domingo, 16 de maio de 2010

Kayak - See See The Sun (1973)

Para quem ainda não conhece essa verdadeira jóia do progressivo sinfônico holandês, esta aí o momento de aproveitar a oportunidade e apreciar essa genial banda, que guarda alguma relação com a sonoridade do "Camel" e do "The Moody Blues". Aqui quero fazer um pertinente acréscimo, muito bem observado pelo Amigo Faustodevil do excelente Blog Hofmann&stoll: "Impossível não notar forte e boa influência de Gênesis e Yes". Pois é... eu deixei passar essa. Mas não se deixe enganar por essa minha temerária e insignificante analogia. Kayak possui personalidade própria, deixando evidente, ao longo de suas composições, um certo "compromisso" com a música regional holandesa, remetendo o ouvinte, nessas ocasiões, a uma experiência sonora muito semelhante a proposta pelo "Focus".

Não vou me estender em comentários individualizados acerca das composições, pelo simples fato de todas serem excepcionalmente bem arranjadas e magistralmente bem executadas, inexistindo qualquer possibilidade do ouvinte "perceber" o que livremente denomino por "vazios instrumentais", ou seja, situações onde com ofuscante clareza, nota-se a ausência de uma maior participação de um determinado instrumento, deixando um desagradável vácuo sonoro.

O "Kayak" tem suas raízes na cidade holandesa de Hilversum e tudo começou em 1967 época em que Ton Scherpenzeel (teclados, guitarra baixo) e Pim Koopman (bateria, guitarra) juntamente com amigos da vizinhança, tocaram juntos em algumas bandas como "Balderdash" (1967) e "High Tide Formation" (1970), nessa última banda, antes de seu término em 1971, surge o terceiro membro fundador do Kayak, o guitarrista Johan Slager. Ainda em 1971, Ton, Pim e Johan começaram a gravar algumas demos (um projeto chamado "Ten Ride Ticket") e ocasionalmente, tocavam ao vivo. Ton e Pim ingresaram na Academia de Música de Hilversum, onde  conheceram o quarto integrante, o vocalista Max Werner. Não demorou muito o baixista Cees van Leeuwen, ingressa na banda substituindo o francês Jean Michel Marion, completando a formação original do Kayak, gravando entre os anos de 1972 e 1973, esse magnífico álbum inaugural o "See See The Sun".

Basicamente a discografia do Kayak poderia ser classificada em duas fases distintas. Fazendo parte da primeira os álbuns: "See See The Sun" (1973), "Kayak II" (1974), "Royal Bed Bouncer" (1975). A partir do álbum "The Last Encore" (1976), já sem Cees, a formação original da banda vai se desintegrando (sai Pim Koopman) e assim,  gradualmente, na medida em que seus integrantes originais são substituídos por outros, a banda vai assumindo um novo estilo musical abandonando o progressivo.

A foto que segue, de autoria de Jan van Heeren é uma hilária raridade. Trata-se de uma foto promocional de uma rádio holandesa denominada "Veronica". Embora para os padrões atuais, seja uma foto de gosto duvidoso, acabou servindo para retratar os integrantes originais do Kayak, que naquela época (1972/1973), contavam com pouco mais de 20 anos e deviam estar gravando o seu primeiro álbum.
Acredito que sejam, em sentido horário (marca inicial  às 9 horas): Ton Scherpenzeel, Cees van Leeuwen, Pim Koopman, Johan Slager, ao centro (no banco do piloto) Max Werner.
A foto acima é o encarte do LP original.
Era isso aí. Espero que a presente postagem seja do agrado de todos. Boa Viagem!

See See The Sun (1973)

Músicas:
01. Reason for it all
02. Lyrics
03. Mouldy wood
04. Lovely luna
05. Hope for a life
06. Ballet of the cripple
07. Forever is a lonely thought
08. Mammoth
09. See see the sun
10. Still try to write a book (bonus)
11. Give it a name (bonus)    

Músicos:
Ton Scherpenzeel: Piano,Fender piano,Organ,Moog,Harpsichord,Davoli synthesizer,Acordion,vocals
Pim Koopman: drums,Davoli synthesizer,synthesizer,organ,vocals
Max Werner (Werlerofzoiets): vocals,mellotron
Cees van Leeuwen: Fender Bass, Rickenbacker Bass
Johan Slager: Acustic & Eletric guitars,vocals
Giny Busch and Martin Koeman: violins on 2
Ernst Reiziger: cello on 2
G.Perlée: Barrel organ "Flamingo" Amsterdam on 8

[Obrigado = Thanks]


Dedico essa postagem à Memória do inesquecível músico e compositor Pim Koopman falecido em 23 de Novembro de 2009. Considerando-se que neste eventual multiverso, nada se cria, nada se perde mas que tudo se transforma, espero que onde quer que você esteja, continue trazendo alegria, felicidade e bons momentos.

domingo, 9 de maio de 2010

The Flock - Inside Out (1975)

Finalmente consegui divulgar essa verdadeira raridade do "The Flock", o álbum "Inside Out", seu terceiro e útimo álbum. Acredito que por tratar-se de um álbum sem qualquer relação com seus trabalhos anteriores e desprovido de uma proposta musical objetiva, acabou sendo quase que totalmente esquecido pelos divulgadores do Progressivo. No entanto, isso não quer dizer que não existam faixas exclusivamente progressivas e belas como: "Back To You", "Metamorphosis" e "Straight Home" e que também fizeram parte da programação da saudosa rádio Eldo Pop.

Para alguns trata-se de uma obra de menor relevância e realmente pode não ser uma obra-prima, no entanto, considerando-se que das seis faixas, três delas conseguem prender a atenção do ouvinte, não dá para negar que o álbum detenha um real valor musical, além de uma forte personalidade própria. Inclusive quero destacar também a faixa "My Ok Today", que embora meio "esquisitinha",  possui alguns excelentes momentos, onde o violino, os teclados, a guitarra e a base de bateria e baixo, chegam a empolgar. (Como muito bem observado, nos comentários, pelo caro Roderick Verden, o que estraga essa composição são os vocais).
Sinceramente, espero que os visitantes que se interessem pela presente postagem, não pretendam estabelecer qualquer correlação com o primeiro álbum da banda (1969), (já anteriormente divulgado nesse mukivu), pois se o fizerem, certamente se desiludirão. O "The Flock", como muitas outras bandas, ao longo de sua existência, sofreu com a perda de integrantes (Jerry Goodman) e teve de submeter-se a adaptações e desvios de rumo, algumas vezes essas medidas são muito bem sucedidas, outras vezes são apenas parcialmente bem sucedidas ou não.

De qualquer forma, na minha insignificante opinião, contrariando uma centena de fãs do "The Flock", "Inside Out" é um excelente trabalho e que  enriquece  qualquer acervo pessoal destinado ao progressivo. Era uma postagem que desde a inauguração desse mukivu eu pretendia divulgar e agora taí.

Concluirei então, com a seguinte questão básica e definitiva, capaz de dirimir qualquer eventual discórdia :
- Voce é capaz de fazer algo melhor? - Eu com certeza não sou. Então pra que ser extremamente rigoroso e purista? Ouça e tire suas próprias conclusões.

Inside Out (1975)

Músicas:
01. Music For Our Friends
02. Back To You
03. Metamorphosis
04. Hang On
05. My Ok Today
06. Straight Home

Músicos:
Fred Glickstein: Guitarra e Vocal solo
James Leslie Hirsen: Teclados, Sintetizadores e Vocal Solo (Corrigido nos comentários, pelo caro Roderick Verden)
Jerry Smith: Baixo, Vocal
Ron Karpman: Bateria, Percussão, Vocal
MIke Zydowsky: Violino elétrico
Felix Pappalardi: Backing Vocal em "Straight Home" e Produtor

[Obrigado = Thanks]

sábado, 8 de maio de 2010

Manfred Mann's Earth Band - Watch (1978)

Depois do sucesso de vendas do álbum "The Roaring Silence", a MMEB lança seu oitavo álbum o LP  "Watch", que talvez seja o trabalho mais apreciado entre seus inúmeros fãs. Particularmente considero-o um excelente álbum, mas não o classificaria como um de seus melhores trabalhos. Esse álbum, no meu entender, tem um certo clima "Déjà vu", melhor explicando, todas as composições parecem remeter o ouvinte a alguma obra anterior da MMEB, resultando naquela incomoda sensação de "já ouvi isso antes... mas não sei exatamente onde...".

De qualquer maneira isso não diminui o valor desse trabalho, muito pelo contrário. A banda sofreu uma pequena mudança em sua estrutura, com a saída do excelente baixista Colin Patterden que foi substituído com competência por Pat King. Para ser sincero, esse álbum me trouxe uma agradável e inesperada surpresa, fazendo-me ponderar sobre a performance do guitarrista Dave Flett, que nesse trabalho está bem mais participativo, vigoroso e  criativo, fato que não consegui observar no álbum "The Roaring Silence", motivo pelo qual, na postagem anterior, lamentava a saída de Mick Rogers.

A capa desse álbum é uma história a parte. Pintada (óleo) pelo artista gráfico sueco Michael Sanz, acabou sendo incorporada a imagem da própria banda, quase como uma logomarca.

Michael Sanz relata que como fã da MMEB, após uma apresentação em Estocolmo, teve acesso aos músicos e após um rápido contato, conseguiu deixar uma amostra de seu trabalho gráfico com Manfred Mann, que imediatamente ofereceu-lhe a oportunidade de realizar a capa do álbum "Watch". Michael foi orientado pelo próprio Manfred, a elaborar uma imagem de um homem correndo na pista de um aeroporto, tentando decolar e para enfatizar o que tentava descrever, Manfred abriu os braços e saiu correndo pela calçada. Para não alongar a história, o trabalho acabou sendo aceito pela banda e Michael sugeriu uma contra-capa que foi rapidamente aceita pela banda.

Anos mais tarde, Michael conversando com Manfred tour manager - Thomas Johansson, soube que a idéia original da capa havia partido de um anúncio exposto no aeroporto da Suécia e que o próprio Johansson havia mostrado a banda quando chegaram a Estocolmo. Então, Michael ligeiramente disapontado comenta: "E eu que havia pensado que Manfred era um genio por idealizar aquela fantástica capa."

Watch (1978) 

Músicas:
01. Circles (Alan Mark)
02. Drowning On Dry Land (Chris Slade) / Fish Soup (Dave Flett/Manfred Mann)
03. Chicago Institute (Peter Thomas/Mann/Flett)
04. California (Sue Vickers)
05. Davy's On The Road Again (John Simon/Robbie Robertson)
06. Martha's Madman (Lane Tietgen)
07. Mighty Quinn (Bob Dylan)
Bonus:
08. California (single) (Sue Vickers)
09. Davy's On The Road Again (single) (Simon/Robertson)
10. Bouillabaisse (Flett/Mann)
11. Mighty Quinn (single) (Dylan)

Músicos:
Chris Hamlet Thompson - vocals, guitar
Dave Flett - lead guitar, acoustic guitar
Pat King - bass, backing vocals
Chris Slade - drums, percussion
Manfred Mann - keyboards, backing vocals
Doreen Chanter, Irene Chanter, Stevie Lange, Victy Silva,Kim Goddy - backing vocals

[Obrigado = Thanks]

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Darryl Way's Wolf - Saturation Point (1973)

O violinista e tecladista Darryl Way foi um dos fundadores da banda "Curved Air", juntamente com tecladista e guitarrista Francis Monkman, participando, num primeiro momento, dos três primeiros álbuns dessa genial banda "Airconditioning" (1970), "Second Album" (1971) e "Phantasmagoria" (1972).

Em fevereiro de 1973, Darryl Way decidiu formar uma nova banda, visando desenvolver um estilo musical onde a sonoridade de seu violino pudesse se aproximar mais da música clássica. Nascia a banda "Wolf", que acabou sendo rebatizada de "Darryl Way's Wolf", um trocadilho que significa  "ao modo de", "da maneira de". Contando com músicos de primeira qualidade, como: Ian Mosley (futuro baterista das bandas TRACE e atualmente MARILLION), John Etheridge (futuro guitarrista  do SOFT MACHINE) e Dek Messacar (futuro baixista do CARAVAN) chegou a lançar três álbuns: "Canis Lupus" (1973), "Saturation Point" (1973) e "Night Music" (1974).

Darryl Way, após o lançamento do terceiro álbum da "Darryl Way's Wolf",  retorna ao "Curved Air" no magistral álbum "Live" (1975) (já divulgado nesse blog) realizando ainda, participações em trabalhos de outras bandas como: "Gong" Expresso II (1978), "Jethro Tull" Heavy Horses (1978), "Trace" Birds (1975), "Marianne Faithfull" Broken English (1979).

Dentre os dois primeiros álbuns da "Darryl Way's Wolf" (infelizmente não conheço o terceiro), destaco como meu preferido o álbum "Saturation Point", possivelmente influenciado pela programação da rádio Eldo Pop, que enfatizou esse álbum. Seja como for, trata-se de um álbum muito bem equilibrado e de sonoridade madura, que mescla com absoluta maestria, criatividade e originalidade o progressivo, o erudito e o jazz rock. Obra altamente recomendada e que não pode deixar de fazer parte do acervo pessoal de quem gosta de jazz rock e prog.

Saturation Point (1973)

Músicas:
01. The Ache (Way)
02. Two Sisters (Way)
03. Slow Rag (Etheridge)
04. Market Overture (Way)
05. Game Of X (Etheridge)
06. Saturation Point (Way)
07. Toy Symphony (Way)

Músicos:
Darryl Way - violin, viola, keyboards
John Etheridge - guitars
Dek Messecar - bass, vocals
Ian Mosley - drums

[Obrigado = Thanks]

terça-feira, 4 de maio de 2010

Mona Lisa - Avant Qu'il Ne Soit Trop Tard (1978)

Este é o quarto álbum dessa genial banda francesa, que guarda uma estreita semelhança sonora com o "Ange" e de certo modo com o "Genesis". Após o exemplar álbum "Le Petit Violon de Mr Gregoire" (já postado nesse blog), pensava que não seria possível ao  "Mona Lisa", desenvolver um trabalho de igual qualidade, mas foi exatamente isso que aconteceu.

O álbum "Avant Qu'il Ne Soit Trop Tard", revela-se atraente, criativo e original, equiparando-se em vários momentos ao magnífico álbum que o antecedeu, não decepcionando àqueles que admiram um  progressivo sinfônico dramático e teatral.

Resumindo, "Avant Qu'il Ne Soit Trop Tard" é um álbum que complementa o perfil sonoro do Mona Lisa, retratando sua melhor fase, onde destacam-se os álbuns "Grimaces", "Le Petit Violon de Mr Gregoire", sendo portanto, extremamente recomendado.
Em tempo:
Na versão em CD foram inclusas três músicas ao vivo. Pessoalmente, não vejo qualquer vantagem, uma vez que a qualidade é péssima, bem como as faixas bônus já fazem parte do próprio álbum, não passando de um “replay” de baixa qualidade. No entanto, decidi-me por divulgá-las, ainda que isso implique em um consideravel aumento do arquivo, pois reconheço que existem  muitos apreciadores de versões não comerciais, ainda que mal gravadas.

Avant Qu'il Ne Soit Trop Tard (1978)

Músicas:
01. Avant qu'il ne soit trop tard
02. La peste
03. Souvenirs de naufrageurs
04. Tripot
05. Léna
06. Créature sur la steppe
      a) Comme dans un Rêve
      b) L'oppression
      c) Avec le vent
Bônus:
07. Souvenirs de naufrageurs (live version)
08. Creáture sur la steppe (live version)
09. Léna (live version)

Músicos:
Pascal Jardon - electric & acoustic guitar, synthesizer
Francis Poulet - drums, percussion
Jean-Luc Martin - bass
Jean-Paul Pierson - piano, organ, synthesizer, polyphonic orchestra, Mellotron
Dominique Le Guennec - lead vocals, flutes, percussion

[Obrigado = Thanks]

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Steve Hillage - Fish Rising (1975)

O britânico Stephen Simpson Hillage ou como é mais conhecido Steve Hillage é um daqueles músicos que conta com uma extensa lista de participações em diversas bandas. Hillage foi integrante do "Uriel", "Egg", "Khan", "Decadence", "Gong" e atualmente integra a banda "System 7".

Enquanto ainda estava no Gong, Hillage paralelamente, entre os anos de 1974 e 1975, desenvolveu, gravou e lançou seu primeiro trabalho solo, o magnífico álbum "Fish Rising", que na minha insignificante opinião é o melhor álbum desse exemplar guitarrista. Com o sucesso dessa obra, Hillage que já não se sentia muito a vontade na posição de lider do Gong, decidiu-se por abandonar definitivamente o Gong e empenhar-se em sua carreira solo.

O álbum "Fish Rising" em especial a música "Solar Musick Suite" é uma verdadeira obra de arte, que não posso deixar de evidênciar. Repleta de movimentos, arranjos audaciosos, sutilezas sonoras e contando com um complexo emaranhado de estilos musicais, que tornam praticamente impossível, descrever ou mesmo classificar com absoluta justiça e fidelidade a complexidade, beleza e originalidade dessa incrível composição.

Em razão dessa dificuldade em descrever a sonoridade dessa obra, um fato curioso me ocorreu . Essa música foi exaustivamente executada na saudosa rádio Eldo Pop e fiquei por um bom tempo, como um louco, procurando descobrir sua autoria. Até que um dia, levei a gravação numa fita K7 a uma reunião de amigos que frequentavam um sebo de discos (A Bausack Discos). Foi nessa reunião que descobri que tratava-se de Steve Hillage.

Sendo assim, só me resta recorrer a analogia, para delinear ainda que palidamente a grandiosidade da "Solar Musick Suite". Particularmente, da audição da "Solar Musick Suite", noto alguma semelhança em determinadas passagens, com a sonoridade do Yes, do Focus, do Soft Machine, sem deixar de mencionar a inegável influência do próprio Gong que também se manifesta, porém, de forma contida, somente tornando-se mais perceptível ao longo das demais composições.

A elegância, a exuberância técnica e a criatividade das guitarras de Steve Hillage são um capítulo a parte. Nesse seu álbum inaugural, Hillage esbanja competência, técnica, criatividade e virtuosismo. Todo o álbum esta devidamente pontuado pelas explosivas, precisas, belas e inconfundíveis guitarras de Hillage. Seja com longos solos, seja com pequenos e rápidos fraseados, lá está Hillage conduzindo seu pacífico, porém demolidor, exército sonoro. Trata-se de um  daqueles raros álbuns solo, no qual seu protagonista, com implacável e inclemente ferocidade, esgota suas virtudes, sem no entanto, perder o rumo, a proposta e a alma do álbum, livrando-nos de uma eventual monotonia e  chatice.

Para quem ainda não conhece essa obra-prima do Steve Hillage, não perca tempo (voce esta atrasado apenas 35 anos). Outra coisa, embora tenha me alongado na "Solar Musick Suite", todas as demais composições são exemplares. Trata-se de um álbum perfeito do início ao fim, cabendo esclarecer que originalmente (LP) era dividido em duas suites distintas, INGLID/INVOLUTION (Lado A) e OUTGLID/EVOLUTION (Lado B).

Portanto atenção!
Não haverá perdão para quem vier a morrer, sem conhecer esse trabalho.

O INFERNO SERÁ SEU DESTINO!! 

Fish Rising (1975)

Músicas:
INGLID/INVOLUTION
01. Solar Musick Suite
      a) SunSong (I Love Its Holy Mystery)
      b) Canterbury Sunrise
      c) Hiram Afterglid Meets The Dervish
      d) SunSong (Reprise)
02. Fish
03. Meditation Of The Snake

OUTGLID/EVOLUTION
04. The Salmon Song
     a) Salmon Pool
     b) Solomon's Atlantis Salmon
     c) Swimming With The Salmon
     d) King Of The Fishes
05. Aftaglid
     a) SunMoon Surfing
     b) The Big Wave And The Boat Of Hermes
     c) The Silver Ladder
     d) Astral Meadows
     e) The Lafta Yogi Song
     f) Glidding
     g) The Golden Vibe/Outglid

Músicos:
Steve Hillage (Steve Hillfish) - lead vocals, electric guitar
Tim Blake (Moonweed) - synthesizers, tamboura
Lindsay Cooper - bassoon (fagote)
Mike Howlett - bass
Didier Malherbe (Bloomdido Glid de Breeze) - saxes, flutes
Pierre Moerlin - drums, marimba, darbuka
Miquette Giraudy (Bambaloni Yoni) - vocals, bells
Dave Stewart - organ, piano
Composed, Arranged, Lyrics by Steve Hillage, Lyrics by Miquette Giraudy

[Obrigado = Thanks]