terça-feira, 27 de dezembro de 2011

ENCERRAMENTO DE ATIVIDADE [R.I.P.]

 Já faz algum tempo, não tenho mais ânimo ou mesmo interesse em publicar e divulgar qualquer matéria. Os motivos que contribuem para minha atual apatia e desinteresse são basicamente dois: Em primeiro, a falta de tempo (contornável) e o segundo, (incontornável),  consiste-se na quase que absoluta falta de participação por parte dos internautas, que sistematicamente recusam-se a dedicar alguns de seus preciosos segundos, visando comentar o material ou simplesmente agradecer pela possibilidade de conhecerem e receberem o material fonográfico oferecido.

Esse ultimo, certamente é o fator principal que desestimula e torna a atividade da divulgação fonográfica gratuita extremamente ingrata e desprazerosa. Fico com a sensação que assumi (involuntariamente) um compromisso moral e cultural de divulgar e portanto não mereço nada receber. Muitos dos meus parceiros de oficio, podem conviver (sem maiores problemas) com essa situação. Na verdade, quase ninguém (salvo raras exceções) comenta sobre esse fato abertamente. Alguns chegam a "simular" que o problema não existe e continuam heroicamente a divulgar, como se o fato não os abatesse. Outros, como é o meu caso, não conseguem conviver com essa situação e simplesmente decidem-se por encerrarem suas atividades (fechando ou abandonando seus Blogs).



O reconhecimento pelo trabalho realizado certamente são a "mola mestre" que mantém as engrenagens em funcionamento. Quando a esmagadora maioria dos visitantes deixam de doar alguns míseros segundos do seu tempo (comentando ou agradecendo), estão de certa forma desativando (lentamente) essas engrenagens e assim agindo, a "máquina" acaba por deixar de funcionar. Já aconteceu com outros e agora esta ocorrendo comigo e não tardará a acontecer com outros. Com internautas "usuários" dessa estirpe e outros que limitam-se a divulgar somente os "Malditos" links de download via Facebook, Twitter e assemelhandos, suprimindo assim o acesso ao Blog, não me preocupo mais com as eventuais punições promovidas pelos órgãos internacionais de proteção ao Direito Autoral. Querem derrubar o blog? - FODA-SE! Querem deletar os arquivos? - FODA-SE!  

Não vou mais esconder esse fato para "de baixo do tapete", ou ainda, simular que esse fato não me afeta. Não sou um indivíduo superior, inatingível por essas "questões menores". Também não optarei, hipocritamente, por negar a minha vaidade humana, ou pior ainda, nunca afirmei que "assumi uma responsabilidade cultural de natureza (semi-religiosa) que me desvincula dessas questões mundanas". Pra mim, tudo isso, ou qualquer outra "insana" e mentirosa justificativa, que simule indiferença, resumem-se em descaradas mentiras.  não posso negar minha vaidade humana e o contumaz silêncio, infelizmente assumiu a forma de ingratidão.




E como Mercenário, minha tarefa aqui nesse Mukifu poderia consistir-se em apenas colocar uma merda de uma imagem da capa do álbum postado e fornecer o "Maldito" do link para download. No entanto, ao aceitar executar a tarefa de difundir a boa música, faço-a de forma criteriosa, minuciosa, com inflexibilidade e objetividade. 
Seja como for, a partir dessa data, estou suspendendo definitivamente minhas atividades como divulgador da boa musica. Não deletarei esse Mukifu, e os arquivos depositados nos servidores, pela simples razão que essa merda desse Mukifu me deu muito trabalho e seria uma enorme perda, jogar todo meu árduo trabalho pela latrina.

Lastimo apenas que deixarei minha tarefa longe do meu projeto inicial. Deixarei de postar muita coisa boa (que ficou pendente), mas com certeza absoluta, minha ausência não será sentida graças ao magnânimo e hercúleo trabalho de alguns amigos, cujos Blogs encontram-se divulgados ao longo das postagens desse Mukifu e pelos blogs dos parceiros que desenvolvem um trabalho muito melhor que o meu.

Por outro lado, não poderia encerrar minhas atividades sem publicar algumas postagens triviais pertinentes as bandas: Uriah Heep, King Crimson, Ritchie Blackmore e Rainbow. Essas bandas (como muitas outras), sempre estiveram programadas para publicação, mas por uma questão de tempo ou prioridades foram sendo injustamente postergadas.

Sendo assim, despeço-me dos amigos que conquistei, agradecendo pelo apoio e incentivo que generosamente me concederam ao longo desses mais de dois anos de atividade.

Desejo-lhes um Feliz 2012, repleto de saúde, paz, realizações, prosperidade e muita sabedoria.

Até um "Maldito" dia.

Lucius Renatus (não é pseudônimo)
(Mercenário Maldito)
28/12/2011

King Crimson - Red (1975)

Rapidamente: O melhor álbum da banda. Cruelmente lisérgico.

Red (1975)

Músicas:
01. Red - 6:20
02. Fallen Angel - 6:00
03. One More Red Nightmare - 7:07
04. Providence - 8:08
05. Starless - 12:18

Músicos:
Robert Fripp: Guitarra e Mellotron
John Wetton: Baixo e Vocal
William Bruford: Bateria
David Cross: Violino
Mel Collins: Saxofone Soprano
Ian McDonald: Saxofone Alto
Robin Miller: Oboe

[Obrigado = Thanks]

King Crimson – USA (1975) [Live]

 Embora eu seja altamente suspeito para comentar sobre álbuns ao Vivo, acho muito difícil e até improvável que exista alguém que não admire essa verdadeira pérola fonográfica da categoria Live. O álbum é absolutamente impecável, mesclando com coerência e habilidade obras acústicas e suaves como “Lament” e “Exiles” com composições fortes e vibrantes como “Larks' Tongues In Aspic (Part II)”, Easy Money”, “21st Century Schizoid Man”, “Starless” e "Asbury Park".

Como resultado de todo o trabalho envolvido na elaboração desse álbum, acrescido de uma brilhante performance da banda, temos um excelente álbum “Live” que oferece ao admirador do K.C., memoráveis e profundos momentos de muito prazer auditivo.

A título de mero comentário, a versão em formato digital, somente foi lançada lá pelo final da década de 80 e além do material original do LP (1975), inclui (para felicidade de todos) as faixas: "No Pussyfooting", "Fracture" e "Starless", que então passaram a fazer parte da obra originária (em formato digital).

Boa Viagem!

USA (1975)

Músicas:
01. Walk On... No Pussyfooting
02. Larks' Tongues In Aspic (Part II)
03. Lament
04. Exiles
05. Asbury Park
06. Easy Money
07. 21st Century Schizoid Man
08. Fracture
09. Starless

Músicos:
David Cross: Violino e Teclados
Robert Fripp: Guitarra e Mellotron
John Wetton: Baixa e Vocal
William Bruford: Bateria
Eddie Jobson: Violino em “Larks' Tongues In Aspic (Part II)“ e “Schizoid Man“ e Piano em “Lament“

[Obrigado = Thanks]

Ritchie Blackmore's Rainbow (1975)

Primeiro álbum da banda "Rainbow" liderada pelo guitarrista Ritchie Blackmore, que saiu do Deep Purple, após o lançamento do álbum "Stormbringer". Embora não seja uma obra-prima, possui composições excelentes entre elas: "Man On The Silver Mountain", "Catch The Rainbow", "Sixteenth Century Greensleeves" e "Still I'm Sad".



Ritchie Blackmore's Rainbow (1975)

Músicas:
01. Man On The Silver Mountain
02. Self Portrait
03. Black Sheep Of The Family
04. Catch The Rainbow
05. Snake Charmer
06. The Temple Of The King
07. If You Don't Like Rock 'n' Roll
08. Sixteenth Century Greensleeves
09. Still I'm Sad


Músicos:
Gary Driscoll: Bateria
Craig Gruber: Baixo
Mickey Lee Soule: Teclados
Ritchie Blackmore: Guitarra
Ronnie James Dio: Vocal

[Obrigado = Thanks]

Rainbow - Rising (1976)

Sem qualquer BLA, BLA, BLA. O melhor álbum do Rainbow.

Rising (1976)

Músicas:
01- Tarot Woman – 5:58
02- Run with the Wolf – 3:48
03- Starstruck – 4:06
04- Do You Close Your Eyes – 2:58
05- Stargazer – 8:26
06- A Light in the Black – 8:12

Músicos:
Tony Carey: Teclados
Jimmy Bain: Baixo
Cozy Powell: Bateria
Ronnie James Dio: Vocal
Ritchie Blackmore: Guitarra

[Obrigado = Thanks]

Uriah Heep - Live (1973)

O nome dessa banda britânica "Uriah Heep" foi tomado de um personagem criado por Charles Dickens (1812 - 1870) na sua obra entitulada "David Copperfield" lançada como livro em 1850. O personagem Uriah Heep, em uma rápida análise, trata-se de um homem feio e repugnante, ambicioso, avarento, cruel e ganancioso. Com uma personalidade dessa, acho que Gerry Bron, presidente da recém formada etiqueta Bronze Records acertou em cheio ao sugerir esse nome.

Esse álbum foi o primeiro trabalho que escutei do U.H. Lembro-me de ter "namorado" esse LP por um longo tempo, até poder juntar uma grana e comprá-lo. Foi uma paixão que começou pela sobriedade e elegância da capa. Quando finalmente consegui adquirí-lo foi amor a primeira audição. Da época do lançamento do álbum até hoje acho que já o substitui  umas quatro vezes fora a versão em CD.

Esse álbum, com certeza foi a centelha primordial que despertou meu interesse e paixão por gravações ao Vivo. Trata-se de um álbum exemplar, (na minha opinião um dos melhores álbuns ao Vivo do Hard Rock) perfeito e repleto de brilhantes momentos onde Byron, Box, Kerslake, Hensley e Thain, não desapontam em momento algum, esbanjando competência e muito virtuosismo.

Sem desmerecer qualquer um dos demais integrantes da banda, não posso deixar de expressar minha profunda admiração e respeito pelo exímio baixista, o saudoso neozelandês Gary Thain. Esse "monstro" do baixo, falecido em 08/12/1975, aos 27 anos, deixou sua inconfundível genialidade marcada na história do Hard Rock.

Na época em que conheci o U.H., lembro-me que estava tentando convencer minha mãe a me comprar uma bateria, mas ao ouvir o baixo encorpado, pesado, incessante, voraz e criativo do mestre Thain, passei a perturbar minha mãe por um baixo. Para ela parecia uma troca muito vantajosa, mas o fato é que só fui comprar meu primeiro baixo uns 8 anos depois e ainda hoje, não toco nada que pelo menos se assemelhe ao mestre Thain. Já se passaram 36 anos do prematuro falecimento de Gary Thain e ainda não consegui ouvir um baixista de hard que possua a genialidade e a criatividade ritmica e melódica do grande mestre Gary Thain.






Live 1973

Músicas:
01. Introduction
02. Sunrise
03. Sweet Lorraine
04. Traveller In Time
05. Easy Livin'
06. July Morning
07. Tears In My Eyes
08. Gypsy
09. Circle Of Hands
10. Look At Yourself
11. Magician's Birthday
12. Love Machine
13. Rock' n' Roll Medley
      - Roll Over Beethoven (Chuck Berry)
      - Blue Suede Shoes (Perkins)
      - Mean Woman Blues (DeMetrius)
      - Hound Dog (Leiber/Stoller)
      - At The Hop (Singer/Medora/White)
      - Whole Lotta Shakin' Goin' On (Williams/David)
      - Blue Suede Shoes (Perkins) (part)

Músicos:
Mick Box: Guitarra e Vocal
David Byron: Vocal
Lee Kerslake: Bateria e Vocal
Ken Hensley: Teclados e Vocal
Gary Thain: Baixo e Vocal

[Obrigado = Thanks]

Dedico esta postagem a memória de:


Gary Thain (15 de maio de 1948 – 8 December 1975) 

 David Byron (29 de janeiro de 1947 - 28 de fevereiro de 1985)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

FORMULÁRIO DE CONTATO

Já faz algum tempo, decidi-me por não disponibilizar a função "Comentários" nas postagens desse Mukifu. A razão principal dessa decissão está na minha absoluta falta de tempo, que tem me impedindo de postar qualquer material novo, acessar o Blog ou mesmo dedicar-me a responder a qualquer eventual comentário.

Por outro lado, tenho recebido alguns E-mails contendo dúvidas, solicitações, criticas, elogios e até algumas (poucas) babaquices infantis. Felizmente, essa forma de contato (E-mail) tem se revelado razoavelmente funcional, pois me permite responder com maior agilidade. No entanto, com muita frequência, alguns visitantes que solicitam e merecem uma resposta estão equivocadamente preenchendo o Formulário de Contato, que propositalmente não contém o campo de E-mail para resposta, o que me impede de retornar uma resposta. Esse Formulário destina-se apenas aos assuntos que não necessitam de qualquer resposta! Se desejar uma resposta, utilize seu webmail ou o seu aplicativo pessoal de E-mail. Tá tudo bem explicadinho na página Contato (no topo do Blog). Só não acerta quem não lê o texto.

Fico chateado em deixar de responder a alguns comentaristas, que formulam questões relevantes. Mas infelizmente, ao que parece, tem uma galera que tem que "se ligar" e LER A PORRA DO TEXTO! Utilizando a ferramenta de contato correta. Se optar pela opção errada vai ficar sem resposta e ainda vai pensar que sou arrogante, por não responder aos E-mails.

Vou aproveitar a oportunidade e esclarecer que não respondo a questionamentos tais como: Qual a Senha? e Cadê o Link? Basta procurar pela informação no topo da página do Blog ou usar um pouco de bom senso para "achar" o Link.

Era isso aí.
Mercenário Maldito.:

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A Educação é Fundamental! Mas não para o Cabral (2ª parte)



Infelizmente persiste a intolerável e descabida conduta do Governo Estadual, no que se refere ao completo descaso com a questão da Educação no Estado do Rio de Janeiro. Cabral recusa-se a negociar e atender as legítimas reivindicações dos profissionais da área, preferindo assim, por  injustamente subtrair da população o seu direito à Educação. 

A arrogante e despótica inflexibilidade por parte do Governo Estadual, em atender ao pleiteado pela categoria não se justifica. Inexistem argumentos lógicos ou razoáveis que o impeçam de cumprir com suas responsabilidades e com seus compromissos de campanha. Ou seus compromissos de campanha, principalmente aquele envolvendo a valorização do servidor público estadual, aí incluídos os profissionais da educação, não passava de uma grosseira mentira?

Que Cabral não queira honrar seus compromissos, como um homem honesto e de palavra é uma questão que reside exclusivamente na esfera moral. Agora, como "homem público", ocupante de um importante cargo político e eletivo, não lhe assiste o direito de determinar, promover e agravar o sucateamento da tão combalida e frágil instituição da educação.

Não existe, dentre o conjunto de  reivindicações, qualquer pedido que ultrapasse a fronteira do razoável e do exequível. Conheça o pleiteado pelos professores, observando o texto da imagem abaixo.


Segundo recente informação divulgada pelo Sindicato Estadual Dos Profissionais De Educação do Rio de Janeiro (SEPERJ), em sendo concedido o percentual de reajuste requerido (26%), o Estado do Rio de Janeiro desembolsaria o valor de R$ 480 milhões. Ou seja, "uma gota no oceano", (1% da receita corrente líquida), principalmente se considerarmos a relação existente entre "custo" (se é que podemos considerar "custo"os imprescindíveis investimentos com a educação) e benefício.

Por outro lado, 144 Deputados Federais vão morar em apartamentos recém reformados. A reforma custou R$ 20 milhões. Segundo a Folha de São Paulo, os imóveis têm 215 metros quadrados, 4 quartos e hidromassagem e serão entregues com camas, sofá, mesa de jantar, geladeira, fogão, micro-ondas e máquina de lavar. Ou seja, verbas para mordomias parlamentares nunca faltam...

Também lastimo a reprovável conduta dos veículos de comunicação, pelo seu completo desinteresse na divulgação desse autêntico atentado a cidadania do povo do RJ. Saliente-se, que a mobilização dos profissionais da educação, não é uma causa de interesse exclusivo daquela categoria. Trata-se de uma causa eminente, de interesse coletivo e de profunda relevância para o futuro não apenas do RJ, como também, para toda a nossa nação.

Silenciar-se em momentos como esse, é anuir e respaldar interesses inconfessáveis e contrários aos preceitos democráticos e constitucionais. É aceitar que rasguem a Constituição e promovam todo tipo de abuso que desejarem. Negar-se a participar dessa mobilização, não é o que se espera dos veículos de comunicação,  comprometidos com a ordem constitucional.

Estranhamente temos mansa e apaticamente assistido, senão vivenciado no seio familiar, os nefastos resultados das graves omissões governamentais. A precária situação da saúde, da educação, dos transportes, da segurança, das leis não cumpridas... são apenas alguns exemplos das inúmeras áreas da flagrante não atuação e do completo descomprometimento por parte dos Governos Federais, Estaduais e Municipais.

Infelizmente, estamos fazendo muito pouco ou quase nada, para revertermos essa indesejável e nociva apatia. Nossa inatividade está facilitando e propiciando a descontrolada multiplicação e agravamento, em escala geométrica, de grande parte dos inaceitáveis problemas que afligem o nosso dia-a-dia.

Pessoalmente, acho que chegou a hora de nos manifestarmos de uma forma pacífica, confortável e moderna. Muitos já o fazem, cobrando de seus candidatos uma posição mais atuante e séria, mas numericamente ainda são insuficientes para sensibilizar aos nossos representantes políticos. Acredito que organizadamente, independente de qualquer vinculação partidária, podemos estabelecer estratégias de manifestação popular, que se executadas com determinados critérios e uma ampla adesão, certamente produzirão resultados favoráveis a todos. Mas isso é matéria para uma outra postagem.

domingo, 24 de julho de 2011

A Educação é Fundamental! Mas não para o Cabral!



Inquestionavelmente a educação é uma das efetivas soluções, para grande parte dos problemas que há muito tempo afligem nossa desigual e perversa sociedade brasileira.

Lastimavelmente, essa incontestável verdade, a décadas onipresente em qualquer medíocre discurso "político" (principalmente em época de campanha eleitoral), reduziu-se, para desgraça da nossa nação, numa mera constatação lógica, desprovida do necessário e obrigatório elemento volitivo (vontade política real), sem o qual, continuará habitando apenas nas esferas lógica e filosófica, sem produzir qualquer resultado concreto e prático para a sociedade e para a nação.

É revoltante, abjeta e inacreditável a contumaz inércia e o completo descaso do Governo Estadual do Rio de Janeiro, no que se refere ao efetivo atendimento as legítimas, justíssimas, incontestáveis e "milenares" reivindicações da categoria dos profissionais envolvidos na educação.

Assim como, lastimável é a insignificante divulgação, dada pelos veículos de comunicação, a esse notório descalabro educacional. Desde 12/07/2011, que a categoria dos profissionais da educação encontram-se literalmente acampados as portas da Secretaria de Educação do RJ, e nada, absolutamente nada é divulgado atualmente pela TV. Esse silêncio, deixa a sensação de que falar sobre a baixa qualidade da educação dá IBOPE, mas falar sobre a inexplicável e injusta inércia do "Poder constituído", pressionando-o a formalmente manifestar-se, pode não se revelar oportuno, relevante ou "rentável".

De concreto, por parte do Governo Estadual, apenas podemos constatar o incontido  menosprezo pela sociedade e pela categoria dos profissionais da educação. Refiro-me, especificamente a ultrajante,  descabida e imoral autorização para o uso da "força", perpetrada pela Polícia Militar, sob o pleno respaldo Governamental, ocorrida em 2009 (RJ), quando "Cabral mandou "baixar" o pau".

Recentemente, constamos outra vez, com profundo desgosto e repúdio, outra despótica, arbitrária e ditatorial medida, corporificada pelo extremado e desleal "ataque" da P.M., contra a digna e valorosa corporação dos Bombeiros. Naquele momento, após meses de infrutíferas tentativas de negociação (por parte dos bombeiros), o "Poder constituído" (que de público, pouca relação ainda guarda), preferiu a truculência e a violência, ao invés, da salutar atitude democrática, que se consiste na pacífica, cordial e obrigatória negociação.

Atualmente, aos meus olhos, somente vejo um mar de iniquidades, repleto de abomináveis, repulsivas  e corruptas criaturas "políticas", devoradoras de verbas públicas, que insistem em subsistir, parasitando, engordando, copulando e se multiplicando, as custas daqueles "insignificantes" e pequeninos "peixes", vulgarmente denominados POVO.

Hoje, devemos obrigatoriamente votar, devemos obrigatoriamente pagar todos os infindáveis impostos, devemos obedecer as leis, devemos respeitar "os poderes constituídos" ("autoridades"), devemos ter plano de saúde, devemos pagar por uma educação de qualidade, devemos pagar para termos alguma segurança,  devemos pagar por justiça, devemos pagar o preço que "eles" querem pelos combustíveis (fósseis ou não), devemos aceitar o caro, desconfortável e ineficiente transporte público, devemos, devemos, devemos... Foi para isso, que tantos heroicos patriotas brasileiros, anônimos ou não, lutaram, morreram ou desapareceram? Será que depois de todos esses sacrifícios,  restou ao povo brasileiro apenas o "dever" de suportar essa corja de vermes corruptos e oportunistas?  Infelizmente não tenho uma resposta de natureza pacífica... por enquanto, apenas lamento, choro e escrevo essas mal traçadas linhas, como forma de protesto e desagravo.

Não sou um indivíduo inteligente, mas dos poucos neurônios que me restam, ainda consigo distinguir com absoluta clareza o moral do imoral, a justiça da injustiça, o certo do errado. Em razão disso e por ainda guardar alguma compreensão da realidade, convicto, afirmo que o descaso com a educação é intencional. Não é do interesse dessa "elite" dominante, facilitar ou propiciar um amplo e popular acesso ao conhecimento. Sabem que ao iniciarem um projeto concreto e sério dessa natureza, a curto prazo, a conquista pelas vagas políticas eletivas tornar-se-á infinitamente mais competitiva e restrita a um pequeno punhado de indivíduos sérios, honestos e comprometidos com a Ordem e o Progresso da nossa nação.

Igualmente não preciso "justificar" minhas falhas de caráter, minha ganância ou mesmo a minha amoralidade, na inexistência de leis "específicas" que me impeçam de agir de forma desonesta ou contrária aos princípios elementares da honestidade, do bom senso, da moralidade, ou ainda, que por sua natureza e implicações, sejam notoriamente e naturalmente conflitantes com os interesses coletivos (públicos).

Respaldar-se numa imaginária e fictícia lacuna legal (Código de Ética), para justificar reprováveis e imorais condutas, é como assinar, formalmente e expressamente uma declaração de absoluto descomprometimento com a moralidade e a probidade, qualidades e princípios inerentes e fundamentais ao exercício de qualquer cargo público, seja ele, agente público ou agente político, eletivos ou não. Qualquer argumentação em contrário, no meu entender, deve ser interpretada como uma "grave debilidade mental incapacitante", devendo seus portadores serem de imediato e definitivamente afastados de suas atividades políticas.

Acredito que todo brasileiro trabalhador e honesto, anseia por uma nação justa e democrática, sob todos os aspectos, principalmente sob o enfoque econômico, jurídico e político. Desejamos que os dizeres: Ordem e Progresso, expressos na nossa bela bandeira, sejam definitivamente alcançados, mas sempre, com profundo e absoluto respeito ao principal elemento que constitui uma nação. Seu povo.

Enquanto assistia ao vídeo que abre a postagem, me surpreendi muito com  a qualidade sonora e a letra da música que fez a trilha sonora da mencionado vídeo. Graças ao auxílio da minha filha "Jessica", cheguei aos seus  autores e decidi divulgar o material que é uma porrada e tem tudo haver com o abordado no texto da postagem.



Combate - Detonautas

Levanta cedo, vamos pro Front Guerreiro
Cabeça erguida que essa batalha apenas começou
Enfrente o medo e a insegurança,
Seguindo em frente que a nossa gente

Não desistiu nem se entregou
Não avançar é recuar então preparem as armas
Porque nós vamos invadir o Lugar
Sabedoria, inteligência, conhecimento
É o pesadelo de quem quer nos enganar

Refrão
Ninguém vai recuar
Estamos prontos pro combate
O medo é fé no contrário você tem fé em quê?
Não há motivos pra temer nem nada e nem ninguém
A vitória só chega pra quem enfrenta.

Budgie - Never Turn Your Back On A Friend (1973)

Este é o terceiro álbum da fantástica banda 'Budgie', originária do País de Gales e que começou sua longa jornada musical em 1968. 'Budgie', para quem ainda não conhece faz um Hard Rock de primeiríssima qualidade (embora a minha "ex" odiasse). Alguns apreciadores da banda preferem classificá-la como uma banda de Heavy Metal, pessoalmente discordo, mas isso, realmente pouco importa. O importante é que se trata de um trio, que  desenvolve com habilidade e competência, tanto um som pesado, encorpado, feroz e alucinante, bem como, com igual facilidade, elabora agradaveis e serenas baladas, repletas de surpresas sonoras, ficando ainda mais evidente a sofisticação técnica e criativa da banda.

Embora ainda não soubesse o nome da banda, me identifiquei imediatamente com aquela  sonoridade agressiva, feroz e inquieta e em especial pelo característico vocal de Burke Shelley. Sempre que "rolava" alguma de suas inúmeras faixas na rádio Eldo Pop eu ia a loucura. Aumentava o volume do velho 'Philco' Transglobe, que era emprestado (radio FM na época era caro pacas), e me deixava levar...

Durante muito tempo, me empenhei "seriamente" em descobrir o nome da banda. Por volta do ano de 1977/78, não me acanhava em tentar "descrever" as músicas para meus conhecidos, na expectativa que algum deles conseguisse me fornecer a identidade da banda. Hoje é até engraçado lembrar, mas paguei muito mico com péssimas interpretações vocálicas das partes mais relevantes das músicas, ou mesmo, nas tenebrosas e desafinadas tentativas de cantar como o inigualável Burke Shelley.

Por outro lado, acho que minha persistência e minha total inabilidade artística, de certa forma, me auxiliaram (afinal, são muito poucos aqueles que apreciam o sofrimento...). Após algumas  das minhas memoráveis "apresentações", por fim chegou as minhas mãos o álbum "Best Of Budgie", pra lá de usado e gasto. O coitado do LP deve ter conhecido todo tipo de agulha, inclusive, como tudo indica, a lasca de sílex, a agulha de bambú e o prego de aço. Para piorar a qualidade sonora, nesse LP em especial, foi utilizada uma técnica de "micro sulcos" muito mais extreitos e próximos uns dos outros, que o normalmente utilizado. Para ter uma idéia só o lado "A" comportou mais de 30 minutos de gravação o mesmo acorrendo com o lado "B". Ou seja, o álbum não caberia integralmente numa fita K7 de 60 minutos. De qualquer maneira, como forma de gratidão e respeito ao "velhinho", guardo esse LP, com muito carinho até hoje.

Mas deixando de lado minhas senis lembranças, vale destacar as seguintes faixas: 'Breadfan', ' Baby Please Don't Go', 'You're The Biggest Thing Since Powdered Milk'', 'In The Grip Of A Tyrefitter's Hand' e a fantástica 'Parents'. Esta última, na minha opinião é uma das obras-primas do "Budgie". Da suave e melódica balada que predomina por boa parte da composição, lá pelo meio da composição, resplandece um dos mais belos, sensíveis e melódicos solos de guitarra que já escutei, mesclado ao canto de  surreais e "luminosas" gaivotas. Esse efeito, agregado a uma sonoplastia marítima, se repete e extende-se até o término dessa magnífica composição. Uma verdadeira jóia auditiva. É de arrepiar...

Never Turn Your Back On A Friend  (1973)


Músicas:
01. Breadfan       
02. Baby Please Don't Go       
03. You Know I'll Always Love You       
04. You're The Biggest Thing Since Powdered Milk       
05. In The Grip Of A Tyrefitter's Hand       
06. Riding My Nightmare       
07. Parents

Músicos:
Burke Shelley - Baixo e Vocal
Tony Bourge - Guitarra, Violão e backing vocals
Ray Phillips - Bateria

[Obrigado = Thanks]

Budgie - In For The Kill (1974)

Esse é o quarto álbum do 'Budgie' e sem dúvida alguma, trata-se de mais um verdadeiro clássico da banda, não podendo faltar no acervo de quem gosta de um excelente Hard Rock.

Por falar em Hard Rock, mas sem querer criar qualquer infrutífera polêmica, vou voltar a questão, na qual alguns admiradores da banda, consideram o 'Budgie' como uma banda de Heavy Metal. Pessoalmente, acredito que o que influenciou  essa equivocada classificação foi o fato da banda "Metallica" ter regravado duas de suas composições: "Breadfan" e "Crash Course In Brain Surgery".

Embora este álbum não conte com a presença do exímio baterista Ray Phillips, seu substituto Pete Boot, não decepciona, demonstrando muita competência na condução rítmica. Embora ligeiramente mais contido que seu antecessor, ainda assim, desenvolveu um trabalho brilhante, contribuindo em diversos momentos para o engrandecimento das composições.

Destaco minhas faixas preferidas (as duas primeiras, incluídas na programação da saudosa Eldo Pop): "In For The Kill", "Zoom Club", "Crash Course In Brain Surgery ", "Hammer And Tongs" e "Living On Your Own".
In For The Kill (1974)

Músicas:
01. In For The Kill  
02. Crash Course In Brain Surgery   
03. Wondering What Everyone Knows  
04. Zoom Club
05. Hammer And Tongs  
06. Running From My Soul  
07. Living On Your Own

Músicos:
Burke Shelley - Baixo e vocal
Tony Bourge - Guitarra
Pete Boot - Bateria

[Obrigado = Thanks]

terça-feira, 19 de julho de 2011

Johnny Winter - The Progressive Blues Experiment (1968) ou "Austin Texas"

Essa verdadeira jóia do Blues é nada mais, nada menos, que o primeiro álbum do grande guitarrista John Dawson Winter III, mundialmente conhecido como Johnny Winter. Lançado em 1968, esse álbum é um trabalho baseado exclusivamente no Blues, divergindo um pouco de seus demais trabalhos, por não apresentar quase nenhuma influência de Rock and Roll.

Trata-se de um álbum onde o Blues é explorado e "experimentado" com toda a característica genialidade e competência do mestre J.W. Com uma formação básica de guitarra, baixo e bateria, esse álbum impressiona pela diversidade, brilhantismo e maestria no emprego de inúmeras técnicas de guitarra, Stell Guitar e Slide empregadas por J.W., além da também habilidosa utilização de uma magistral gaita na faixa 'Bad Luck and Trouble'.


Ao que suponho, com base no meu antigo vinil nacional, somente em 1974 é que este álbum foi lançado no Brasil.

"The Progressive Blues Experiment" foi lançado no Brasil sob o título "Austin Texas", na íntegra mas com uma capa completamente diferente.

É certamente um álbum destinado aos amantes do Blues e fundamental no acervo de qualquer  apreciador da obra do grande Johnny Winter.

Espero que essa postagem seja do agrado dos ilustres visitantes, pois para mim, este álbum é simplesmente imperdível.



The Progressive Blues Experiment (1968) ou "Austin Texas"

Músicas:
01. Rollin' and Tumblin' (McKinley Morganfield) - 3:12
02. Tribute to Muddy (Johnny Winter) - 6:21
03. I Got Love If You Want It (James Moore) - 3:54
04. Bad Luck and Trouble (Johnny Winter) - 6:21
05. Help Me (Ralph Bass, Willie Dixon, Sonny Boy Williamson) - 3:49
06. Mean Town Blues (Johnny Winter) - 4:28
07. Broke Down Engine (Andy Fernbach) - 2:49
08. Black Cat Bone (Johnny Winter) - 3:48
09. It's My Own Fault (B.B. King, Jules Taub) - 7:21
10. Forty-Four (Chester Burnett) - 3:30

Músicos:
Johnny Winter: Guitar (Acoustic, Electric and Slide), Harmonica, Mandolin, Vocals
Red Turner: Drums and Percussion
Tommy Shannon: Bass Guitar

[Obrigado = Thanks]

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Wishbone Ash - Number The Brave (1981)

Esse é o décimo álbum de estúdio dessa banda britânica de rock e blues. Embora (no meu entender) esse álbum não faça parte do melhor período da banda e seja um álbum "extremamente" comercial, ainda é um trabalho que me agrada. Contendo, nada menos de 10 faixas, em todas elas ainda cintila uma chama da perene e singular sonoridade do bom e velho rock que somente 'Wishbone Ash' sabe elaborar.

Nesse álbum no lugar de Martin Tuner, entra o "cascudo" e quase "onipresente" John Wetton (ex- King Crimson, ex- Uriah Heep, ex- Uk, ex- uma porrada de outras participações) que assina uma das faixas "That's That', deixando nítido, nessa composição, um leve "rastro" do "King Crimson", principalmente quando canta o estribilho da canção. 

Ganhei esse álbum (LP), ainda em 1981, de um amigo que na época trabalhava em uma emissora de rádio. Trata-se pois, de uma daquelas cópia promocionais, do tipo "Especial para Promoção Invendável. Amostra Gratis Tributada", lançada no Brasil pela Ariola. Até aí, tudo bem, possuo uma série de outros álbuns ditos "Promocionais", de excelente qualidade sonora, mas esse álbum... foi especialmente mal gravado. Parece uma daquelas coisas feitas às pressas, "nas coxas", uma verdadeira e inequívoca prova de desleixo.

Do volume dos canais, ao equilíbrio dos graves, médios e agudos tudo estava errado. Ficava muito irritado com essa completa falta de cuidado e zelo, pois bastava tentar elevar um pouco o volume, para o som se embaralhar e distorcer, tornando a audição impossível. Resumindo, esse álbum foi a minha primeira experiência em ripar um LP e tentar "corrigir" algumas de suas inúmeras falhas de gravação. E para ser sincero, com o auxílio do "Sound Forge", acredito que tenha feito um bom trabalho. Atualmente, não ouço mais meu vinil, preferindo a "minha" versão em CD.

Espero que seja do agrado de todos. "Number The Brave" é puro rock & roll.

Number The Brave (1981)

Músicas:
01. Get Ready
02. Where Is the Love
03. That's That
04. Roller Coaster
05. Number the Brave
06. Loaded
07. Underground
08. Rainstorm
09. Kicks on the Street
10. Open Road

Músicos:
Andy Powell - vocals, guitar
Laurie Wisefield - vocals, guitar, slide guitar
Steve Upton - drums
John Wetton - vocals, bass guitar, keyboards

[Obrigado = Thanks]

sábado, 2 de julho de 2011

Blue Öyster Cult - Extraterrestrial Live (1982)

Na remota possibilidade de existir algum apreciador de rock que ainda não conheça essa banda estadunidense de hard rock, taí uma excelente oportunidade de remediar esse lamentável incidente. A banda, começou a ser esboçada em 1967 e inicialmente utilizou-se do nome "Soft White Underbelly". Em 1972, com o lançamento de seu primeiro álbum, o nome da banda "Blue Öyster Cult" firmou-se definitivamente.

B.O.C. é uma das minhas bandas de hard rock preferidas, junto a outras renomadas bandas como Black Sabbath, Budgie, Deep Purple, Uriah Heep, Grand Funk Railroad além de uma série de outras bandas clássicas do rock, que não cabem, no momento, serem elencadas. No entanto, não posso deixar de mencionar que guardo uma especial admiração pelo B.O.C., quando se trata de gravações ao Vivo. Isso não quer dizer que os álbuns de estúdio sejam menos relevantes e importantes, mas ao Vivo... B.O.C. é "devastador".

A energia, a dinâmica e a presença desses músicos no palco é fortíssima e absolutamente fantástica. Na categoria (Live) eles são imbatíveis, verdadeiros mestres nessa arte. Quero aproveitar para esclarecer, que essa minha profunda admiração pelo trabalho (live) do B.O.C., já vem de longa data e não se encontra amparada em qualquer estímulo visual, (nunca assisti um único VHS ou DVD da banda ou qualquer vídeo publicado na WEB), trata-se de uma copiosa e poderosa energia, de origem puramente sonora, que pode ser capturada simplesmente ouvindo-se os álbuns.

"Extraterrestrial Live" originalmente um álbum duplo é o terceiro álbum ao Vivo do B.O.C. e junto com o segundo álbum ao vivo "Some Enchanted Evening" (1978) formam uma dupla de álbuns absolutamente invejáveis e perfeitos, dois verdadeiros clássicos na categoria Live, que incontestávelmente contribuíram muito para o sucesso da banda em suas inumeráveis e concorridíssimas apresentações. Para melhor ilustrar, até o ano de 1984 esses álbuns venderam, separadamente, mais de 1 milhão de cópias cada um (disco de platina). Nada mal para uma banda estadunidense.

Extraterrestrial Live (1982)

Músicas:
01.  Dominance and Submission  – 5:56 (******)
02.  Cities On Flame With Rock And Roll  - 5:19 (***)
03.  Dr. Music  – 3:40 (**)
04.  The Red and the Black  – 4:39 (*)
05.  Joan Crawford  – 5:17 (*)
06.  Burnin' for You  – 4:50 (*)
07.  Roadhouse Blues  – 9:06 (****)
08.  Black Blade  – 6:17 (*****)
09.  Hot Rails to Hell  – 5:03 (**)
10.  Godzilla  – 7:46 (*)
11.  Veteran of the Psychic Wars  – 8:11 (*)
12.  E.T.I. (Extra Terrestrial Intelligence)  – 5:20 (*)
13.  (Don't Fear) The Reaper  – 6:42 (*)

Músicos:
Allen Lanier: Teclados e Guitarra
Joe Bouchar: Baixo e Vocal
Buck Dharma: Guitarra e Vocal
Eric Bloom: Vocal, Guitarra ritmica e Teclados
Albert Bouchard: Bateria (nas faixas 'Dominance and Submission' e 'Black Blade')
Rick Downey: Bateria
Robbie Krieger: Guitarra (na faixa 'Roadhouse Blues')

(*)      Gravada em 09/10/1981, Hollywood Sportatorium, Hollywood, Florida
(**)     Gravada em 30/12/1981, Nassau Coliseum, Long Island, N.Y.
(***)    Gravada em 31/12/1981, Tower Theater, Philadelphia
(****)   Gravada em 15/12/1981, The Country Club, Reseda, California
(*****)  Gravada em 17/10/1981, Nassau Coliseum, Long Island, N.Y.
(******) Gravada em 11/02/1980, Mid-Hudson Civic Center, Poughkeepsie, N.Y.

[Obrigado = Thanks]

terça-feira, 21 de junho de 2011

Jimi Hendrix - Rainbow Bridge (1971) [Original Motion Picture Sound Track]

"Rainbow Bridge" é outro álbum póstumo de Hendrix injustamente "esquecido". Outros álbuns póstumos foram lançados com o mesmo título, mas esse, originalmente lançado em 1971 pertence a trilha sonora do filme homônimo. Nele estão incluídas várias faixas que em tese seriam destinadas ao projeto de lançamento do quarto disco de estúdio de Hendrix, 'First Rays of the New Rising Sun'.

Esse álbum é outro álbum "meio maldito", quase ninguém se interessou em comprar e até hoje, poucos são aqueles que o conhecem. Até onde sei, esse álbum não chegou nem a ser lançado em formato digital (CD). A versão que tenho o prazer de divulgar aqui no Mukifu é um Vinil Rip, tomando como base, uma imaculada cópia nacional, lançada em 1974 pela Continental, comprada na época, na "Billboard" no Rio de Janeiro. 

Todo o álbum é composto por verdadeiras pérolas, tanto as faixas de estúdio: "Dolly Dagger" (01/07/1970), "Earth Blues" (20/01/1970), "Room Full of Mirrors" (17/11/1969), "Pali Gap" (01/07/1970), "Hey Baby" (01/07/1970), "Star Spangled Banner" (Hino Nacional dos E.U.A) gravado em 08/03/1969, "Look Over Yonder" (22/10/1968), como a fantástica e explosiva versão ao vivo de 'Hear My Train A Comin', gravada em 30/05/1970 em um concerto no Centro Comunitário de Berkeley, na Califórnia. Essa faixa, na minha opinião, captura Hendrix na sua melhor fase. Com mais de onze minutos de duração, essa versão de 'Hear My Train A Comin', repleta de inspiradas improvisações, uma ampla diversidade de técnicas, criatividade e experimentalismo já vale o download.

'Rainbow Bridge' não é um daqueles conceituadíssimos álbuns, habitualmente venerados pelos  admiradores de Hendrix, mas considero-o como uma obra fundamental no acervo de qualquer um que admire a genialidade e a criatividade do eterno mestre Hendrix. De certa forma, os álbuns 'Rainbow Bridge', 'Crash Landing' e 'Midnight Lightning' representam com fidelidade as últimas tendências e experiências sonoras elaboradas por Hendrix e por tal razão, não devem deixar de constar no acervo dos admiradores do eterno e supremo Mestre Jimi Hendrix.

Rainbow Bridge (1971) [Original Motion Picture Sound Track]

Músicas:
01 - Dolly Dagger
02 - Earth Blues
03 - Pali Gap
04 - Room Full of Mirrors
05 - Star Spangled Banner
06 - Look Over Yonder
07 - Hear My Train a Comin'
08 - Hey Baby (New Rising Sun)

Músicos:
Jimi Hendrix: vocalista, guitarra, backing vocals
Mitch Mitchell: bateria
Billy Cox: baixo
Noel Redding: baixo na faixa 6
Buddy Miles: bateria na faixa 4, backing vocals na faixa 2
Juma Edwards: percussão nas faixas 3 e 8
The Ronettes: backing vocals na faixa 2

[Obrigado = Thanks]

domingo, 19 de junho de 2011

Jimi Hendrix - Crash Landing & Midnight Lightning (1975)

"Crash Landing" e "Midnight Lightning", ambos lançados em 1975, são dois excelentes álbuns póstumos do genial e inigualável mestre Hendrix. Em 1978, esses dois álbuns foram lançados no Brasil sob a forma de álbum duplo, tomando por "empréstimo" a capa originalmente do "Crash Landing".

Não sei explicar, mas esses dois álbuns, pelo que pude pessoalmente constatar, nunca foram muito prestigiados pela legião de admiradores de Hendrix (pelo menos nunca ninguém me pediu pra gravar ou mesmo me perguntou, se qualquer um deles constavam do meu acervo). Mais de 35 anos se passaram e ainda hoje, não me parece ser uma tarefa muito fácil, achá-los divulgados pela Web. Pessoalmente, creio que o motivo principal desse "esquecimento", se deve ao fato de que algumas das composições que integram os dois álbuns, apresentam uma forte e inegável influência de Soul, influência essa, que caracterizou o trabalho de Hendrix, próximo ao término de sua estadia nessa nossa dimensão.

Independente disso, "Crash Landing" e "Midnight Lightning" possuem brilhantes e memoráveis versões em estúdio de composições que foram frequentemente acrescentadas em outras obras póstumas e como de costume, Hendrix esbanja originalidade, criatividade e competência ao longo de todas as faixas.

Em especial, quero deixar consignadas as seguintes faixas: as lisérgicas "Somewhere Over The Rainbow", "Captain Coconut", "Machine Gun", as ferozes e impecáveis, "Peace In Mississipi", "Trashman", "Hear My Train A Coming", os belíssimos e devastadores blues, "Come Down Hard On Me", "Gypsy Boy (New Rising Sun)", "Once I Had A Woman" e as clássicas faixas, "Stone Free Again", "Midnight Lightning", "Blue Suede Shoes".

Como dá pra perceber, na minha opinião, os álbuns são excelentes e são um verdadeiro e eterno presente para todas as gerações que precederam o grande e eterno mestre supremo Jimi Hendrix.

Esta é a terceira vez que publico esta postagem, por causa da infame "caça" promovida pela DMCA (Digital Millennium Copyright Act), que insiste em impedir a livre divulgação da cultura, sob a alegação de estar defendendo os Direitos Autorais.

O link da postagem, certamente resultará em erro, informando que o arquivo não existe ou foi deletado, não se preocupe com essa mensagem, ela é falsa. Consulte a página autônoma "Arquivo Morto", localizada no topo da página do blog, para maiores esclarecimentos e procedimentos.

Crash Landing & Midnight Lightning (1975)



Músicas:

Crash Landing (1975)
01. Message To Love
02. Somewhere Over The Rainbow
03. Crash Landing
04. Come Down Hard On Me
05. Peace In Mississipi
06. With The Power
07. Stone Free Again
08. Captain Coconut


Midnight Lightning (1975)
09. Trashman
10. Midnight Lightning
11. Hear My Train A Coming
12. Gypsy Boy (New Rising Sun)
13. Blue Suede Shoes
14. Machine Gun
15. Once I Had A Woman
16. Beginnings








Músicos:
Billy Cox: Baixo (1,6,8)
Buddy Miles: Bateria (1,6)
Jimmy Maeulen: Percussão (1,3,5,6,7,8,10,16)
Jeff Mironov: Guitarra (2,3,4,5,7,9,10,11,12,13,16)
Bob Babbit: Baixo (2,3,4,5,7,9,10,11,12,13,14,15,16)
Alan Schwartzberg: Bateria (2,3,4,5,7,8,9,10,12,13,14,15,16)
Lance Quinn: Guitarra (10,12,14,15)
Mitch Mitchell: Bateria (11)
Buddy Lucas: Harmonica (15)
Linda November: Vocal (3)
Vivian Cherry:  Vocal (3,10,12,15)
Barbara Massey: Vocal (3)
Maeretha Stewart: Vocal (10,12,15)
Hilda Harris: Vocal (10,12,15)

[Obrigado = Thanks]

domingo, 12 de junho de 2011

Van der Graaf Generator - Vital - Live (1978)

Desde da inauguração desse Mukifu, que estou tentando divulgar algum álbum dessa genial banda britânica, mas não conseguia me decidir por qual deles começar.

Para dificultar ainda mais a escolha, "VdGG" conta com uma sólida e considerável discografia (básica) compreendendo: "The Aerosol Grey Machine" (1969), "The Least We Can Do is Wave to Each Other" (1970), "H to He, Who Am the Only One" (1970), "Pawn Hearts" (1971), "Godbluff" (1975), "Still Life" (1976), "World Record" (1976), "The Quiet Zone, the Pleasure Dome" (1977) e o "Vital Live" (1978). Como aprecio todos eles, acabou ficando muito difícil escolher por onde começar.

Sem saber, fui conhecendo um pouco do trabalho do VdGG, através da saudosa rádio Eldo Pop. VdGG foi paixão a primeira audição. Com uma sonoridade profunda, soturna, inquietante, amargurada e introspectiva, tornei-me imediatamente um eterno admirador da inconfundível e originalíssima sonoridade do VdGG. No entanto, só lá pelos anos de 1975/76, quando consegui adquirir uma cópia usada do fantástico "H to He, Who Am the Only One" é que me foi possível identificar a banda e todos os diversos outros trabalhos, que faziam parte da programação daquela rádio. ( A rádio "Eldo Pop" não divulgava o nome das bandas).

O álbum da presente postagem, originalmente duplo, foi o primeiro álbum gravado ao vivo pelo VdGG. Gravado em 16/01/1978 no Marquee Club de Londres, infelizmente, não possui uma boa qualidade de gravação, digna da importância do evento. O álbum "Vital" acabou representando o encerramento das atividades do inigualável VdGG e portanto, no meu entender, merecia uma elaboração técnica mais criteriosa e sofisticada. Dada a absoluta falta de esmero na produção dessa verdadeira jóia do progressivo, fica a sensação que o álbum, não fazia parte dos projetos de lançamento em LP e só chegou a ser efetivamente lançado, em razão do encerramento da banda.

Mesmo mal gravado, esse álbum é realmente "Vital" a todo aquele que aprecia o progressivo e gosta de VdGG. Além das já mencionadas características sonoras do VdGG, cunhadas pela genialidade do cantor e poeta  Peter Hammill, "Vital" é um álbum repleto de inebriante  ferocidade, além de oferecer, em algumas faixas, versões completamente "recriadas".

P.S.
Infelizmente, esta versão em CD do "Vital" (gentilmente fornecida pelo meu amigo Gil), por consistir-se  de um único CD, não traz as faixas: "Sci-Finance" (6:25) e "Nadir's Big Chance" (3:40), que integram a versão original em vinil. Como se trata de uma versão com "perna-de-pau", "papagaio" e "tapa-olho", vou tentar obter as faixas faltantes, visando uma futura atualização. Se algum dos caros visitantes, eventualmente puder fornecer as faixas faltantes ficarei muito agradecido.

Vital - Live (1978)

Músicas:
01. Ship of Fools – 6:43
02. Still Life – 9:42
03. Last Frame – 9:02
04. Mirror Images – 5:50
05. Medley: Plague of Lighthouse Keepers/Sleepwalkers – 13:41
06. Pioneers over 'C' (Peter Hammill and David Jackson) – 17:00
07. Door – 6:00
08. Urban/Killer/Urban– 8:20

Músicos:
Graham Smith – Violin
Charles Dickie – Cello, electric piano, synthesizer
David Jackson – Saxophones and flute
Nic Potter – Bass guitar
Peter Hammill – Voice, piano, guitars
Guy Evans – Drums

[Obrigado = Thanks]

sábado, 11 de junho de 2011

East - Játékok (1981)

Um ano e sete meses após ter divulgado o segundo álbum "Hüség" dessa genial banda Hungara, finalmente decidi-me divulgar o primeiro álbum "Játékok", de forma a concluir a amostragem do trabalho desses geniais e criativos músicos.

Pessoalmente, ainda hoje considero o segundo álbum "Hüség", superior ao álbum da presente  postagem, mas isso, em nada diminuiu a beleza, a qualidade e a genialidade dos arranjos e das primorosas e cristalinas demonstrações de talento e técnica por parte de seus integrantes, fartamente constatável ao longo de todo esse brilhante álbum.
Para aqueles que ainda não conhecem a banda, taí uma excelente oportunidade de fazer o download e ouvir os dois melhores álbuns do 'East'. Ambos os álbuns possuem uma natureza progressiva, com algumas "pitadas" de jazz rock. Vale mencionar que uma das mais relevantes características dessa banda, está no fato de cantarem em sua língua pátria, fato que ao meu ver, colabora muito na textura da sonoridade da banda.

'East' em linhas gerais estrutura suas composições nos excelentes teclados de Pálvólgyi e nas brilhantes, originais e vibrantes guitarras de Varga e não é raro travarem entre si, belíssimos diálogos, sempre muito bem apoiados pela competente bateria de Király e pelo baixista Móczán.
Era isso aí. Espero que seja do agrado de todos.

Játékok (1981)


Músicas:
01. Nyitány / Overture
02. Messze a felhõkkel / Far away with the clouds
03. Szállj most fel / Fly up now
04. Kék-fekete látomás / Blue-black vision
05. Gyémántmadár / Diamond bird
06. Lélegzet / Breath
07. Nézz rám / Look at me
08. Üzenet / Message
09. Epilóg / Epilogue
10. Remény / Expectation

Músicos:
Géza Pálvólgyi: Teclados
János Varga: Guitarras
Miklós Zareczky: Vocal
István Király: Bateria, percussão
Péter Móczán: Baixo

[Obrigado = Thanks]

sábado, 4 de junho de 2011

Cheiro de Vida - Cheiro de Vida (1984)

Como já abordei anteriormente na postagem relativa a rádio Eldo Pop, o músico instrumental brasileiro, sempre esteve e sempre estará literalmente abandonado à própria sorte.

As gravadoras não se interessam pela música instrumental e em decorrência, as rádios também não divulgam os raros e heroicos projetos independentes, que porventura cheguem a concretizarem-se. 

Lá pelos anos 80, tive a oportunidade e o privilégio de adquirir em vinil alguns excelentes exemplos do incontestável potencial de alguns músicos brasileiros que se dedicam exclusivamente a música instrumental e heroicamente conseguiram lançar seus trabalhos de forma independente.

A lista desses verdadeiros heróis infelizmente não é extensa, mas no momento, vou mencionar apenas duas, por ocuparem um lugar de extremo destaque no meu pequeno acervo. Refiro-me as bandas "Quantum" (já postado aqui no Mukifu) e "Cheiro de Vida", esta última, objeto da presente postagem.

A história do "Cheiro de Vida" começa no Rio Grande do Sul em 1978, naquela época, formada pelo baixista André Gomes, o guitarrista Carlos Martau e do baterista Alexandre Fonseca. Depois de dois anos de muito som de garagem, ingressa na banda outro guitarrista, Paulo Supekóvia e passam a atuar em uma variedade de teatros e bares.

Durante os anos de 1981 e 1982, a banda permanece unida, excursionando pelo Brasil como banda de turnê e banda de shows e estúdio de alguns cantores brasileiros e paralelamente continuam a dar sequência ao projeto instrumental que se tornaria o "Cheiro de Vida".

As gravações desse verdadeira jóia do jazz rock, começaram em Porto Alegre, aos 29/09/83 até 26/08/84, mas o material contido nesse belo álbum foi o registro de quatro anos de muito trabalho e estudo. Resultando, como não podia deixar de ser, num dos melhores álbuns de jazz rock brasileiro, em razão da alta capacidade técnica e criativa de todos os integrantes dessa genial banda.

Para quem ainda não conhece a banda, considero a som do "Cheiro de Vida", em alguns momentos, muito próximo a sonoridade do 'Dixie Dregs', 'Soft Machine' dentre outros de igual categoria. No entanto, também   fica evidente uma  forte  influência do mestre 'Stanley Clark', exercida  principalmente sobre o "monstruoso" e exímio baixista André, que não esconde em momento algum tal influência e manda ver logo na música de abertura.



As magníficas e sempre diversificadas guitarras, em certos momentos, guardam alguma semelhança com a sonoridade de 'Alan Holdworth', 'Steve Morse' e 'John Etheridge' dentre outros "monstros" do jazz rock, mas tudo isso, sem deixar de possuir personalidade própria além esbanjarem originalidade, elegância e competência.


Dentre o que já falei, e tudo aquilo que deixei de falar, o que mais encanta no 'Cheiro de Vida', além da incontestável habilidade dos integrantes da banda é a sua disciplina, coordenação e genialidade na difícil tarefa de arranjar toda um complexo e sofisticado conjunto de instrumentos convencionais e não convencionais e ainda conseguir um resultado tão límpido, original, criativo e fluido ao longo de todas as magníficas composições que compõem essa inestimável jóia da música instrumental Brasileira.
 
Bom era isso aí. A recomendação é máxima! 
Só não baixa quem não gosta de jazz rock ou já tem.

Cheiro de Vida (1984)

Músicas:
01. Fechado Para Balanço (Cheiro de Vida - concepção: André e Paulinho)
02. Asas Longas (Cheiro de Vida - concepção: André)
03. Entre Estrelas (Cheiro de Vida - concepção: Martau e Paulinho)
04. Tema do Bonder (Cheiro de Vida)
05. Crepúsculo (Paulinho / Pedro / Martau)
06. Hieronymus Bosch (Cheiro de Vida - concepção: Alexandre, André e Paulinho)
07. Aí, Stanley! (Cheiro de Vida - concepção: André)
08. Ayisha (André)
09. Nosferatu (André / Paulinho)
10. O Bom Pastor (Cheiro de Vida)

Músicos:
Paulo Supekóvia: guitarra Fender Stratocaster, viola 12, violão ovation aço e ovation nylon
Carlos Martau: guitarra Gretch, bandolim Del Vecchio, viola 12, ovation aço, Krica* e Fuke*
André Gomes: baixo Mystical**, baixo Ibanez fretless, sitar, piccolo bass
Alexandre Fonseca: baterias Pearl, Rogers, Ludwig, rototoms Remo e Ataq***

Participações Especiais:
Pedro Tagliani: guitarra Ibanez (em "Crepúsculo")
Augusto Licks: viola Washburn e Roland GR300 (em "Hieronymus Bosch")

Arranjos: Cheiro de Vida
Renato Alscher: técnico de gravação e mixagem

*   instrumentos criados e construídos por Martau e Mauro Fuke
**  instrumento redesenhado por André e Mauro Fuke
*** bateria eletrônica projetada por Rubem Pechansky

OBS.:
1) O material musical aqui divulgado em formato MP3 [256 kbpm] foi obtido na WEB, já faz algum tempo e por displicência minha, deixo de consignar sua origem.
2) As fotos que integram essa postagem foram capturadas do LP original e são o "lamentável" resultado da minha incompetência como fotógrafo, aliada a minha incontestável situação de penúria financeira (não tenho scanner).


[Obrigado = Thanks]

sexta-feira, 3 de junho de 2011

QUANTUM - QUANTUM (1983)

No Brasil, não basta ser brilhante, competente ou exímio instrumentista. O músico que pretende dedicar-se exclusivamente a música instrumental só tem duas saídas. Custear do próprio bolso o projeto independente e sofrer com a distribuição e divulgação, ou ir embora do Brasil e lá, no exterior, tentar concretizar seus objetivos.

Mas algumas vezes, ocorre que alguns teimosos heróis, enfrentam todas as dificuldades "impostas" e acabam conseguindo, a duras penas, concretizar pelo menos em parte, alguns de seus sonhos. Esse é o caso do Quantum, que nos presenteia com esse exemplar e inigualável álbum inaugural.

Certamente, quem ainda não teve o privilégio de conhecer essa exemplar banda brasileira, que funde com absoluta maestria e muita competência o jazz rock e o progressivo, vai ficar profundamente impressionado com a qualidade sonora, a magistral técnica, a criatividade nos arranjos e a beleza das melodias que  transbordam infinitamente por todo esse magnífico trabalho, uma verdadeira pérola da música instrumental brasileira, capaz de rivalizar com absoluta facilidade com qualquer outra banda estrangeira.

"Tema Etéreo" nos traz uma incomparável aula de como se deve fundir com sabedoria, habilidade e elegância o jazz rock e o progressivo. São mais de 9 minutos repletos de pura inspiração, habilidade e qualidade técnica de todos os seus integrantes. É uma faixa para se ouvir no volume máximo, pena tratar-se de uma gravação independente e por tal razão, não pôde ser melhor explorada, tendo em vista os elevados custos com estúdio. A faixa "Inter Vivos" é um verdadeiro clássico do bom e velho progressivo. Consiste-se numa clara e inequívoca declaração de amor ao progressivo, onde fica evidente a homenagem ao Genesis (na sua melhor fase). "Sonata", outra jóia desse álbum, é simplesmente uma das mais belas composições que já tive o privilégio de ouvir. Suave, profunda e emocionante. A faixa "Quantum", poderia ser entendida como uma "micro suite", repleta de uma beleza inicialmente contida, que se desdobra sutilmente nos dois primeiros  minutos, para logo depois, revelar-se explosiva e catastrófica, para num terceiro momento, "reinventar" o cíclico e eterno processo da criação, com temas absolutamente cativantes, inteligentes e geniais.
Quero deixar expresso, aqui nesse meu insignificante Mukifu e limitado texto, meus sinceros respeitos e profunda admiração por todos os integrantes dessa genial banda brasileira, que com sua habilidade, criatividade e exemplar competência, desenvolveram um dos melhores álbuns que já tive a oportunidade e o privilégio de ouvir e tenho certeza que o álbum só não ficou melhor (do que já é) por absoluta falta de suporte e apoio financeiro.

Trata-se de um álbum exemplar, perfeito e merecedor de grande destaque na discoteca de qualquer apreciador do jazz rock e do progressivo. E quem não concordar, que faça melhor! Pois falar é fácil, realizar é tarefa hercúlea.


QUANTUM (1983)

Músicas:
01. Tema Etéreo
02. Chuva***
03. Acapulco
04. Inter Vivos**
05. Sonata
06. Quantum
07. Presságio [faixa bonus]*

Músicos:
Marcos G Rosset (Gringo): guitarra e violão (baixo em "Inter Vivos")**
Reynaldo Rana Jr. (Dinho):  guitarra e violão de 12 cordas
Fernando Costa:  teclados (guitarra em "Chuva")***
Segis C. Rodrigues:  baixo
Paulo Eduardo Naddeo:  bateria e percussão
Rolando Castelo Jr.: bateria em "Inter Vivos"**
* Felipe Carvalho: baixo em "Presságio"

OBS.:
1) O material musical aqui divulgado em formato MP3 [256] foi obtido na WEB, já faz algum tempo e por displicência minha, não posso mais determinar sua origem.
2) As fotos que integram essa postagem foram capturadas do LP original e são o "lamentável" resultado da minha absoluta incompetência como fotógrafo, aliada a minha incontestável situação de penúria financeira (não tenho scanner).  
 

[Obrigado = Thanks]

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Gentle Giant - Free Hand (1975)

Eu bem sei que não se deve nunca "julgar" um livro, ou mesmo um LP pela capa. Mas foi exatamente pela sombria e enigmática capa desse álbum, que  me possibilitou conhecer o fantástico e original trabalho do Gentle Giant.

Comprei essa verdadeira joia do progressivo, motivado exclusivamente pela curiosidade, pois achei a capa muito atraente e de imediato me "convidava" a entrar naquele mundo repleto de simbologia. Na pequena loja (um sebo em Copacabana) onde me deparei pela primeira vez com esse álbum, não havia nem a possibilidade de ouvi-lo antes de comprá-lo. Gastei minhas poucas e suadas merecas, morrendo de medo que o LP fosse "uma bomba" embalada em uma obra de arte. Fui pra casa (na época em  Ipanema) andando (não tinha sobrado nem "pra condução") e enquanto caminhava, pensava o que eu faria com aquele LP se ele não fosse legal, como recuperar minhas merecas???

Nem preciso dizer que ouvi o álbum uma centena de vezes ao longo daquele mês, a grana havia acabado e não dava para comprar mais nada. Por sorte, Gentle Giant era frequentemente executado na saudosa rádio Eldo Pop (eu ouvia até no banheiro) e esse álbum me possibilitou ao longo dos anos,  buscar muitos dos demais álbuns do GG.

Para quem ainda não conhece esse ábum, aconselho a ouví-lo confortavelmente sentado, dedicando-se exclusivamente a ouvi-lo. Todas as faixas são absolutamente brilhantes, mas se torna impossível não mencionar a faixa 'On Refletion'. Trata-se de uma belíssima composição, onde os inacreditáveis e complexos arranjos vocais e instrumentais são de deixar o ouvinte em profundo êxtase. 'Talybont' com sua bela e agradável textura medieval, 'Mobile' um rock entremeado de um excelente solo de violino e um excelente acompanhamento de guitarra e violão. Não vou falar mais nada. Todo o álbum é excelente e fundamental na coleção de qualquer apreciador de progressivo clássico.

Espero que aproveitem!

Free Hand (1975)

Músicas:
01. Just The Same
02. On Reflection
03. Free Hand
04. Time To Kill
05. His Last Voyage
06. Talybont
07. Mobile

Músicos:
Gary Green: Guitarras e violão
Kerry Minnear: Teclados, vocal
Derek Shulman: Vocal
Ray Shulman: Baixo, Violino, vocal
John Weathers: Bateria, percussão, vocal


[Obrigado = Thanks]

terça-feira, 24 de maio de 2011

David Gilmour - David Gilmour (1978)

Essa postagem, se deve a um fato relativamente rotineiro para mim. O lance é o seguinte: As vezes acontece de espontaneamente "rolar" um "som mental" que fica "tocando" e "tocando" sem parar na minha cabeça. Não demora muito, no máximo uns dois ou três dias mais tarde, algum colega de ofício divulga o respectivo álbum.

De início eu não ligava, achava que era obra do acaso, mas a frequência que o fato ocorre, me faz pensar que existe realmente uma grande "conexão mental" de ideias dispersas pelo espaço e por alguma razão, inexplicavelmente ela é captada e posta em prática por alguém. Isso pode parecer estranho ou coisa de maluco, mas é um fato. É estranho mas acontece em várias esferas. Durante alguns anos trabalhei com o Registro de Patentes e não é raro ocorrerem sérias disputas judiciais, por idênticos inventos registrados  em países diferentes, com poucos dias de diferença.
Mas vamos ao que realmente interessa. Ontem ao despertar, sem ao menos ter saído da cama, já estava "tocando" em minha cabeça algumas das maravilhosas faixas desse álbum. Ficou tocando, tocando sem parar. Só deixando meus velhos neurônios novamente "independentes", após ouvir essa magistral obra.

Para quem ainda não sabe, esse foi o primeiro álbum solo do Grande guitarrista David Gilmour e como é óbvio, dispensa qualquer apresentação. Esse trabalho foi desenvolvido, gravado e publicado durante o intervalo entre os álbuns 'Animals' (1977) e o lançamento em 1979 do conhecidíssimo 'The Wall'. Pessoalmente considero-o perfeito do início ao fim.

Dificilmente existe "alguém" (apreciador da boa música), que ainda não tenha ouvido e apreciado esse verdadeiro clássico do rock. De qualquer forma taí. É sem sombra de dúvida uma álbum magnífico, repleto de inesquecíveis composições.

David Gilmour (1978)

Músicas:
01: Mihalis        
02: There's No Way Out Of Here        
03: Cry From The Street        
04: So Far Away        
05: Short And Sweet        
06: Raise My Rent        
07: No Way        
08: It's Deafinitely        
09: I Can't Breathe Anymore

Músicos:
Rick Wills: Bass, Vocals
Willie Wilson: Drums, Percussion
David Gilmour: Guitar, Keyboards, Vocals
Mick Weaver: Piano (faixas: 4)
Backing Vocals: Carlena Williams (faixas: 2, 4), Debbie Doss (faixas: 2, 4), Shirley Roden (faixas: 2, 4)

[Obrigado = Thanks]

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Gentle Giant - In A Glass House (1973)*

Se não me engano, esse é o 5º álbum dessa genial banda inglesa (uma das minhas preferidas) que conta com uma robusta e sólida discografia. In A Glass House, para mim foi sem dúvida alguma o LP mais difícil de conseguir. Pra ser exato foi um dos últimos LPs que cheguei a comprar do GG. e mesmo assim, só consegui uma cópia (malhada) em 1978. Se meus neurônios não falham, só consegui uma cópia imaculada uns dois anos depois e que me acompanha até os dias de hoje.

Para quem nunca ouviu nada do GG., esse álbum retrata "razoavelmente" bem a sonoridade da banda, principalmente as faixas 'The Runaway', 'Way Of Life', 'Experience' e 'In A Glass House'. Gentle Giant mescla com absoluta competência, habilidade e genialidade influências do rock, jazz, da música sinfônica e da música barroca, no entanto, o processo quase "alquímico", utilizado para amalgamar essas diversas fontes musicais, em nada se assemelha ao processo usualmente utilizado por outras bandas de progressivo.

Gentle Giant não tem uma sonoridade nada convencional. Utilizando-se de compassos diversificados, melodias complexas, dissonâncias e de uma série de técnicas musicais extremamente incomuns, pode, numa primeira audição, não agradar aos apreciadores de um progressivo mais ortodoxo. No entanto, caso o visitante leitor não aprecie a obra dessa postagem, não deixe de conhecer os demais trabalhos dessa genial banda, pois cada álbum do GG, tem "alma" própria e após compreender a proposta da linguagem musical do GG, certamente algum dos seus outros magistrais álbuns irá agradar ao apreciador da boa música.

Sou altamente suspeito para fazer qualquer comentário sobre o GG., pois para mim, todos os trabalhos dessa banda são magistrais, verdadeiras obras-primas. Ainda assim, como última recomendação, preste especial atenção a introdução da faixa 'The Runaway', coisa de genio...

In A Glass House (1973)*

Músicas:
01. The Runaway
02. An Inmates Lullaby
03. Way Of Life
04. Experience
05. A Reunion
06. In A Glass House
07. The Runaway/Experience (Live "medley") [Bonus*]
* Edição comemorativa do 35º Aniversário

Músicos:
Gary Green: 6 & 12 string guitars, mandolin, percussion, alto recorder
Kerry Minnear: keyboards, tune percussion, recorder, vocals
Derek Shulman: vocals, alto sax, soprano sax, recorder
Ray Shulman: bass guitar, violin, acoustic guitar, percussion, backing vocals
John Weathers:     drums, percussion

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Novalis - Brandung (1977)

Embora existam pessoas que possam não apreciar esse trabalho do 'Novalis', pessoalmente considero-a uma belíssima obra. Consegui adquirir uma cópia em vinil (nacional), em 1978 e ainda hoje, guardo meu LP com muito carinho. Infelizmente no Brasil (como era de costume) decidiram equivocadamente "simplificar " essa magistral capa, lançando o álbum em formato simples, destruindo e mutilando por completo, essa verdadeira obra de arte, intitulada "The Horses of Neptune" (1892) de autoria do ilustrador e pintor  inglês 'Walter Crane' (1845 - 1915).














Para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer o álbum "Brandung", posso apenas informar que ele não guarda uma estreita relação com os álbuns; "Banished Bridge" ou  "Sommerabend", já divulgados nesse Mukifu. No entanto, isso não quer dizer que 'Brandung' seja um trabalho inferior, muito pelo contrário. Por outro lado, sem dúvida alguma o ingresso de 'Fred Mühlböck' (vocal, violão e flauta) trouxe a banda uma nova perspectiva musical, mas nem por isso, menos atraente e brilhante.

Trata-se de um álbum muito bem elaborado e construído, repleto de brilhantes momentos de guitarras, teclados, flautas e um vocal (em alemão) muito bem estruturado e explorado. Embora eu admire o álbum em sua integridade, as faixas 'Astralis' e 'Sonnenwende' são de longe as minhas preferidas.
Nada mais tenho a informar, apenas expressamente recomendar mais esse verdadeiro clássico do progressivo e que certamente torna-se obrigatório, para todos aqueles que desejam conhecer mais profundamente o trabalho e a evolução musical dessa genial banda alemã.

Essa foto da banda era a contracapa do LP lançado no Brasil. Lamentável!

Brandung (1977)

Músicas:
01. Irgendwo, Irgendwann
02. Wenn nicht mehr Zahlen und Figuren
03. Astralis
04. Sonnenwende
  a. Brandung 3:42
  b. Feuer bricht in die Zeit 3:56
  c. Sonnenfinsternis 3:30
  d. Dämmerung 5:48

Músicos:
Detlef Job: Guitarras, Vocal
Heino Schünzel: Baixo, Vocal
Fred Mühlböck:  Vocal, Violão, Flauta
Lutz Rahn: Teclados, Sintetizadores
Hartwig Biereichel: Bateria

[Obrigado = Thanks]

terça-feira, 10 de maio de 2011

Campanha pelo desarmamento da população? Somos nós os criminosos?


Felizmente, para minha surpresa, nem todos os veículos de comunicação são "papagaios de pirata" a serviço de seus "afiliados" dos Poderes Legislativo e Executivo, conforme o mencionado na postagem de 23/04/2011 intitulada "Onde fica meu direito a Legítima Defesa". Existe pelo menos uma emissora que ainda tem a coragem de empunhar a bandeira da verdade, cumprindo com dignidade, coragem e honra o precípuo papel de um Jornalismo atuante, informativo, imparcial e principalmente independente.

Trazer à luz da verdade, mais uma inócua e débil providência patrocinada pelo Poder Público Federal, destinada, "em tese", a reduzir a criminalidade é o mínimo que o cidadão espera de um Jornalismo sério  e comprometido com a verdade.

Como se não bastasse a tendenciosa e flagrante manipulação dos números estatísticos acerca da eficácia dessa descabida campanha de desarmamento, somos forçados a concluir que o Poder Público não pretende combater o problema da violência e da criminalidade de forma objetiva e eficaz. Preferindo por colocar o peso dos números estatísticos e a responsabilidade pela violência nas costas do cidadão comum que possua uma arma.

A simplicidade e a fragilidade da argumentação, na qual se baseia essa farsa, ofende a qualquer cidadão, que ainda não tenha sido submetido a uma lobotomia televisiva. A tese do desarmamento da população, como eficaz medida ao combate a violência, traz em seu bojo não apenas a mentira ou a maliciosa distorção da verdade, ela se estende muito além, imputando a todo o cidadão que eventualmente possua uma arma, o leviano, preconceituoso e ilegal "rótulo" de "criminoso em potencial" e que portanto, deve ser desarmado.

Ora, em prevalecendo essa simplória "pérola do não pensamento", todo o motorista  que eventualmente beba , deverá por força daquele sofisma, entregar seus veículos automotores. Pois nada, absolutamente nada, impede que um dia ele venha a dirigir sob o efeito de álcool e em decorrência, provoque a morte ou incapacidade dele ou de terceiros. Os riscos, implícitos na superveniência de algum acontecimento danoso são exatamente os mesmos, em ambos os casos.

Mas a real e concreta gravidade da questão não se esgota aí. Lamentavelmente, fica no cidadão, ainda não lobotomizado, a certeza que nenhuma medida  será efetivamente tomada. O Poder Público não quer, e não vai se envolver nas questões primígenas, causadoras do vertiginoso crescimento da violência e da criminalidade. Seja por desfrutarem das vantagens econômicas a elas conexas, ou ainda, mas não menos grave, por simples conivência, despreparo, desinteresse ou incompetência.

E sendo assim, o comércio ilegal de armas, o combate as drogas, o combate a corrupção (em todos níveis dos Três Poderes), a atualização e adequação da nossa Constituição e das nossas Leis Penais, Processuais e de Execuções Penais, a educação (no seu sentido mais amplo), a concretização de condições mínimas de dignidade ao cidadão, tão cedo não serão objeto de qualquer atividade que implique em consideráveis e profundas modificações, capazes de reverterem nossa triste realidade. Continuarão sendo, como há muitos anos o são, um "mero" clamor popular, destinado a utilização política em época de eleição.

Em entrevista concedida ao Jornal da Band em 05/05/2011, o Promotor de Justiça Dr. Roberto Tardelli  evidencia e adverte sobre um relevante aspecto jurídico, brilhantemente expondo: “Nós vamos agora comprar a arma usada no crime logo após ser utilizada, destruir provas importantes e a possibilidade de elucidação de crimes. E mais, vamos pagar por isso”.

Segue finalmente o exemplar e corajoso Editorial da Rede Bandeirantes, veiculado no Jornal da Band em  5 de maio de 2011, que desmascara com total objetividade a demagógica, incoerente e ineficaz "campanha pelo desarmamento da população".