "ajeitadas" no arranjo, que segundo os informantes, descaracterizaram dramaticamente a sonoridade da obra original editada em 1976.

Pessoalmente conheci esse álbum na edição de 1985 e achei-o simplesmente fantástico. Riquíssimo em texturas, sabores e aromas. Uma verdadeira obra de arte, que mescla com profunda e brilhante maestria o progressivo, o jazz, o fusion, o rock e uma miríade de outras correntes que resplandecem com infinita luminosidade na utilização de instrumentos como o oboé, a flauta, a cítara e a tabla, incluindo uma generosa e agradável incursão pela música renascentista (Petite Aubade).

Rapidamente posso adiantar que as duas primeiras composições guardam alguma semelhança com as guitarras de Mc.Laughlin e Steve Hillage respectivamente. Em "Book Of Hours" a guitarra num estilo que lembra John Etheridge (Soft Machine) é magistralmente substituída por uma cítara absolutamente mágica e bela, acompanhada de uma percusão exemplar. "Song For My Brother" é a minha faixa preferida. Não apenas pelo belíssimo arranjo, mas essa composição "respira", "pulsa" é como se fosse um ser vivente, que evolui no tempo e no espaço. Não tenho como descrevê-la com absoluta fidelidade, somente ouvindo para entender, pois parece que toda a composição é uma grande brincadeira com a variável "tempo". 

Ainda hoje admiro profundamente a edição de 1985, mesmo por que, até hoje não consegui fazer qualquer distinção entre as duas edições. Para ser sincero, as duas únicas divergência que posso com absoluta certeza mencionar são: A capa; cuja  versão da Passport Records de autoria de Terry Lamb é infinitamente mais bela e que existe uma versão em LP da Windham Hill na qual a "Song For My Brother" possui apenas (3':10"), ao passo que a versão em CD lançada pela Lost Lake Arts possui (9':41") ou seja, a mesma duração da versão original em LP lançada pela Passport Records em 1976.

Seja como for, a versão original de 1976 da Passport Records, trata-se de uma daquelas obras raríssimas e que eu saiba, nunca foi editada em formato de CD. Essa obra somente foi editada em CD pela Lost Lake Arts, baseada na edição de 1985 em LP da Windham Hill, que destinou-se a atender aos pedidos dos apreciadores da banda, que ansiavam por substituir seus antigos LPs editados pela Passport Records, por encontrarem-se já desgastados pelo uso.

Particularmente, salvo engano, acredito que até a presente data, eu não tenha conseguido obter um verdadeiro RIP do LP original de 1976. Tenho vasculhado a rede e ainda não consegui encontrar uma versão que seja realmente divergente da versão da Windham Hill de 1985. Encontrei algumas postagens onde está divulgada a capa original de 1976, mas o material é absolutamente idêntico ao lançado em 1985. Infelizmente, para dirimir qualquer dúvida,  resta-me somente aguardar encontrar alguma generosa alma,  que divulgue um  RIP do LP original.

Shadowfax - Watercourse Way (1985)

Músicas:
01. The Shape Of A Word (Stinson) - 7:29
02. Linear Dance (Stinson) - 5:51
03. Petite Aubade (Greenberg / Stinson) - 5:59
04. Book Of Hours (Maluchnik) - 6:37
05. The Watercourse Way (Greenberg / Stinson) - 6:04
06. A Song For My Brother (Stinson) - 9:41

Músicos:
Chuck Greenberg: Lyricon, Saxophone, Flute, Oboe
Phil Maggini: Bass
Greg Stinson: Guitar, Sitar, Vocals
Doug Maluchnik: Piano, Electric Piano, Synthesizer, Harpsichord
Stuart Nevitt: Drums, Tabla, Percussion

[Obrigado = Thanks]

 Dedico esta singela postagem a memória do grande músico CHUCK GREENBERG 
(1950 - 1995).

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cactus - Fully Unleashed - The Live Gigs

Essa vida de apreciador da boa música é repleta de acontecimentos estranhos. Principalmente numa época em que não existia a internet. Naquela época ou se comprava o vinil, ou se gravava de algum amigo uma cópia em fita K7. Não haviam outras escolhas. Muitas vezes me vi, por indisponibilidade de recursos financeiros, na incomoda situação de postergar a aquisição de um LP em benefício de outro LP de outra banda.

Ao longo dessa minha vida, o Cactus foi uma dessas bandas que deixei de adquirir muitos de seus álbuns, sempre deixando para mais tarde a sua aquisição. Só lá pelo início da década de 80, através de um conhecido meu (que ao longo desses anos, me fornece acesso barato de muito material fonográfico de qualidade) é que eu fui me dar conta da exemplar qualidade sonora e criativa dessa genial banda estadunidense.

O cara não se cansava de falar sobre o Cactus, tecia longos elogios até que um dia acabei escutando uma parte de um dos álbuns do Cactus (já em CD). Mas assim como no passado mais distante, o trabalho não chegou a me empolgar e não comprei o famigerado CD (a grana não dava para tudo) e acabei preferindo adquirir alguns exemplares do bom e amado progressivo.

O tempo passou e me tornei um apreciador do bom e velho Blues, com especial interesse naqueles temperados com uma generosa porção do mais puro rock'n Roll. Certo dia conversando com esse meu "fornecedor", pedi que ele me recomendasse alguma coisa com uma sonoridade entre o Rock e o Blues, mas que tivesse uma tendência para o hard rock, e não deu outra, o cara colocou na minha mão essa verdadeira jóia que tenho o prazer de agora divulgar.

Esse álbum originalmente composto por 2 CDs, trata-se de uma edição limitada e pelo que sei, a tiragem dessa primeira e única edição foram de apenas 5.000 cópias. Infelizmente a versão que possuo em CD, tem perna de pau, um olho só além de um belo papagaio no ombro e por não ser uma cópia original, infelizmente não veio com o indispensável encarte. Sendo assim, peço desde já dsculpas aos caros visitantes, mas deixarei de oferecer um conjunto de informações mais completas sobre esse magnífico álbum. Não obstante, a qualidade sonora das faixas é de primeira qualidade, límpido e claro como se vc. estivesse na platéia na primeira fileira.

"Fully Unleashed: The Live Gigs", na verdade não é um álbum que tenha sido elaborado como um álbum da discografia oficial do Cactus. Essa verdadeira jóia do Rock e do Blues é uma compilação de material gravado ao vivo, mas que nunca veio a ser efetivamente publicado. Algumas músicas (todo o CD1 e metade do CD2) foram gravadas em 19/12/1971 em Memphis, Tennessee (com a formação original da banda), outras foram capturadas em 28/08/1970 Isle Of Wight Festival, 26/06/1971 no Gillian's Club (Buffalo, NY) e em 03/04/1972 no Mar y Sol Pop Festival em Porto Rico. Em 2004, a Rhino Handmade coletou esse material "esquecido" e lançou o ábum da presente postagem, lançando ainda, em 2007, outro álbum o  "The Live Gigs - Vol.2".

Se o caro visitante não conhece o Cactus, não faça como eu, que deixei de ouvir durante muitos anos, uma das melhores bandas que existe de rock e blues. Se por outro lado, o visitante conhece o trabalho dessa banda, já tem uma noção do inquestionável potencial desse álbum. Trata-se de pura pauleira ao vivo, executada com muita competência e profissionalismo. Espero que todos aproveitem bem!

Fully Unleashed - The Live Gigs

Músicas:
CD1
01. Intro/Long Tall Sally* (12:16)
02. Bag Drag* (3:10)
03. Evil* (16:11)
04. Parchman Farm* (6:21)
05. Alaska* (3:56)
06. Oleo* (11:19)
07. No Need To Worry* (20:18)
08. Let Me Swim* (5:06)

CD2
01. Big Mama Boogie - Parts 1 & 2*
02. Medley: Heeby Jeebies/ Money/ Hound Dog/ What'd I Say*
03. No Need To Worry**
04. Parchman Farm**
05. One Way...Or Another*
06. Bro. Bill*
07. Swim
08. Bad Mother Boogie
09. Our Lil Rock-N-Roll Thing
10. Bedroom Mazurka**

* Previously Unissued
** Previously Unissued On CD

Músicos:
Carmen Appice: Bateria
Tim Bogart : Baixo
Rusty Day: Vocal e Harmonica
Jim McCarty: Guitarra

[Obrigado 1 = Thanks 1]
[Obrigado 2 = Thanks 2]