terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Manfred Mann's Earth Band - The Roaring Silence (1976)

"The Roaring Silence" é o sétimo álbum do Manfred Mann's Earth Band. Trata-se de um álbum mais melódico, principalmente nas faixas; "Singing The Dolphin Through" e "Questions", onde o arranjo vocal mereceu uma maior atenção, sem com isso, perder o foco do bom e velho rock e do progressivo.

Nesse álbum o brilhante, exímio e genial guitarrista Mick Rogers é substituído por Dave Flett e Chris Hamlet Thompson que de alguma forma cunham uma nova personalidade sonora a Manfred Mann's Earth Band, segurando com competência e genialidade alguns excelentes momentos desse álbum.

Pessoalmente, não gostei da saída de Mick Rogers. Ele era uma daquelas "peças" que faziam toda a diferença no Manfred Mann's Earth Band. Sua ausência na guitarra, se revela e produz efeitos colaterais até na exuberância das seções de solos do "Mooguista" Manfred Mann, que infelizmente, nesse álbum, são bem mais conservadores e modestos, embora não menos geniais. Por mais estranho que possa parecer, Mick Rogers, participa nesse álbum apenas como backing Vocals (dá pra acreditar nisso?).

Mesmo considerando-se a notória e sentida ausência de Mick Rogers na condução das guitarras, trata-se de um excelente álbum e que também foi exaustivamente executado na saudosa Eldo Pop do R.J.

The Roaring Silence (1976)

Músicas:
  01. Blinded by the Light (Bruce Springsteen)
  02. Singing The Dolphin Through (**)
  03. Waiter There's a Yawn in My Ear
  04. The Road to Babylon
  05. This Side of Paradise
  06. Starbird (*)(**)
  07. Questions
  08. Spirits in the Night (1977 version) (Springsteen)
  09. Blinded by the Light (single edit) (Springsteen)

Músicos:
Manfred Mann - Teclados, Moog, backing vocals
Colin Pattenden - Baixo
Dave Flett - Guitarra solo (*)
Chris Hamlet Thompson - Vocal e Guitarra (**)
Chris Slade - Bateria, Percussão e backing vocals
Doreen Chanter - backing vocals
Irene Chanter - backing vocals
Susanne Lynch - backing vocals
Mick Rogers - backing vocals (?)
Barbara Thompson - saxophone

[Obrigado = Thanks]

Manfred Mann's Earth Band - Nightingales & Bombers (1975)

A banda Manfred Mann's Earth Band, foi oficialmente criada em 1971 e sua formação básica, manteve-se inalterada até o sexto álbum "Nightingales & Bombers". Essa genial banda de progressivo, magistralmente executado e desenvolvido pela fusão do rock, do clássico e do jazz, não pode faltar na discoteca de quem aprecia um bom rock ou um progressivo.

Sua discografia é muito extensa o que me impede de registrá-la na sua íntegra. Sendo assim, vou limitar-me a sugerir, como fundamentais os seguintes álbuns: "Manfred Mann's Earth Band "(1971), "Glorified Magnified " (1972), Solar Fire (1973), "Nightingales & Bombers" (1975), "The Roaring Silence "(1976) e "Watch " (1978). Considerando, no entanto, o caráter meramente ilustrativo desse insignificante espaço, apenas divulgarei o "Nightingales & Bombers" e o "The Roaring Silence". Creio que não haverá maiores dificuldades em obter os demais álbuns. O clássico "Solar Fire" (altamente recomendado), poderá ser encontrado no Hofmann&Stoll ( http://hofmannstoll.blogspot.com/2010/03/manfred-manns-earth-band-solar-fire.html )
.

Um dos fatores que mais me atraem na sonoridade dessa banda é a perfeita integração entre os músicos, todos de excepcional nível profissional. A perfeita simbiose entre os músicos é invejável (no sentido possitivo, do autentico recolhecimento do excelente trabalho). Das sensacionais guitarras de Mick Rogers, sempre brilhantemente executadas e "enquadradas" ao tema (o cara também domina com absoluta maestria uma pedaleira), os onipresentes, criativos e encorpados baixos de Colin Pattenden, a exemplar, incansável e criativa bateria do exímio Chris Slade, além dos belíssimos arranjos vocais, mesclados ao inegável virtuosismo do próprio Manfred Mann nos teclados, em especial e principalmente no Moog (o homem conhece como ninguém a arte do Moog), tornam essa banda um capítulo a parte na história do progressivo.

A título de mera curiosidade, o nome do álbum "Nightingales & Bombers" foi inspirado por uma gravação feita na Inglaterra, durante a Segunda Guerra Mundial (1942), por um ornitólogo que pretendia gravar o canto do rouxinol (nightingales). Enquanto tentava capturar o canto do pássaro, os bombardeiros da RAF que se dirigiam para atacar Mannheim, Alemanha, sobrevoaram a área naquele exato momento e foram gravados por acidente. A referida gravação foi incorporada na faixa "As Above, So Below".

Trata-se de um álbum perfeito do início ao fim. E que também foi exaustivamente divulgado pela saudosa Eldo Pop, aqui no R.J.

Nightingales & Bombers (1975)

Músicas:
01. Spirits In The Night (Bruce Springsteen)
02. Countdown
03. Time Is Right
04. Crossfade
05. Visionary Mountains
06. Nightingales And Bombers
07. Fat Nelly
08. As Above So Below (Recorded Live)

Músicos:
Manfred Mann – Orgão, Teclados e Mini Moog
Mick Rogers – Vocal e Guitarras
Chris Slade – Bateria e percussão
Colin Pattenden – Baixo
Ruby James – backing vocals
Doreen Chanter – backing vocals
Martha Smith – backing vocals

[Obrigado = Thanks]

 Manfred Mann's Earth Band - Solar Fire (1973)
Dando seqüência a parceria entre o presente Blog e o excelente Blog "Hofmann&Stoll", segue o álbum "Solar Fire", que foi recentemente divulgado, complementando a postagem não apenas com mais um ábum, mas principalmente com a exemplar e sempre bem escrita resenha do amigo Faustodevil. Não deixe de visita-lo, mesmo que você já possua a "Solar Fire", existem muitos outros materiais igualmente interessantes.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Le Orme - Felona e Sorona (1973)

Le Orme é uma banda de progressivo italiana e que tem uma longa história e uma discografia igualmente extensa. Não vou aqui elencar todos os álbuns dessa genial banda, pois muitas das obras que compõem sua discografia são na verdade compilações. Sendo assim, vou restringir-me somente aqueles álbuns que considero excepcionais e altamente recomendados.  "Ad Gloriam" (1969), "Collage" (1971), "Uomo di Pezza" (1972), "Felona e Sorona" (1973), "Contrappunti" (1974), "Smogmagica" (1975) e "Storia O Leggenda" (1977).

Inicialmente, no ano de lançamento de seu primeiro álbum (1969), o Le Orme era formado por Aldo Taglialapietra, Toni Pagliuca, Michi Di Rossi, Nino Smeraldi e Claudio Galieti. Após o ano de 1971, Le Orme se consolida basicamente num trio, no entanto, em alguns trabalhos (Uomo Di Pezza e  Contrappunti), contam com a participação de Gian Piero Reverberi.

Sou altamente suspeito para comentar qualquer coisa sobre o Le Orme, gosto de quase tudo dessa banda italiana. Mas inegavelmente, os álguns "Felona e Sorona" e "Contrappunti" são o exemplo máximo da criatividade, brilhantismo e do virtuosismo dos músicos que participam desses dois trabalhos. Por tal razão, resolvi divulgar apenas esses dois álbuns, mas deixo expressamente consignada, minha veemente recomendação aos demais álbuns anteriormente mencionados pois são igualmente excelentes.

Felona e Sorona é uma experiência única, com  pouco mais de 33 minutos de duração, seus três integrantes, Aldo Taglialapietra, Toni Pagliuca e Michi Di Rossi, realizam uma das obras do progressivo mais bem elaboradas, arranjadas e executadas de todos os tempos. Uma verdadeira obra-prima.

Da abertura do álbum ao seu encerramento, (diga-se de passagem) apoteótico, o ouvinte é conduzido por um universo sonoro grandioso e rico em sutilezas. Algumas vezes, formoso, belo e suave, outras vezes, explosivo, violento e destrutivo. É exatamente como a cosmogonia do Universo. Um retrato sobre o paradoxo da criação cosmológica, ilustrando como a beleza de um determinado evento cósmico, quando observado a distância, pode-nos parecer agradável, belo e gentil, mas ao mesmo tempo, inclemente, destruidor e devastador, e ainda assim, podendo ser entendido como nada mais que uma natural "reciclagem".Uma infinita e necessária "passagem" para uma outra forma do "existir".

Quem não conhece esse magnífico álbum, não deixe para depois. Ouça-o atentamente. Não morra antes de escutar esse verdadeira obra-prima. "Quem viver verá..."

A título de mera curiosidade, existe uma versão desse álbum em Inglês, gravado pela  Manticore (do E.L.P.), cuja a letra foi adaptada para o idioma, pelo grande Peter Hammil. Particularmente, essa versão não me agradou, (é uma verdadeira bosta) a versão na sua língua pátria é muito melhor, mas como dinheiro é, sempre foi e sempre será dinheiro, temos que dar um "desconto intelectual" para o completo desinteresse e ignorância lingüística dos nossos "amigos" Norte Americanos, que somente são capazes de entender, com raríssimas exceções, sua própria língua.

Em tempo:
Esse "lixo" fonográfico, (versão em inglês), pode ser obtido pela rede sem maiores dificuldades, vale como mero artigo de colecionar "alienado" (louco para dizer que possui todas as versões editadas), mas na verdade, não serve para mais nada. É isso ai!

Felona e Sorona (1973)

Músicas:
01. Sospesi Nell' Incredibile
02. Felona
03. La Solitudine Di Chi Protegge Il Mondo
04. L' Equilibrio
05. Sorona
06. Attesa Inerte
07. Ritratto Di Un Mattino
08. All' Infuori Del Tempo
09. Ritorno Al Nulla

Músicos:
Toni Pagliuca: Teclados
Aldo Taglialapietra: Vocal, Baixo e Guitarra
Michi Di Rossi: Bateria

[Obrigado = Thanks]

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

U.K. - Night After Night - LIVE (1979)

O U.K., originalmente composta por John Wetton no baixo e Vocal (ex-King Crimson, ex-Uriah Heep dentre uma infinidade de outras participações), Eddie Jobson nos violinos e teclados (ex-Roxy Music e ex-Curved Air), Allan Holdsworth (ex-Soft Machine, ex-Gong, ex-Pierre Morlen's Gong e diversas outras participações) na guitarra e Bill Bruford na bateria (ex-Yes), lançou-se no mercado em 1978, com um belíssimo e recomendadíssimo álbum entitulado apenas por "U.K".

Um ano após o lançamento do primeiro álbum, a banda sofre duas "severas" perdas. Retiram-se da banda, o exímio e magistral Allan Holdsworth e o grande Bill Bruford. Poderia parecer o fim de uma banda excepcional, o que representaria uma dramática perda para o progressivo. No entanto, nesse mesmo ano, ingressa na banda o incrível, competente e habilidoso baterista Terry Bozzio (ex-Frank Zappa) e mesmo sem as magníficas guitarras de Allan, ou melhor dizendo, sem guitarra alguma, lançam seu segundo álbum "Danger Money" e para reiterar junto ao público, que a banda estava em plena forma, em junho no mesmo ano, investem corajosamente numa apresentação ao vivo no Sun Plaza And Seinen Kan em Tokyo!

Desse álbum, com pouco mais de 42 minutos (infelizmente), destaco como excepcionais: "Night After Night", "Nothing to Lose", "Time To Kill", "In The Dead Of Night" e a explosiva e alucinante "Caesar"s Palace Blues" que encerra esse excepcional álbum, sendo esta, simplesmente imperdível. Nessa faixa, Eddie Jobson realiza um dos seus  mais brilhantes solos de todo o álbum, principalmente na parte final (lá pelos quatro minutos), em razão do seu inegável virtuosismo, da equilibradíssima câmara de eco e da brilhante maestria no sintetizador polifonico CS80 da Yamaha, temos a impressão de estarmos ouvindo dois violinos simultâneos, sem falar na exemplar, irretocável e competente marcação e de Terry Bozzio e dos igualmente "monstruosos, poderosos e fortes" baixos de Wetton.

Night After Night - LIVE (1979)

Músicas:
01. Night After Night
02. Rendezvous
03. Nothing to Lose
04. As Long as You Want Me Here
05. Alaska
06. Time to Kill
07. Presto Vivace
08. In the Dead of Night
09. Caesar's Palace Blues

Músicos:
Eddie Jobson: Teclados e Violino elétrico
John Wetton: Vocal e Baixo
Terry Bozzio: Bateria

[Obrigado = Thanks]

sábado, 19 de dezembro de 2009

Trace - Trace (1974)

Trace foi uma banda de progressivo holandesa formada pelo trio: Rick van der Linden nos teclados, Pierre van der Linden na bateria e Jaap van Eik no baixo. Nesse trabalho inaugural, de uma carreira de apenas três álbuns, "Trace" (1974), "Birds" (1975) e "White Ladies" (1977), a banda se revela como uma das melhores bandas de progressivo sinfônico. A perfeita e sutil mistura da música erudita com o rock e o fusion, tornam esse álbum merecedor de um lugar de destaque em qualquer discoteca de progressivo.

Muitos apreciadores do progressivo, apontam uma profunda semelhança dos arranjos e até dos solos, com o lendário Emerson, Lake e Palmer, no entanto, particularmente, considero o trabalho do Trace extremamente original e brilhante, não sendo prudente ou mesmo justo, diminuir a importância e a relevância do trabalho executado pelo Trace.

Devemos ainda considerar, que o Trace foi basicamente "dirigido" por Rick van der Linden e que esse exímio tecladista, na época do lançamento desse primeiro LP (1974), já possuía uma extensa "bagagem" proveniente do Ekseption, assim como, ocorreu com o grande Keith Emerson durante a existência do "The Nice" até formar o E.L.P. Considerando-se então, que ambos os tecladistas aprimoraram seus estilos num mesmo momento, justo será supor, que por compartilharem de um mesmo período histórico de intensas e profundas mudanças no cenário musical e por possuírem uma mesma formação musical, em alguns breves momentos, seus estilos podem guardar alguma semelhança.

Seja como for, o álbum da presente postagem é magistral, e foi exaustivamente divulgado na Eldo Pop. É um verdadeiro clássico do progressivo que jamais deverá ser esquecido por aqueles que admiram o bom e velho progressivo.


Trace (1974)

Músicas:
01. Gaillarde
02. Gare Le Corbeau
03. Gaillarde
04. The Death Of Ace
05. The Escape Of The Piper
06. Once
07. Progression
08. A Memory I
09. The Lost Past
10. A Memory II
11. Final Trace
12. Progress
13. Tabu

Músicos:
Rick van der Linden: Piano, Sintetizadores, Orgão e Mellotron
Pierre van der Linden : Bateria
Jaap van Eik: Baixo

[Obrigado = Thanks]

Trace - Birds (1975)

Birds é o segundo álbum do Trace. Nesse álbum sai o baterista Pierre van der Linden e em seu lugar entra Ian Mosley (ex-Darryl Way's Wolf, posteriormente ex- Steve Hackett Band e atualmente  trabalhando no Marillion, dentre muitos outros). Trata-se de outro excelente trabalho, talvez não tão brilhante quanto o primeiro, mas é sem sombra de dúvida, uma  obra exemplar que deixou sua "marca" do universo do progressivo.


Birds (1975)

Músicas:
1. Bourée
2. Snuff
3. Janny (In a mist)
4. Opus 1065
5. Penny
6. Trixie-Dixie
7. King-bird
a) First Avenue
b) Sculptor-bird
c) Second Avenue
d) Preacher-bird
e) Third Avenue
f ) Birdcorps
g) Firecorps
h) Birdcorps
i ) Mail-bird
j ) Fourth Avenue
k) Soul-bird
l ) Mail-bird
m) Sculptor-bird
n) Second Avenue
o) Preacher-bird
p) Last Avenue
q) King-bird
r) Reflection
8. Birds (Short edit)   (Bouns Track)
9. Tabu (Second version)   (Bonus Track)

Músicos:
Rick van der Linden: Piano, Sintetizadores, Orgão e Mellotron
Ian Mosley: Bateria
Jaap van Eik: Guitarra, Vocals, Baixo
Darryl Way: Violino

[Obrigado = Thanks]

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

The B-52's - Time Capsule

O The B-52's, foi uma banda norte-americana de new wave, rock e eletrônico, formada em 1976, por Kate Pierson (vocais, teclados e eventual baixo), Cindy Wilson (vocais), Fred Schneider (vocais), Ricky Wilson (guitarra) e Keith Strickland (bateria).

Curiosamente o nome da banda, que também é o nome de uma aeronave  de guerra (um bombardeiro), deveu-se a Keith Strickland, que após uma apresentação em um hotel, sonhou que alguém sussurrava-lhe na orelha que o nome da banda era "The B-52's".

Quem foi ao Rock In Rio de 1985, certamente ainda guarda na mente, como uma das mais prazerosas lembranças, a apresentação dessa genial banda.

Infelizmente foi no Rock In Rio, a última aparição pública de Ricky Wilson (guitarrista) com a banda. Ele faleceria aos 32 anos, aos 12 de outubro daquele ano, vitimado por um câncer linfático. A perda desse exemplar guitarrista, autodidata que inventava as próprias afinações e acordes, certamente interferiu e contribuiu para o lento declínio da banda.

O CD que tenho o prazer de compartilhar com vocês é na realidade uma coletânea. Mas não se enganem. Trata-se uma das poucas coletâneas que conheço, que não tem uma "porrada" de músicas inexpressivas ou ruins. São 18 músicas muito bem escolhidas, que representam com fidelidade o brilhante trabalho dessa genial banda.

Alguns visitantes desse "Mukifu", poderão até torcer seus narizes, em razão da presente postagem, mas vou logo avisando, a música é universal e esse trabalho é fantástico. Se não gostar, não baixe e não me "encha o saco". Nessa porra de espaço quem manda sou eu. Aqui em casa, eu e minha esposa, sempre que "rola" um churrasco, além do bom e velho Rock and Roll e Blues, sempre "rola" um B-52's, seguido do The Clash.


"DEDICO ESSA POSTAGEM À DOIS GRANDES AMIGOS MEUS, QUE POR CONTINGÊNCIAS DA VIDA, NÃO TIVE MAIS CONTADO.


REFIRO-ME AOS MEUS DOIS GRANDES AMIGOS: BARBARA E JUNIOR, EX-DONOS DE UMA INFELIZMENTE EXTINTA LOJA DISCOS EM COPACABANA (A KAELE DISCOS) E QUE AO LONGO DESSES MAIS DE VINTE ANOS, NUNCA OS ESQUECI.


COM MUITAS, MUITAS SAUDADES, UM CARINHOSO BEIJO PARA VOCES DOIS!


P.S.: BARBARA, MINHA QUERIDA AMIGA, ATÉ HOJE TENHO O POSTER PROMOCIONAL DO JETHRO TULL, "BROADSWORD AND THE BEAST" QUE VOCE CARINHOSAMENTE ME DEU."

Músicas:
01. Planet Claire
02. Rock Lobster
03. Party Out Of Bounds
04. Strobelight
05. Private Idaho
06. Quiche Lorraine
07. Mesopotamia
08. Legal Tender
09. Song For A Future Generation
10. Summer Of Love
11. Channel Z
12. Deadbeat Club
13. Love Shack
14. Roam
15. Good Stuff
16. Is That You Mo-Dean?
17. Debbie
18. Hallucinating Pluto

É som pra dançar, dançar, dançar...

[Obrigado = Thanks]

Era - Era (1996)

"Era" é um projeto musical criado pelo guitarrista francês Eric Levi, e que de certa forma foi de árdua concretização. Em 1993, Eric Levi conseguiu incluir uma de suas músicas na trilha sonora do filme francês "Les Visiteurs", dirigido por Jean-Marie Poiré. No Brasil, o filme (uma comédia)  recebeu o nome de "Os Visitantes" e contou com a participação de Jean Reno.

O mencionado álbum é uma exuberante e criativa fusão de estilos musicais, onde prevalece a música clássica, o canto gregoriano e o progressivo. Alguns podem rotular o trabalho do "Era" como New Age, Gothic Rock ou qualquer outro rótulo ainda não "inventado", mas isso na verdade, pouco importa.

Existe o boato, que alguns dos seus integrantes (quem cara pálida!) são Cátaros e as músicas do projeto "Era", seriam o reflexo dessa raiz religiosa. Rapidamente esclarecendo, o Catarismo, do grego katharos, que significa puro, foi uma seita cristã da Idade Média surgida no Limousin (França) ao final do século XI, a qual praticava um sincretismo cristão, gnóstico e maniqueísta, manifestado num extremo ascetismo. Concebia a dualidade entre o espírito e a matéria, assim como, respectivamente, o bem e o mal. Os cátaros foram condenados pelo 4º Concílio Lateranense em 1215 pelo Papa Inocêncio III, e foram aniquilados por uma cruzada e pelas ações da Inquisição, tornada oficial em 1233.
Para maiores informações visite: http://www.misteriosantigos.com/cataros.htm

Decidi-me por divulgar esse álbum pela sua excepcional beleza estrutural e melódica. Esse álbum em especial, predomina uma ambientação medieval litúrgica, sacra, onde os belíssimos arranjos vocais determinam o andamento da obra. Se você não curte canto gregoriano ou composições medievais sacras, essa postagem não vai lhe interessar.

A banda "Era" na verdade não existe. O que existe na verdade é o projeto musical idealizado, dirigido e produzido por Eric Levi. Os créditos musicais consignados no encarte do CD são absolutamente inúteis. Ambíguos, imprecisos e confusos, não contribuem em nada, para uma clara identificação dos músicos colaboradores. Fica parecendo que Eric Levi é portador de alguma limitação cognitiva ou moral, que o impede de compartilhar os méritos da obra com os demais músicos, priorizando a arte gráfica (muito bonitinha) e "obscurecendo" os créditos musicais (um verdadeiro Babaca, que ao que parece, quer se passar por um Mike Oldfield).

De qualquer maneira, parece que os integrantes são: Lee Sklar no Baixo (ex-James Taylor, ex-Billy Cobhan, ex-Phil Collins), Chester Thompson na Bateria (ex-Genesis, ex-Frank Zappa dentre muitos outros), Philippe Manca na guitarra, Neal Wilkinson na Bateria, Patrice Tison na guitarra. Ao que tudo indica os teclados ficaram sob a responsabilidade de  Dominique Borde e Frédéric Perrinet, ambos são assistentes de engenharia de som e de mixagem além de tecladistas.

Deixando essa lamentável falha de caráter de lado, o trabalho é brilhante. Vale também ouvir o álbum "Looking From East" no qual é explorada a musicalidade oriental, pois trata-se de uma excelente e irretocável obra.

Era (1996)

Músicas:
01. Era (*)
02. Ameno (remix) (*)
03. Cathar Rhythm (*)
04. Mother (*)
05. Avemano (*)
06. Enae Volare Mezzo (*)
07. Mirror
08. Ameno
09. Sempire d`Amor (*)
10.After Time
11.Impera

Músicos:
Eric Levi: Guitarra
Lee Sklar: Baixo
Chester Thompson: Bateria
Philippe Manca: Guitarra (*)
Neal Wilkinson: Bateria
Patrice Tison:Guitarra
???????????: Teclados (vai saber...não informado)

Vocal principal:
Guy Protheroe: (Ameno - Enae Volare)
Florence Dedam: (Mother - After Time)
Harriet Jay (Ameno - Avemano - Cathar Rhythm)
Eric Geisen (Cathar Rhythm)
Murielle Lefebvre (Enae Volare mezzo)

[Obrigado = Thanks]

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Ange - Emile Jacotey (1975)

Somente hoje, percebi que me esqueci de postar este outro excelente trabalho do Ange, que  ficou esquecido por um bom tempo no hospedeiro.

"Emile Jacotey" é outro magnífico e imperdível álbum dessa genial banda francesa. Este álbum, essencialmente narrativo, embora não guarde qualquer semelhança com álbum "Au-delá du Délire", não decepciona em momento algum o ouvinte, estando repleto de belíssimos momentos, alguns deles, complexos e elaborados, outros infinitamente mais acessíveis a um público ainda não totalmente familiarizado com a sonoridade do Ange.

Na minha pessoal concepção, sempre que ouço este álbum, tenho a impressão de estar ouvindo uma trilha sonora de um documentário, desenvolvido com a finalidade preservar os relatos de um velho contador de histórias francês, no caso, o próprio Emile Jacotey que pontua, com breves relatos, o andamento da composição. É um trabalho sui generis, que merece ser devidamente apreciado.

Emile Jacotey (1975)

Músicas:
01. Bêle, Bêle Petite Chèvre
02. Sur la Trace des Fées
03. Le Nain de Stanislas
04. Jour Après Jour
05. Ode à Emile Ego et Deus
06. Ego et Deus
07. J'irai dormir plus loin que ton Sommeil
08. Aurealia
09. Les Noces
10. Le Marchand de Planètes

Músicos:
Christian Decamps: Vocals, Teclados
Francis Decamps: Teclados, Vocal
Jean Michel Brezouvar: Guitarra
Guenole Biger: Guitarra, Percussão, Bateria, Marimba, Vibraphone
Daniel Haas: Baixo
Gerald Jelsch: Bateria

[Obrigado = Thanks]

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Scorpions - Fly To The Rainbow (1974)

Era o ano de 1965 na Alemanha, o jovem guitarrista Rudolph Schenker decide montar uma banda chamada "Scorpions". Cinco anos mais tarde (1970), o irmão mais novo de Rudolph, Michael Schenker que já havia se estabelecido como um excelente guitarrista, decide-se por abandonar sua antiga banda e juntamente com o cantor e compositor Klaus Meine, ingressam no "Scorpions", então formado por Rudolph Schenker (guitarra), Lothar Heimberg (baixo) e Wolfang Dziony (bateria).

Não demorou muito e gravam uma fita demo, conseguindo em 1972, lançar o primeiro álbum “Lonwsome Crow”, que logo alcançou uma boa reputação fora da Alemanha, possivelmente pela visão de Klaus Meine, que teve a brilhante idéia de escrever todas as suas letras em Inglês. Com o álbum “Lonwsome Crow”, o Scorpions deu início a sua série de excursões com Rory Gallagher, Uriah Heep e UFO.

Em 1973, após uma turnê conjunta com o UFO, Michael Schenker abandona o Scorpions e se junta ao grupo de rock britânico mas o desfalque não acaba, Lothar Heimberg (baixo) e Wolfang Dziony (bateria) também abandonam o Scorpions. Rudolph e Klaus não se deixam abater e dão continuidade ao trabalho. Rapidamente entram em contato com o guitarrista Ulrich Roth (mais conhecido como Uli Jon Roth), que por sua vez convida o baixista Francis Buchholz e o baterista Jürgen Rosenthal para completar o time. Excursionam pela Europa, conquistando admiradores em diversos paízes até que em 1974, lançam o segundo disco “Fly to the Rainbow”.

“Fly To The Rainbow”, é um álbum que no meu singelo entender, encabeça uma trilogia imprescindível a qualquer um que verdadeiramente aprecie o bom e velho Hard Rock. O terceiro e quarto álbuns, "In Trance" (1975) e "Virgin Killer" (1976), complementam essa excepcional trilogia. São álbuns absolutamente perfeitos, repletos de criatividade, originalidade e força. Muito do que já se ouviu e ainda se ouve por aí, encontra suas raízes nesses três magníficos trabalhos.

Muito embora, não seja um profundo conhecedor do trabalho do Scorpions, não consigo me identificar com os demais álbuns da banda. Os fãs do Scorpions que me perdoem, mas na minha modesta concepção, quando falo sobre o Scorpions, só me vem a mente os três álbuns aqui mencionados. Desses, meu predileto é o "Fly To The Rainbow". Destaco como megistrais as músicas: Speedy's Coming, Drifting Sun, Fly People Fly, Far Away e Fly to the Rainbow. Creio que grande parte da minha preferência por este álbum, se deve ao trabalho do tecladista Achim Kirschning, que "segura" com muita competência e virtuosismo a estrutura musical dessa genial obra.

Fly To The Rainbow - 1974

Músicas:
1. Speedy's Coming
2. They Need a Million
3. Drifting Sun
4. Fly People Fly
5. This Is My Song
6. Far Away
7. Fly to the Rainbow

Músicos:
Klaus Meine: Vocal
Rudolf Schenker: Guitarra
Uli Jon Roth: Guitarra
Francis Buchholz: Baixo
Jürgen Rosenthal: Bateria
Achim Kirschning: Órgão, Mellotron e sintetizadores

[Obrigado = Thanks]

Scorpions - Virgin Killer (1976)

Esta capa tem causado ao longo dos anos muita controvérsia e acredito que nos dias de hoje, por força da questão que envolve a pedofilia, a polêmica seria muito mais acirrada. Nos Estados Unidos a capa teve de ser substituida por outra, com uma imagem dos integrantes da banda. Na edição brasileira, trataram de colocar um escorpião caminhando sobre as nádegas de uma mulher.
Importante salientar, que optei por postar a polêmica capa, por fatores puramente históricos e ilustrativos.

A DIVULGAÇÃO DA IMAGEM POLÊMICA, NÃO REPRESENTA QUALQUER ESTÍMULO OU ACEITAÇÃO A PRÁTICA DA PEDOFILIA! EMBORA NO BRASIL, ESSA CONDUTA AINDA  NÃO SEJA CONSIDERADA CRIME, QUERO EXPRESSAMENTE MANIFESTAR MEU MAIS ABSOLUTO REPÚDIO A ESSA ABOMINÁVEL CONDUTA.

Virgin Killer (1976)

Músicas:
01. Pictured Life
02. Catch Your Train
03. In Your Park
04. Backstage Queen
05. Virgin Killer
06. Hell Cat
07. Crying Days
08. Polar Nights
09. Yellow Raven

Músicos:
Klaus Meine: Vocal
Rudolf Schenker: Guitarra
Uli Jon Roth: Guitarra
Francis Buchholz: Baixo
Rudy Lenners: Bateria

[Obrigado = Thanks]

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O Efeito Rapidshare ou Como criar dificuldades, para "vender" facilidades.

Estávamos todos muito felizes. Distribuíamos nossos arquivos e nossos amigos e amigas podiam usufruí-los placidamente diante de suas telinhas, deleitando-se com a beleza da boa arte. Nada parecia poder perturbar, de forma definitiva, nossa tão relativa e instável tranqüilidade.

Tá certo, não era bem assim. Havia uma constante e irritante lentidão no download, durante o upload a conexão parava e às vezes até caía, outras vezes, somos surpreendidos por um "inexplicável" apagão, ou pelas constantes falhas no fornecimento de energia elétrica. No entanto, esses hoje rotineiros acontecimentos, que parece que se tornarão freqüentes durante o verão, não chegavam a comprometer totalmente nossa diversão.

Esse cenário me faz lembrar uma das frases prediletas da minha avó, quando dizia: "Paciência meu neto, não há mal que sempre dure!". Eu como na época era muito ingênuo, puro e burro, acreditava nela e acreditava também em fadas, gnomos, duendes, coelhinho da Páscoa. Acreditava em quase tudo (até em promessa de político em campanha), menos em Papai Noel. Desde de tenra idade questionava-me: Como pode existir um cara, que vem lá da (p.q.p.), distribuir presentes, para "todos", de forma tão desigual e sem pedir nada em troca? Como ele se sustenta? Como ele fabrica tantas coisas? Como esse velhinho filho da puta, não presenteou meu vizinho este ano?

O que a minha avó certamente não conhecia, ou se conhecia, optou por me resguardar da realidade eram:
1- As Leis de Murphy;
2- E o infame serviço do Rapidshare

Não há o que se questionar sobre a validade dos princípios lógicos contidos nas Leis de Murphy. São as reflexões lógicas e estatísticas mais próximas das chamadas "verdades absolutas" (outra mentira), mas invariavelmente, acabam tornando-se inquestionáveis, na medida em que presenciamos na nossa rotina a concretização das "divinas e sábias considerações" de Murphy.

Quanto ao serviço prestado pelo Rapidshare, em que pese as Leis de Murphy pela sua plena aplicabilidade, vislumbro agora, que essa empresa sempre se assemelhou muito a figura do puto do Papai Noel. Facilitou, como ainda facilita ao máximo o depósito de arquivos (upload) e durante um bom tempo, investiu recursos na ampliação de sua estrutura de forma a garantir uma razoável (e as vezes sofrível) distribuição (até aqui estávamos felizes). Ao longo de vários anos, centralizou em seus servidores um GIGA acervo de informações (as custas dos não pagantes) e agora que detém o controle da distribuição desse gigantesco volume de material (como se fossem os donos desse material), simplesmente restringem de forma dramática sua distribuição, reduzindo ou melhor, não disponibilizando os recursos necessários para cumprir o seu objetivo final que é o de armazenar e distribuir. Infelizmente agora estão coagindo os usuários (não pagantes) a tornarem-se (pagantes) para que, somente então (após "os dinheiras no caixinha"), sejam tratados de forma diferenciada e "justa". PORRA! VÃO SE FUDER!

P.Q.P.!!!  Não tenho nada contra que "os caras" ganhem dinheiro com a prestação de um serviço. Acho muito justa e legítima a pretensão de reaverem seus investimentos e que aufiram seus merecidos lucros. No entanto, existem muitas outras formas de dividir os custos e obter o lucro desejado. O que não se justifica é colocar toda a carga de custos e lucros, nas costas dos usuários, o que resulta na cobrança de valores exorbitantes e impagáveis para a maioria dos usuários. Isso me faz lembrar de mais uma sábia frase da minha avó: "Não coloca muito peso no burrinho, senão o burrinho senta."

Bom resumindo, o "burrinho" deitou e não quer mais levantar. Não vou mais trabalhar para o enriquecimento abusivo de empresas como o Rapidshare, que depois de centralizarem e monopolizarem um grande volume de informação, criam deliberadamente dificuldades, para depois "venderem" facilidades. Mais uma vez, VÃO SE FUDER!!! - FODÃO-SE!!!

Sendo assim, não vou depositar mais nada no Rapidshare. Estou procurando um outro hospedeiro para o nosso material, mas ainda não consegui me decidir. Mesmo porque, cedo ou tarde, todos acabarão se revelando um verdadeiro Papai Noel filho da puta.

Como não costumo baixar muito material, gostaria de poder contar com a experiência pessoal dos amigos e amigas que visitam esse blog e dos parceiros de ofício, orientando-me sobre qual a melhor opção atualmente. Levando sempre em consideração aquelas coisas básicas:
1- o tamanho máximo do arquivo para upload;
2- o espaço oferecido para arquivamento;
3- velocidade de download;
4- se aceitam arquivos codificados por senhas

Agradeço desde já a atenção e por favor, deixem alguma informação na área de comentários.
Um AbraçO!

sábado, 28 de novembro de 2009

Robin Trower - Bridge Of Sighs (1974)

Em 1961, o guitarrista inglês Robin Trower formou com Gary Brooker (piano), Chris Copping (baixo), Mick Brownlee (bateria) e Bob Scott (vocal) um grupo que se chamava "The Paramounts".

Não demorou muito e Scott abandonou a banda, ficando o vocal sob a responsabilidade de Brooker. Em 1962, ocorre uma nova mudança dos integrantes; Copping sai e entra Diz Derrick no baixo e Brownlee é substituído por B.J.Wilson na bateria. Em meados do ano de 1963, lançaram seu primeiro single e em poucos anos chegaram a lançar um total de três sigles. Muito embora tenham conquistando um certo respeito no cenário do R&B, a banda se desfaz em 1966.

No início de 1967, Brooker fundou o “Procol Harum”, contando na sua formação original com Keith Reid (letrista), Matthew Fisher (Hammond), Ray Royer (guitarra) e David Knights (baixo) e em maio do mesmo ano, gravaram o single “A Whiter Shade of Pale”.

Em 1968, ocorre uma nova mudança na formação da banda, com o retorno de B.J. Wilson (bateria) e Robin Trower (guitarra) que gravam o single “Homburg”. Daí para frente, ainda tem muita história para ser contada sobre o “Procol Harum”, mas isso fica para uma outra postagem especialmente dedicada a essa exemplar banda.

Em 1973 Robin Trower lança seu primeiro álbum solo e não para mais de realizar magníficos trabalhos solos ou em parceria com outros músicos, em especial com o baixista Jack Bruce (Cream). Sua discografia é muito extensa, não cabendo aqui enumerá-la na sua íntegra. No entanto, para efeito de amostragem, na minha singela e insignificante opinião, são essenciais os seis primeiros álbuns: "Twice Removed from Yesterday" (1973), "Bridge of Sighs" (1974), "For Earth Below" (1975), "Robin Trower Live" (1976 ), "Long Misty Days" (1976), "In City Dreams" (1977).

Bridge Of Sighs (1974)

Músicas:
01. Day Of The Eagle
02. Bridge Of Sighs
03. In This Place
04. The Fool And Me
05. Too Rolling Stoned
06. About To Begin
07. Lady Love
08. Little Bit Of Sympathy

Músicos:
Robin Trower: Guitarra
James Dewar: Baixo e vocal
Reg Isidore: Bateria

[Obrigado = Thanks]

Dedico esta postagem como uma singela homenagem à memória do saudoso e genial baterista Reg Isidore (1949-2009), que participou do primeiro e do segundo álbuns da banda.
Onde quer que você esteja, esperamos que continue seu magnífico trabalho junto a Jimi Hendrix e tantos outros, que deixaram prematuramente este nosso "espaço temporal".

Robin Trower - For Earth Below (1975)

Não tenho muita certeza, a memória me escapa, não sei se foi na Eldo Pop ou se foi lá pelo ano de 1976, como umas das músicas que compunham a trilha sonora de um documentário sobre Surf, que se chama RED HOT BLUE dirigido por Curt Mastalka, que ouvi pela primeira vez a poderosa e vibrante Fender Stratocaster do Robin Trower. Na época, eu não sabia quem era aquele cara que tocava como Jimi Hendrix, mas sabia que não se tratava do "Deus" Hendrix, tinha alguma coisa de diferente no timbre e na "pegada" da guitarra. Pergunta daqui, pergunta dalí, acabei por descobrir o nome da fera; Robin Trower.

De posse da informação principal, guardei uma grana e assim que foi possível, fui direto para a Sears que ficava na Praia de Botafogo (RJ). Lá me encontrei com meu primeiro álbum do Robin Trower, que é o álbum objeto dessa postagem (o álbun esta comigo até hoje). Lembro-me que cheguei em casa e fui logo botando o "bolachão" pra tocar no meu antigo "Grundig", aparelhado com uma novíssima agulha "Lesson" de safira. Aumentei o som e mandei ver... minha mãe quase enlouqueceu coitada, e para piorar, o equipamento era tão primitivo que não possuía nem saída para fone de ouvido. Mas mesmo num volume inferior ao desejado, sempre era uma verdadeira "porrada na cabeça" e no coração!

Naquela época, eu ouvia progressivo e de Hard Rock, não conhecia o que era o Blues (embora já escutasse Hendrix). Foi Robin Trower que abriu minha mente para o mundo repleto de possibilidades do Blues. Foi uma paixão imediata e avalassadora, economizava tudo que podia, só para comprar os preciosos LPs de Rock e Blues que viesse a conhecer. Algum tempo mais tarde, "carburava" placidamente minha primeira "erva", ao som de Robin Trower, Jimi Hendrix, Johnny Winter, Roy Buchanan e Rory Gallagher. Bons tempos...

For Earth Below (1975)

Músicas:
01. Shame the Devil
02. It's Only Money
03. Confessin' Midnight
04. Fine Day
05. Alethea
06. A Tale Untold
07. Gonna Be More Suspicious
08. For Earth Below

Músicos:
Robin Trower: Guitarra
James Dewar: Baixo e vocal
Bill Lordan: Bateria

[Obrigado = Thanks]

Robin Trower - Live (1976)

Não tenho muito mais a falar sobre o grande mestre Robin Trower, que para mim, gostem ou não, é um dos melhores guitarristas de Rock & Blues que ainda se encontra nesse nosso espaço temporal. Esse cara, hoje com 64 anos, sempre soube muito bem o que fazer com sua sempre presente Fender Stratocaster e sua pedaleira.

O álbum objeto dessa postagem é no meu entender, um dos melhores álbuns de Rock (ao Vivo) já gravado. Claro que existem uma infinidade de outros, que pretendo a seu tempo, divulgá-los, mas a versão de "Daydream" (originalmente do álbum "Twice Removed From Yesterday"), nesse álbum Live é uma "revelação", uma "visão", uma experiência quase que metafísica ou tântrica.

Como se não bastasse o magnífico solo que se inicia lá pelos quatro minutos e dez segundos, após decorridos os seis minutos iniciais, Robin Trower começa a "forçar" as notas musicais a se sustentarem no tempo e no espaço com uma beleza, suavidade e genialidade inigualáveis.

Note-se que estamos falando de um solo "ao vivo" em um ambiente aberto, repleto de gente e mesmo asssim a "alquimia" naquele instante é realizada pelo Grão Mestre Robin Trower, sustentando as notas ao ponto de se fundirem a microfonia e serenamente, retoma-as em suas mãos como "obedientes borboletas". É certamente um evento mítico, raro e absolutamente inebriante. (Viajei... né???? Deve ser a "rebordosa" de muitos anos de "erva" e outros "produtos naturais"...hehehehehehehe).

Até hoje, sempre que escuto esse álbum, quando chega a "Daydream", coloco o volume "no talo" e espero o tempo parar... de preferência já acompanhado por um bom Whisky (com gêlo) e um charuto!

Não tenho mais nada a dizer.

Live (1976)

Músicas:
1. Too Rolling Stoned
2. Daydream
3. Rock Me Baby
4. Lady Love
5. I Can't Wait Much Longer
6. Alethea
7. Little Bit of Sympathy

Músicos:
Robin Trower: Guitarra
James Dewar: Baixo e vocal
Bill Lordan: Bateria

[Obrigado = Thanks]

Dedico esta postagem, como uma singela mas sincera homenagem a memória do saudoso e genial baixista e vocalista James Dewar (1942-2002).
Onde quer que voce esteja, esperamos que continue seu magnífico trabalho junto a Jimi Hendrix e tantos outros, que deixaram prematuramente este nosso "espaço temporal".

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Uma breve História sobre o Long Playing - Vinil

Esta postagem é apenas um singelo resumo da história da indústria fonográfica até o advento do Long Playing. Trata-se de uma compilação de informações obtidas pela rede, que visam apenas ilustrar de forma sucinta, uma história por demais ampla e complexa. Não serão aqui abordadas questões referentes a composição química dos suportes materiais ou mesmo um aprofundado estudo sobre os processos de produção. Restringi o enfoque da matéria aos fatos mais relevantes.

Sou um fervoroso amante do LP de vinil (analógico) e tenho em meu acervo fonográfico, diversos exemplos da superioridade sonora do "antiquado" LP analógico, isso sem contar a limitação física da capa e do eventual encarte, imposta pelo CD, resultando, na maioria das vezes, na completa descaracterização, mutilação ou mesmo destruição da arte gráfica da capa, que em muitos casos, chegam a ser verdadeiras obras de arte.

É certo que muitos dos eventuais leitores poderão não compartilhar da minha opinião e alguns, talvez nunca tenham sequer visto ou escutado um vinil. No entanto, na maioria das vezes, prefiro escutar meu LP original de prensagem Japonesa, Inglesa, Alemã, Francesa, Italiana ou Brasileira, em meus velhos e queridos Technics, com cápsula Shure M44C (Cônica) ou M55E (Elíptica), à escutar um CD, mal remasterizado, mal mixado ou mal editado, principalmente quando estamos falando de LPs da década de 70.

A titulo de mera curiosidade, atualmente todos os CDs são DDD ou seja, todo o processo de gravação, mixagem, edição e masterização são Digitais. Quando no entanto, falamos de obras fonográficas originariamente gravadas em LPs, temos dois outros processos:

·    O ADD, nesse o processo de gravação no estúdio foi totalmente Analógico já os processo de mixagem, edição e masterização utilizou-se tecnologia Digital.
·    O AAD, nesse caso, tanto o processo de gravação em estúdio, como a mixagem e edição são Analógicas, somente utilizando-se a tecnologia Digital na masterização.

Particularmente não gosto do Compact Disc, em que pese a seu favor, a sua praticidade. A digitalização sonora não passa de um "grotesco fantasma" comparado ao som analógico do LP. O som é um conjunto de ondas que atravessam o espaço e é quase infinito na sua amplitude. A informação digitalizada em 0 (zeros) e 1(uns) (binária) não pode conter toda essa informação porque se o fizesse, cada CD levaria meia dúzia de minutos de música. Assim sendo, o que é feito é uma AMOSTRAGEM digital, isto é, selecionam uma amplitude determinada (no caso do CD, 44 ou 48 kHz) e é só isso que vai parar ao CD. Tudo o resto é cortado, literalmente jogado fora.

Lamentavelmente, a ganância da indústria fonográfica e eletrônica, vislumbrando a médio prazo, auferir elevados ganhos financeiros com o "avanço" tecnológico digital, investiu pesadamente no aniquilamento do LP, para mais tarde, com um custo de produção infinitamente mais baixo, relançar no mercado em formato de CD, algumas obras originariamente editadas em LP, a um preço muitas vezes proibitivo, incluindo ainda, para desgosto dos colecionadores, faixas extras (bonus track), não existententes nos originais em LP.

Mas uma coisa é certa. Para tudo existe um preço à pagar! A vingança pode tardar mas não falha! Por mera diversão, pergunto aos eventuais leitores: Quantos LPs de vinil foram pirateados no Brasil? Pessoalmente, posso até estar equivocado, mas só conheço um único caso ocorrido no Brasil e foi com o LP do Terreno Baldio. Os custos envolvidos na produção de um LP, são elevados e dependem de uma um aparato industrial complexo que não envolve apenas a produção física do suporte material (LP), existindo ainda os custos com a arte gráfica, capas, selos, envelopes etc.

Pois é... o que a indústria fonográfica não previu, foi com a rápida popularização da cópia digital e o seu  subsequente barateamento, hoje acessível e presente em quase todos os computadores domésticos. BEM FEITO! Agora não adianta "chorar" ou "reclamar", a pirataria existe, é um fato, alimentado e incentivado principalmente pelo baixo poder aquisitivo da população, aliado aos abusivos preços dos CDs e seus respectivos impostos.

Enfim, por muito tempo a pirataria ainda vai provocar muita "dor de cabeça", sem falar no explosivo crescimento da codificação de áudio, no caso, o MP3 que não tardará à sepultar também o CD, com o crescimento dos dispositivos reprodutores de MP3.

Bom, vamos ao que realmente interessa!


O Fonógrafo



O Fonógrafo é um antigo aparelho destinado a reproduzir sons gravados mecanicamente em cilindros metálicos, sob a forma de sulcos em espiral.

Inventado em 1877, o mencionado dispositivo teve inicialmente dupla paternidade. Aos 18 de Abril daquele ano, Charles Cros, na França, apresentou o "Paléophone", enquanto aos 18 de Agosto do mesmo ano, Thomas Alva Edison apresentava o "Fonógrafo". Por alguma razão que desconheço (estou pesquisando), a paternidade do invento coube ao americano Thomas Alva Edison (1847-1931).

O primeiro modelo era dotado de um cilindro rotativo coberto por uma folha de papel estanhado, na qual se apoiava uma agulha presa a um diafragma e um grande bocal (chifre) responsável pela captura das ondas sonoras.

Na medida que o cilindro era girado manualmente, as ondas sonoras faziam o diafragma vibrar e a agulha produzia os sulcos sobre a folha estanhada. Quando a gravação estava completa, a ponta era substituída por uma agulha e a máquina, desta vez, reproduzia as palavras quando o cilindro era girado mais uma vez.

Este tipo de gravação tinha uma duração muito limitada, cerca de um minuto, e só podia ser utilizado 3 ou 4 vezes, em 1886 Chichester Bell e Charles Tainer registaram o "Gramofone" em que a folha de estanho foi substituída por um cilindro de cera mineral, melhorando a qualidade sonora, e a duração dos cilindros. Mas o processo de duplicação para fins comerciais ainda era muito dispendioso inviabilizando sua produção em massa.


O Gramofone

Em 27 de novembro de 1887, o alemão, nascido em Hanover, Emil Berliner desenvolveu o um Fonógrafo capaz de reproduzir os sons por meio de discos, entrando em concorrência com o cilindro fonográfico de Thomas Edison.

A invenção de Emil era mais interessante, sob o ponto de vista industrial, porque tratava-se de um disco plano metálico coberto de cera, que permitia registrar o som em lugar do cilindro proposto por Edison. O disco plano permitia baratear o processo de fabricação, além de proporcionar a duplicação em massa.

No entanto, houve um tempo em que o alemão Emil Berliner, emigrado em 1870 para os Estados Unidos aos 19 anos, não conseguia patrocinador para sua invenção, e ganhava sua vida como vendedor de secos e molhados. Ninguém acreditava no futuro comercial daquela engenhoca dotada de uma enorme campânula, destinada a extrair sons de um objeto circular, feito de zinco, com 12 centímetros de diâmetro, que girava a 150 rotações por minuto e tocava durante 1 minuto apenas.

Em 1869, John Wesley Hyatt descobriu um elemento de capital importância para o desenvolvimento da indústria dos plásticos: a celulóide. Tratava-se de um material fabricado a partir da celulose natural, tratada com ácido nítrico e cânfora, substância cujos efeitos de plastificação foram muito utilizadas e fundamentais para Berliner, que em 1894, ofereceu os primeiros cinqüenta "pratos" dele ao público americano. Eram discos de celulóide com 7 polegadas de diâmetro com um furo no centro, custavam US$ 60¢ cada e tocavam durante aproximadamente dois minutos.

Se Berliner não tivesse convencido, em 1895, a Companhia Ferroviária da Pensilvânia a investir US$ 25 mil em seu projeto, não teria levado adiante as pesquisas que lhe permitiram registrar, em 26 de novembro de 1898, num cartório de Hanover, a firma batizada com o nome dado por ele a seu invento: a Deutsche Grammophon Gesellschaft mbH. Pouco depois criou a Britain's Gramophone Co. Ltd, para comercializar os seus dispositivos na Europa.

Inicialmente o Gramofone funcionava com rotação manual. Em 1896, o mecanismo sofre uma grande melhoria e um motor movido a corda (helicoidal), desenvolvido pelo norte-americano Eldridge Johnson em parceria com Berliner é amplamente comercializado. O sistema de corte passa de vertical para horizontal, ou seja, as ondulações são gravadas na lateral e não no fundo dos sulcos, como ocorre com os cilindros.
Com o formato de disco plano, são superadas as dificuldades do formato cilíndrico e os processos de produção passaram de semi-artesanais para industriais. A matriz de cera gravada passa por um processo de galvanoplastia onde através de eletrólise é confeccionado um primeiro molde em metal. A partir desse molde é confeccionado uma espécie de contramolde chamado madre (que pode ser tocada como o disco) onde são corrigidas as imperfeições. Na seqüência é feito um novo molde que funciona como estampa para a confecção do disco propriamente dito em prensas.

O gramofone de Berliner e o método de duplicação dos discos foram adquiridos pela Victor Talking Machine Company (RCA), daí o nome "victrola" como ficou popularmente conhecido o aparelho destinado a reproduzir os discos. Também foi vendida a marca registrada de Berliner, mais tarde adotada pela RCA, que consiste-se na famosa pintura de seu cachorro, chamado "Nipper", escutando a voz do seu mestre.

Na década de 10, os discos eram gravados apenas em uma de suas faces a uma rotação de 76 RPM, mais tarde(1925), padronizada em 78 RPM. Essa rotação permitia que cada disco comportasse em média 3 minutos de gravação, o que na maioria dos casos é preenchido com uma só música no tamanho padrão de 10 polegadas. A gravação dos dois lados, lançada pela primeira vez no comércio, pela Columbia em 1904, teve sua aplicação dificultada, não por razões tecnológicas, mas em razão de questões jurídicas, envolvendo a patente do invento, obtida pelo engenheiro suíço Adhemar Napoleon Petit, que judicialmente embargava sua produção.

Em 1925 ocorre a evolução mais significativa e de maior impacto tecnológico que foi o sistema elétrico de gravação. Isto não significa apenas um diferencial na manufatura da indústria do disco, mas a codificação da onda sonora em corrente elétrica. Ao contrário do que ocorria no sistema mecânico o som gerado é transformado em sinal de corrente eletromagnética e depois amplificado no momento da gravação e da reprodução, surgem equipamentos de captação e amplificação como o microfone e os alto-falantes e como não podia deixar de ser o toca disco elétrico.

Em 1927, Edison conseguiu a proeza de quebrar a barreira dos quatro minutos de gravação, usando um sulco fino e uma minúscula agulha de diamante para reproduzir mais de 22 minutos de cada lado dos grossos discos de 78 rpm. Victor em 1932-33, reduziu a velocidade para‚ 33 1/3 rpm, usando um sulco mais fino ainda e extremamente preciso, mas a grande depressão econômica e o exagerado peso do braços dos toca-discos, conspiraram para assegurar o seu fracasso.

Em 1934, A. D. Blumlein inventa o disco estéreo. O termo "hi fi" ou "high fidelity" começa a ser usado, mas somente tornando-se viável comercialmente em 1958, quando os discos estéreo estouraram no mercado. Em 10 anos os discos estéreo suplantaram os tradicionais mono.

Em junho de 1948 o Engenheiro da Columbia Peter Goldmark, desenvolve o microssulco (cavidades bem mais estreitas por onde a agulha o toca-discos percorre) que associado à já existente rotação de 33 1/3 RPM, permite que se grave de 15 a 20 minutos de cada lado contra os 4 minutos do sistema de 78 rpm. Importante frizar que a novidade não foi apresentada sozinha. Um novo toca-discos com uma plataforma giratória melhorada e com um braço ultra-leve provida de agulha fono-captora de safira acompanhou o seu lançamento, o que fez destes, os primeiros discos de longa duração eficientes e de qualidade. Nasce nesse momento o conhecido Long Playing ou como ficou popularmente conhecido o LP.

Em fevereiro de 1949, a RCA introduz o disco de 45 rpm. Trata-se de um disco de vinil com 7 polegadas de diâmetro, com um furo no meio, que gira a 45 rotações por minuto. O disco de 45 rpm foi concebido originalmente pela RCA Victor como uma tentativa de criar um substituto para todos os tipos de discos. Esse novo padrão, visava também substituir o 78 rpm, que constituído de laca, (também conhecido como Shellac Resinous Glaze, resina de origem animal, secretada pelo inseto Laccifer lacca, originário da Tailândia, que ao ser recolhida da madeira era denominada de "seedlac") era um produto mais caro, pesado e que se quebrava com facilidade. Em meados dos anos 50 eram produzidos na mesma escala dos 78 rpm.


Em 1958, foram fabricados pouquíssimos discos de 78 rpm - os últimos produzidos comercialmente foram lançados em 1960. Bem, a história não acaba aqui, diversas outras melhorias, ou tentativas de melhorias, foram implementadas, não apenas no que se refere ao material utilizado no suporte material (LP), como também, melhorias de ordem técnica de gravação que conferem ao saudoso LP sua eterna característica especial, quase "mágica". Quem nunca ouviu por exemplo, um LP do Black Sabbath, bem gravado, numa aparelhagem também de qualidade, certamente não sabe do que estou falando e nunca poderá avaliar a abissal diferença dos graves, médios e agudos entre o LP e o CD.

NOTA IMPORTANTE:
Essa matéria foi originalmente escrita em 2006, quando na época eu mantinha um site da minha empresa, infelizmente falida em 2008. Parte dos textos aqui contidos são transcrições de matérias publicadas na WEB, outras partes são compilações, no entanto, muitas das referências autorais se perderam de forma irremediável. Sendo assim, peço àqueles que não tiveram seus créditos autorais devidamente mencionados e publicados que me avisem para que eu possa corrigir esse meu lamentável erro.

CRÉDITOS:
EVALDO PICCINO: http://www.sonora.iar.unicamp.br/ler_artigo.php?id=48
PEDRO HOMERO: http://urbi.ubi.pt/000822/edicao/op_ph.html

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Anyone's Daughter - In Blau (1982)

Formado por quatro excepcionais músicos alemães, o Anyone's Daughter faz um progressivo de excelente qualidade assemelhado, em alguns momentos, ao som do seu conterrâneo Novalis, outra excelente banda alemã que muito admiro. Anyone's Daughter possui em sua discografia: “Adonis” (79), “Anyone's Daughter” (80), “Piktors Verwandlungen” (81), “In Blau” (82), “Neue Sterne” (83), “Live 1984” (84, Live), “Last Tracks” (86), “Danger World” (01), “Requested Document Live 1980-1983” (Live), “Requested Document Live 1980-1983 Vol. 2” (Live), “Wrong” (04).

Como o Anyone's Daughter é uma banda muito conhecida pelos apreciadores do progressivo, não vejo razão que justifique uma longa apresentação. No entanto, sempre notei, que a maioria dos blogs enfatizam e evidenciam como a obra mais representativa o LP "Adonis" e são raros aqueles que sequer mencionam o "In Blau". Também admiro muito o "Adonis", assim como o "Anyone's Daughter" e o "Piktors Verwandlungen", mas na minha concepção, a obra que melhor reflete a genialidade e o espírito dessa fantástica banda é o "In Blau".

"In Blau", é o ponto alto da discografia dessa banda. Trata-se de um trabalho lírico, mas que não se deixar levar "às cegas" pelas alamedas da poesia. Existe uma evidente maturidade no perfeito e exemplar equilíbrio entre os seus movimentos, que conferem às composições uma beleza harmônica e uma riqueza musical únicas. Creio que a beleza dessa obra, se deve em grande parte, ao fato das letras estarem em alemão. Isso de alguma forma, contribuiu favoravelmente a criação de uma arranjo mais elegante, "encorpado", "frutado" e maduro, tal como um excelente vinho de nobre safra.

Muito embora, o excelente LP "Piktors Verwandlungen", seja na verdade o primeiro trabalho da banda com letra em alemão, eles se limitam a recitar trechos da obra homônima de autoria de HERMANN HESSE (que poderia ser livremente traduzida por: "transformação", "metamorfose" ou "mutação"). Aqui, o verdadeiro diferencial entre as duas obras, é que recitar não é o mesmo que cantar, e os arranjos, no primeiro caso, acabaram sofrendo severas restrições na sua linha melódica de forma a "acomodar-se" a leitura do texto. "Piktors Verwandlungen” , como já mencionei anteriormente é exemplar e altamente recomendado, mas não brilha como o "In Blau".

In Blau (1982)

Músicas:
01. Sonnenzeichen - Feuerzeichen
02. Für ein kleines Mädchen
03. Nichs für mich
04. Nach diesem Tag
05. La la
06. Sonne
07. Tanz und Tod      (15:11)
     A) Der Begleiter   (5:20)
     B) Yaqui              (3:30)
     C) Tanz und Tod  (6:15)

Músicos:
Harald Bareth: Baixo, Vocal
Uwe Karpa: Guitarras
Matthias Ulmer: Teclados, Vocal
Peter Schmidt: Bateria

[Obrigado = Thanks]

domingo, 15 de novembro de 2009

Goblin - Il Fantastico Viaggio Del "Bagarozzo" Mark (1978)

 

Para maiores informações sobre o Goblin, leia a postagem do "Roller".

Il Fantastico Viaggio Del "Bagarozzo" Mark (1978)

Músicas:
01. Mark Il Bagarozzo
02. Le Cascate di Viridiana
03. Terra di Goblin
04. Un Ragazzo D'Argento
05. La Danza
06. Opera Magnifica
07. Notte
08. .....E Suono Rock

Músicos:
Massimo Morante: Guitarras, Vocal
Fabio Pignatelli: Baixo
Claudio Simonetti: Organ, Piano, Clavinet, Minimoog, Logan String Machine
Agostino Marangolo: Bateria, Percussão
Antonio Marangolo: Sax

[Obrigado = Thanks]

Goblin - Roller (1976)

Os Goblins são entidades galhofeiras, mas por vezes podem ser maus e os seus truques podem prejudicar seriamente as pessoas. Eles importunam os seres humanos de vários modos, como a ocultação de pequenos objetos, tombam recipientes e copos, deterioram os alimentos, dentre outras pequenas, porém inconvenientes "brincadeiras". Segundo o folclore Nórdico, o Goblin  geralmente está associado ao mal. Segundo essa crença são horripilantes, dominam a arte da feitiçaria e odeiam os gnomos. Em algumas outras mitologias os Goblins são dotados de grande força, porém não possuem grande inteligência. Vivem em bando, como uma comunidade precária muito assemelhada aos humanos primitivos. Na verdade, encontramos a figura do Goblin em quase todas as culturas, e cada uma delas lhe atribui um nome. Mas isso tudo é só uma lenda... certo?

Seja como for, no nosso caso, "Goblin" é uma banda italiana que ganhou notoriedade e prestígio no universo do progressivo, em razão de suas trilhas sonoras nas obras dos cineastas Dario Argento e George Romero, que se especializaram em filmes de terror como "Profondo Rosso" (Prelúdio Para Matar), "Suspiria" e Zombi (O Despertar dos Mortos).

No entanto, a história da banda realmente começa lá entre 1972 a 1974, naquela época a banda chamava-se "Oliver". SIMONETTI (Teclados), MORANTE (guitarra), BORDINI (bateria), PIGNATELLI (baixo) e TARTARINI (Vocal), fizeram um som progressivo, inspirado em Yes, Genesis, Gentle Giant, E.L.P. Em 1974, chegaram a gravar um excelente LP progressivo entitulado "Cherry Five", pela Cinevox (gravadora especializada em trilhas sonoras), mas que somente foi efetivamente lançado em 1976. Não se sabe o motivo, mas o nome verdadeiro da banda, ou seja, "Oliver", não constou do selo ou da capa, apenas o nome do álbum "Cherry Five" foi estampado na capa e no selo desse primeiro LP da banda "Oliver", posteriormente denominada "Goblin", certamente por estarem envolvidos na realização de trilhas sonoras de filmes de terror.

Sendo assim, sob um enfoque purista, nunca existiu uma banda chamada "Cherry Five", mas sim a banda "Oliver". Esse álbum "Cherry Five" (1974) é na verdade o primeiro álbum do Goblin. Trata-se uma verdadeira raridade, que poderá ser baixada em qualquer um dos dois excelentes blogs:

http://proginblog.blogspot.com/2009/07/cherry-five-cherry-five-1975.html
ou
http://voo7177.blogspot.com/search/label/It%C3%A1lia?updated-max=2008-11-12T10%3A16%3A00-02%3A00&max-results=20

Na discografia do "Goblin" existem: "Profondo Rosso" (1975), "Roller" (1976), "Suspiria" (1977),  "Il Fantastico Viaggio Del "Bagarozzo" Mark" (1978),  "Zombi" (1978), "The Fantastic Journey Of Goblin - Best Of Vol. 1" (2000), "Nonhosonno" (2000). "Roller" e "Il Fantastico Viaggio Del "Bagarozzo" Mark", ambos objeto da presente postagem, são álbuns que particularmente denomino como "autônomos", ou seja, são álbuns que não estão envolvidos com qualquer projeto cinematográfico. Isso, de certa forma, é o que mais me fascina nesses dois trabalhos, pois a banda se "liberta" das amarras cinematográficas, podendo livremente criar e desenvolver seus temas, sem se preocupar em acompanhar a cadencia e o andamento cinematográfico.

É puro progressivo e altamente recomendado, só não "baixa" quem já tem ou quem não gosta de progressivo.
 Roller (1976)

Músicas:
01. Roller
02. Aquaman
03. Snip-Snap
04. Il risveglio del serpente
05. Goblin
06. Dr Frankenstein

Músicos:
Massimo Morante: Guitarras
Fabio Pignatelli: Baixo
Claudio Simonetti: Organ, Piano, Clavinet, Minimoog, Logan String Machine
Agostino Marangolo: Bateria, Percussão
Maurizio Guarini: Piano, Pianet, Moog, Clarino, E-Piano

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fireballet - Night On Bald Mountain (1975)

 
Fireballet é uma banda estado-unidense de progressivo sinfônico, que realizou apenas dois álbuns. "Night On Bald Mountain" (75) e "Two, Too" (76). O primeiro, "Night On Bald Mountain" é uma boa adaptação da peça orquestral de Modest Mussorgsky (1839-1881) "Uma noite no Monte Calvo". Mussorgsky   também compos a magistral suite para piano "Quadros de uma Exposição", utilizada em 1971 pelo E.L.P. no álbum "Pictures at an Exhibition".

Originalmente o LP "Night On Bald Mountain" possuía apenas as cinco primeiras músicas, totalizando 43':36'', do mais brilhante progressivo americano. Para não estender o assunto, trata-se de um excelente progressivo com influência de Genesis, Starcastle, Yes, Gentle Giant, Styx e uma ou outra coisa de ELP. Trata-se de um excelente álbum! Uma verdadeira obra-prima do progressivo e essencial para os apreciadores de um bom progressivo.

"Night On Bald Mountain" foi um daqueles raros álbuns, que foi executado em sua íntegra na saudosa Eldo Pop. Essa jóia foi produzida por Ian McDonald (King Crinsom) que também participa da gravação do primeiro LP, no sax e na flauta. No encarte do LP, existe um agradecimento especial ao genial Larry Fast (Synergy), mas não informa se Fast ficou restrito a um eventual apoio material, ou se chegou a participar tecnicamente na programação dos teclados, atividade que durante muitos anos exerceu, mesmo após se tornar famoso com seus magníficos LPs.

Infelizmente possuo uma vergonhosa versão em CD, lançada pela italiana Setticlavio Records, que assemelha-se mais a um "bootleg". Essa "monstruosidade" inclui outras sete músicas. Essas, nada mais são que o álbum "Two, Too" na sua íntegra e para ser sincero, elas não acrescentam absolutamente nada de maior relevância ao trabalho original. Excetuando-se a "Great Expectation", que vale pela competente e criativa fusão dos arranjos vocais e rítmicos ao estilo Gentle Giant com as guitarras ao estilo Genesis, "Chinatown Boulevards" e "Carrolon", que ainda são relativamente interessantes, o resto não convence e nem deveriam fazer parte dessa versão do "Night On Bald Mountain", pois não guardam qualquer relação com aquele magistral álbum.

Night On Bald Mountain (1975)

Músicas:
01. Les Cathèdrales
02. Centurion
03. The Fireballet
04. Atmospheres
05. Night On Bald Mountain
      a) Night On Bald Mountain
      b) Night-Tale
      c) The Engulfed Cathedrale
      d) Night-Tale (reprise)
      e) Night On Bald Mountain (finale)

06. Great Expectation*
07. Chinatown Boulevards*
08. It's About Time*
09. Desire*
10. Flash*
11. Carrolon*
12. Montagne En Fili Gree*
* Bônus (do álbum "Two,Too")

Músicos:
Jim Cuomo: Bateria, Percussão, Lead and Backing Vocals
Brian Hough: Hammond, Pipe Organ, Celeste, Backing Vocals
Ryche Chlanda:  Electric and Acoustic Guitars, Electronic Devices, Vocals
Frank Petto: Piano, E-Piano, ARP 2600, Mellotron, Electronic Strings, Oberheim DS-2, Vocals
Martyn Biglin: Baixo, 12-String Guitar, Bass Pedals
Ian McDonald: Sax(*) Alto, Flauta(**) ["Night On Bald Mountain"(*)(**), "Les Cathèdrales"(*) e "Atmospheres"(**)]

sábado, 7 de novembro de 2009

Coda - Sounds of Passion (1986)

Coda é uma banda holandesa liderada pelo tecladista Erik de Vroomen que escreveu e compôs todo o material desse fantástico álbum. Vroomen não tem nenhum histórico anterior no progressivo, embora no início dos anos 80 tenha realizado gravações "Demo" com músicos como: Rick van der Linden (Ekseption e Trace), Johan Sloge (Kaiak) e o baterista Rene Creemers, infelizmente esse material nunca chegou a ser editado.

Vroomen, disposto a realizar um trabalho solo, juntou-se em 1983,  a outros músicos e realiza a primeira gravação Demo do "Sounds of Passion", que somente viria a ser efetivamente lançado comercialmente em 1986, com os músicos, Jacky van Tongeren, Mark Eshuis, Jack Witjes e Erick de Vroomen. Interessante informar é que foram realizados apenas sete ensaios para a efetiva gravação do LP.

Trata-se de um trabalho progressivo sinfônico, pelo menos no que se refere à música título do álbum. As outras duas músicas, totalizando quase onze minutos, são canções apenas agradáveis, relativamente insípidas e sem vida quando comparadas a "Sounds Of Passion".

"Sounds Of Passion" (composta em 1981) está dividida em cinco movimentos e são quase trinta minutos de música, repletos de efeitos sonoros como ranger de portas, trovoadas, cantos de pássaros, narração e diversos outros efeitos que enriquecem a composição, conferindo-lhe uma eficiente tridimensionalidade sonora, capaz de aguçar a atenção do ouvinte para o desfecho da narrativa.

O quarto movimento é onde reside o clímax da composição. Após uma introdução de canto gregoriano e de alguns efeitos sonoros sombrios, irrompe no ambiente, uma seção de acordes fenomenais de órgão de igreja (gravada na igreja da cidade natal de Vroomen, em Wijchen) que invadem não apenas o corpo, mas também o espírito do ouvinte. Os "abissais" acordes do órgão, ressoam no ambiente, como que conclamando pela indulgência divina e inesperadamente o ouvinte é generosamente resgatado pelo arrebatador e celestial tema da guitarra de Jack Witjes. Daí pra frente é só viajem...e tome muita guitarra, muitos teclados e o adocicado e redondo timbre do fretlless... É um encerramento épico! No melhor estilo das grandes composições de progressivo.

Durante minhas pesquisas, ao que parece, existe uma edição de luxo, comemorativa do 21º aniversário de lançamento "Sounds of Passion", lançada em 2007, composta de 2 CDs. O 1º CD com o próprio "Sounds Of Passion", além de cinco outras músicas, algumas inéditas.  O 2º CD além das gravações Demo relativas ao primeiro álbum, encontram-se inclusas as gravações Demo "What A Symphony - Part 1" e "Part 2", dentre outras que mais tarde integrariam o segundo álbum do Coda - "What A Symphony" lançado em 1996. No entanto, como não conheço ninguém que o possua, não posso endossar essa informação.

Sounds Of Passion (1986)

Músicas:
01. Sounds Of Passion
  a. Prologue
  b. 1st Movement
  c. 2nd Movement
  d. 3rd Movement
  e. 4th Movement - "Finale" 
02. Crazy Fool And Dreamer
03. Defended

Músicos:
Jacky van Tongeren: Baixo Fretless e vocal
Mark Eshuis: Bateria, Timpano e Xilofone
Jack Witjes: Guitarra, Violão, Vocal principal
Erick de Vroomen: Piano, Sintetizadores, Hammond, Novatron, Órgão, Moog Taurus Bass Pedals, efeitos especiais e percussão

Músicos convidados:
Pip van Steen: Flauta, Piccolo
Auke de Haan: Sax Alto

[Obrigado = Thanks]

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Änglagard - Buried Alive (1996)



Quem ainda não conhece essa banda de origem Sueca, certamente vai ficar impressionado com a sua qualidade musical. Arranjos primorosos, complexos, originais, bom gosto na elaboração da arquitetura temática, o inegável virtuosismo de seus integrantes, além é claro, de extremamente disciplinados. Esses elementos, são como a "Pedra Filosofal" dos alquimistas. Aqueles "escolhidos" que sabem manuseá-la, adquirem a capacidade  transmutar a matéria, o tempo e o espaço...

Não existe uma única banda no universo do Progressivo que se possa comparar com o estilo musical do Änglagard, que de fato é uma banda de personalidade única e forte. Freqüentemente, utilizo-me da analogia, na tentativa de melhor ilustrar a sonoridade das bandas aqui postadas,  mas isso se torna inviável em se tratando de Änglagard. Em que pese as dificuldades apontadas, vou arriscar-me, sob pena de severas críticas (fato que não ocorrerá, pois ninguém comenta nada!), que em determinados momentos, consigo distinguir uma sonoridade estrutural que se assemelha vagamente ao Gentle Giant, Gryphon, ELP, Goblin, King Krimson, dentre outros, mas o Änglagard, possui natureza própria, não se apropriando de nenhuma das linhas mencionadas.


Änglagard é suave e até mesmo erudito e no segundo seguinte, já sob o domínio de uma melodia sombria e tenebrosa, explode num progressivo, denso, violento e agressivo (quase destrutivo), para segundos depois, envolver o ouvinte numa suave e agradável melodia, repleta de minuciosos detalhes sonoros de guitarras, teclados, bateria (esse é o cara!), percussão, baixo (virtuoso), flautas e vocais (em Sueco).

Um outro fator que fascina é que não existem “estrelas” a brilharem mais que outras. Todos os integrantes têm uma participação fundamental no desenrolar dos acontecimentos e essa exemplar contribuição individual (todos participaram dos arranjos), torna o Änglagard digno de um lugar de destaque no universo do Progressivo.

Infelizmente, Änglagard possui apenas três álbuns: "Hybris" (92), "Epilog" (94) e "Buried Alive" (96). Todos esses trabalhos são excepcionais, no entanto, para efeito de amostragem, decidi postar o "Buried Alive" (96), que na verdade foi registrado em 1994 durante o Progfest. Esse álbum tem a vantagem de trazer na íntegra o "Hybris" (92) sem apresentar grandes variações em relação ao álbum de estúdio e ainda nos contempla com três músicas do "Epilog" (94).

 
Antes que algum "experto" me critique (pois se é pra reclamar de link expirado ou criticar, aí  tem cara  que sabe comentar!), vou explicar um detalhe, que certamente não passou desapercebido pelos que conhecem a discografia do Änglagard. A versão em CD do "Hybris" após o ano de 2000, incluiu a música "Gånglåt från Knapptibble” , como minha versão em CD é do ano de 1992, não possuo a mencionada música em CD que só foi gravada originalmente em 1994, motivo pelo qual considero-o integralmente contido no "Burried Alive". Mas como sou um cara magnânimo e generoso...(rsrsrsr) estou adicionando a música "Gånglåt från Knapptibble", como um singelo bônus do  Mercenário Maldito.

Enfim, Änglagard é uma experiência única e fascinante e embrenhar-se nessa “floresta sonora”, repleta de agradáveis surpresas é altamente viajante e recomendável.

Músicas:
1.  Prolog — 2:20
2.  Jordrök — 11:45
3.  Höstsejd — 14:03
4.  Ifran Klarhet Till Klarhet — 14:03
5.  Vandringar i Vilsenhet — 13:08
6.  Sista somrar — 9:04
7.  Kung Bore — 12:34
     Tempo Total: 72:16
8. Ganglat fran Knapptibble *
* Bonus

Músicos:
Tomas Jonson: Teclados, Mellotron, Hammond, Piano
Jonas Engdegard: Guitarras elétrica e acústica
Tord Kindman: Vocal, Guitarras elétrica e acústica, Mellotron
Johan Högberg: Baixo e Basspedals
Anna Holmgreen: Flauta e Mellotron
Mattias Olsson: Bateria e percussão

[Obrigado = Thanks]

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

East - Hüség (1982)

Contrariando minha proposta inicial de somente divulgar progressivo dos anos 70, não resisti a tentação de postar algo do "East", no caso, o álbum Hüség de 1982. O East, sempre foi uma de minhas bandas de progressivo preferidas e durante um bom tempo, pelo menos uma vez na semana, deliciava-me com a beleza e a riqueza de sua estrutura melódica e harmônica e com suas sensacionais performances.

East é composto por cinco excepcionais músicos húngaros e que cantam na sua língua pátria, o que acaba se tornando muito agradável (embora não entenda absolutamente nada, a língua é muito musical).  O som  que  os rapazes fazem é muito descritivo e cristalino, facilitando longas e prazerosas viagens em seus acordes que variam de temas grandiosos e épicos à canções mais emotivas e suaves, capazes de remeter o ouvinte à paisagens cinematográficas.

A discografia do East numericamente é bem razoável, mas não se mostra fiel ao progressivo. Ela é composta por oito álbuns: "Játékok" (1981), "Hüség" (1982), "Rések a Falon" (1983), "Az Áldozat (Szodoma)" (1984), "A Szerelem Sivataga" (1988), "Taking the wheel" (1992), "Radio Babel" (1994), "Live - Két Arc" (1995). Infelizmente só conheço os dois primeiros, no entanto, ao longo de minhas pesquisas, constatei que é  unânime entre os apreciadores de progressivo que os demais trabalhos não chegam nem perto dos dois primeiros álbuns.

A faixa de abertura, "Hüség" é um fusion de primeira. Os teclados de Géza, me fazem lembrar um pouco a sonoridade do Jean Luc Ponty, no entanto, não apenas nessa faixa, como ao longo das demais composições, noto com maior nitidez, uma influência do grande tecladista Jan Hammer (Mahavishnu Orchestra), seus solos e suas "conversações" com as guitarras de János são magistrais, bem ao estilo da Mahavishnu e dos demais álbuns onde participe Hammer. Mas não se enganem, o restante do álbum é altamente progressivo sinfônico, com algumas eventuais e ligeiras passagens pelo fusion aqui e ali.

Existe uma nítida conexão entre as músicas, algumas são dramáticas, de atmosfera densa e obscura, outras são introspectivas, misteriosas mas repletas de esperança e poesia. Mas deixando as divagações  "haxixelianas" ( حشيش em árabe hashish) de lado, o que realmente importa é a inegável qualidade dos arranjos e o virtuosismo de seus integrantes. Todas as músicas possuem impecáveis e belíssimos temas, repletos de solos de guitarra, órgão, mellotron, piano, além é claro, do exemplar bom gosto dos arranjos vocais, sem deixar de mencionar a brilhante e criativa condução do baterista István Király.

Para aqueles que gostam de saborear as coisas boas da vida, East é um excelente acompanhamento, mas pode ser consumido sozinho como prato principal.

Hüség (1982)

Músicas:
01. Hüség = Faith
02. Keresd Önmagad = Search Yourself
03. Mégikus Erö = Magical Power
04. Én Voltam... = It was Me
05. A Végtelen Tér Öröme = The Happiness of Endless Space
06. Ujjászületés = Born Again   
07. Ablakok = Windows
08. Vesztesek = Losers
09. Felhökön Sétálva = Walking on the Clouds
10. Várni Kell = You must Wait
11. Merengés = Meditation

Músicos:
Géza Pálvölgy: Teclados
János Varga: Guitarra
Miklós Zareczky: Vocal
István Király: Bateria
Péter Móczán: Baixo

[Obrigado = Thanks]